
CALENDÁRIO DE SHOWS
Dia 15 - Discoteca Mussulo - Lisboa
Dia 16 - JB CLUB - Braga
Dia 22 - Discoteca LUANDA - lisboa

Estão sanadas todas as dúvidas – o Cine Éden-Park já faz parte do nosso passado. Com o negócio à beira de estar totalmente realizado (falta apenas a assinatura da escritura), a guerreira Maria Luíza Marques da Silva, que durante anos a fio tentou evitar esse momento, entrega agora todas as armas. Inclusive a tela de projecção, uma das últimas aquisições para a modernização do cinema, desceu, numa cena de despedaçar o coração. Para trás ficarão anos de trabalho e uma história que enche de orgulho a todos os mindelenses e a qualquer cabo-verdiano que se preze.
O Éden-Park foi mais do que uma sala de cinema – foi a sala de espectáculos que preencheu o coração cultural de todos os mindelenses, que recebeu inúmeras actividades de cariz cultural e a maior escola de vida de todo o Cabo Verde. Porém, não resistiu às inúmeras consequências do modernismo, da liberalização dos media e da falta de controle de qualidade, de direitos de autor e mesmo à insensibilidade à protecção da cultura e seu património durante dezenas de anos de governação.
A queda do Éden-Park é a prova do nosso conformismo, incapacidade e impotência em fazer face a muita coisa que acontece debaixo do nosso nariz e assistimos impávidos e serenos.
Símbolo mindelense, levantado na mais nobre zona da Capital Cultural cabo-verdiana, esse edifício que muitos pensavam ser intocável e inalterável, pela sua exuberância e beleza ímpar, poderá ir abaixo em questão de dias ou quiçá de horas. Restar-nos-á, então, apenas a imagem e a recordação do edifício e da casa que mudou a vida de nossos avós, nossos pais ou ainda de muitos de nós. A questão agora é: o que é que vai substituir o espaço? Provavelmente um centro comercial com a hipotética possibilidade de albergar uma pequena e moderníssima sala de cinema, uma sala de espectáculos (o que já seria bom) ou ainda o sonho do João Branco tornado realidade. O Éden-Park está encerrado desde 2006 por decisão dos sócios em vender o espaço e Empresa e devido à incapacidade da sobrevivência do cinema perante aos factos actuais. Porém um negócio desses precisa de algum tempo para se concretizar e durante esses últimos tempos de espera o espaço foi violado e roubado várias vezes, deixando rasto de destruição de portas e janelas e o desaparecimento de bens como aparelho de fax, parte do sistema sonoro (amplificador e leitor de CD) e todo o cortinado do palco.
E a Câmara Municipal de São Vicente? Muitas ideias e alguma boa vontade chegaram a Câmara Municipal, que não mostrou grande empenho para evitar a situação. Porém, segundo a gerente do cine Éden-Park, há uma promessa por parte do órgão máximo do Município de São Vicente em pressionar ao novo dono no sentido de incluir, no projecto para a nova obra, uma ou duas salas de cinema e a não destruição da fachada principal, um ícone dessa cidade. Outra iniciativa é a criação de uma cinemateca para esta cidade, em que estará incluída uma sala de projecção. Também está em estudo a criação do primeiro Museu do Cinema
E o governo? O processo Éden-Park é mais uma prova do abandono de São Vicente pelos sucessivos governos que a Ilha tem conhecido. O Éden-Park pode ir abaixo em prol do “desenvolvimento” e em detrimento à cultura deste povo, mas a sua história não se apagará de nossas memórias. E mesmo que muitos não queiram e se sintam incomodados, mesmo que essa verdade doa, São Vicente foi, é e sempre será a Capital da Cultura de Cabo Verde. Não se trata de uma imposição mas sim da natureza de seu povo.
Recentemente abordado pelo jornal “A Semana”, em grande entrevista, sobre o facto de João Branco ter confidenciado no seu blog pessoal, www.cafemargoso.blogspot.com , que um dos seus sonhos para 2008 é que a Câmara Municipal de São Vicente compre o Éden-Park e o transforme num teatro nacional e da possibilidade do estado tornar esse sonho realidade, o Ministro da Cultura responde (citamos): “Eu penso que o Éden-Park já foi vendido ou está em processo adiantado de venda. Caso a venda não se tenha efectivado ainda e, se porventura a Câmara local quiser recorrer à banca para possibilitar a aquisição desse espaço, para o fim proposto por João Branco, o Ministério da Cultura utilizaria de toda a sua influência para convencer o Governo a dar um aval ao pedido de financiamento bancário por parte da Câmara local.”
Como dir-se-ia em bom crioulo, “tarde piaste”! Já não há retorno e São Vicente perdeu uma parte de sua história viva. Cabo Verde perdeu um símbolo da nossa cultura e conhecimento. Um dos motivos dos cabo-verdianos terem ficado sempre à vontade nos países de emigração. Um potencial veículo linguístico e uma porta aberta para o mundo. O orgulho dos mindelenses e das várias gerações de artistas, intelectuais e grandes nomes de uma nação. E deixo aqui meu grande apreço para esta empresa e casa de cultura, como amigo, colaborador, amante da cultura e eterno cinéfilo. É a queda de um anjo mas não a morte do nosso espírito cultural. Serei para sempre orgulhoso de ter feito parte dessa história.
Bem haja, Éden-Park!
Neu Lopes
Agora que se fala do Teatro de Revista e da peça “Biografia dum Criôl”, em fase de produção, aproveitamos para deixar aqui alguma informação e um pouco de história sobre o género.
Em Portugal
Em termos gerais, consta de várias cenas de cariz cómico, satírico e de crítica política e social, com números musicais. É caracterizada também por um certo tom Kitsch - com bailarinos vestidos de forma mais ou menos exuberante (plumas e lantejoulas), além da forma própria de declamação do texto, algo estridente. Algumas revistas marcaram épocas – no Estado Novo português, por exemplo, o espectáculo de revista conseguia passar mensagens mais ou menos revolucionárias e de crítica ao regime vigente. Estão nessa situação algumas revistas protagonizadas, por exemplo, por Raul Solnado, no Parque Mayer - a “catedral da revista à portuguesa”.
Mas o grande nome da revista portuguesa, assim como de outros géneros musicais é o de Filipe
O Teatro de Revista no Brasil, também chamado simplesmente "Revista", e com produção das companhias como as de Walter Pinto e Carlos Machado , foi responsável pela revelação de inúmeros talentos no cenário cultural, desde a cantora luso-brasileira Carmen Miranda, sua irmã Aurora, às chamadas vedetes de imenso sucesso como Wilza Carla, Dercy Gonçalves, Elvira Pagã e outras - na variante conhecida como Teatro rebolado - e compositores do jaez de Dorival Cymmi, Assis Valente, Noel Rosa, etc.
Mesmo sem muita experiência teatral e sem qualquer formação de base, fez-se teatro de revista com qualidade no Éden-Park. Nomes como Mário Matos e Manuel Neves (Sr. Néna) deram vida a esse género das artes cénicas, fazendo um importante uso do humor crioulo e criticando o regime político e sócio cultural da época. Não era aquele teatro exuberante como o português e o brasileiro, mas era muito criativo e de qualidade inquestionável, aproveitando a criatividade dos artistas para a música, figurinos, cenografia, dramaturgia, etc.
A revista e o musical deixaram de ser géneros aproveitados
Seu início remonta a 1859 quando, no Rio de Janeiro, foi apresentada a peça "As Surpresas do Sr. José da Piedade", de Justiniano de Figueiredo Novaes, baseado nas operetas que então se apresentavam em França. O modelo carregava nas paródias e críticas de costume. E, como não poderia deixar de ser, sofriam críticas dos moralistas.
A Revista brasileira pode ser dividida em 3 fases distintas:
A companhia de teatro do Porto, Art'Imagem, vai produzir em 2008 um espectáculo a partir da novela "Ptolomeu e a sua viagem de circum-navegação" de Tchalê Figueira, para apresentar
A adaptação de "Ptolomeu e a sua viagem de circum-navegação" está a cargo do director artístico da companhia, José Leitão, e a produção deverá ser apresentada em Cabo Verde, no Mindelact - Festival Internacional de Teatro do Mindelo, em Setembro próximo, se a companhia garantir os meios para a digressão.
Jorge Mendo, da produção da Art`Imagem, adiantou que em Portugal está prevista a estreia na segunda quinzena de Outubro, seguindo-se uma temporada no Porto, seguida de uma itinerância pelo país.
A ideia de encenar a segunda novela editada por Tchalê Figueira surgiu do "gosto que José Leitão tem em experimentar textos de ficcionistas em língua portuguesa", adiantou.
"Foi numa ida a Cabo Verde que ele descobriu a obra, gostou e pensou em fazer dela uma peça de teatro", explicou Jorge Mendo, adiantando que a produção deverá ter dois ou três actores, encontrando-se dois já escolhidos: o cabo-verdiano radicado em Portugal Flávio Hamilton e o português Valdemar Santos.
Além de vários ficcionistas portugueses, a Art`Imagem já tinha adaptado para teatro obras de autores de países de língua portuguesa, do moçambicano Mia Couto e dos brasileiros Clarice Lispector, João das Neves e Arthur Azevedo.
"Para mim é o reconhecimento do trabalho que desenvolvo, mesmo que nunca me tenha considerado escritor, mas alguém que tem necessidade de partilhar histórias com outras pessoas através da escrita", declarou Tchalê Figueira, a propósito da adaptação teatral da sua obra.
Ptolomeu Rodrigues é a figura central da obra. Nos bancos do jardim de uma praça cabo-verdiana, entre tragos de grogue (aguardente de cana) de má qualidade, vai narrando as suas aventuras e desventuras pelo mundo.
É o protótipo do cabo-verdiano, mas do grupo dos que regressam à terra tão pobres como partiram, para acabar os seus dias. O cabo-verdiano marinheiro, aventureiro, que deambula ao "desenrasca" pelo mundo, evadindo-se de umas ilhas que a natureza tornou agrestes.
Em certas aventuras pelo mundo Ptolomeu Rodrigues é quase um alter-ego do autor, Tchalê Figueira, também ele evadido da sua Mindelo natal, aos 16 anos, para fugir à incorporação colonial. A partir da Holanda torna-se copeiro em barcos que se deslocam da Europa à Ásia, África e América, antes de se fixar em Brasileira, Suíça, estudar Belas Artes e desenvolver uma carreira artística reconhecida fora do seu país.
Regressado a Cabo Verde em 1985, onde reside, na cidade do Mindelo, Tchalê Figueira tem desenvolvido uma carreira marcante de pintor e já editou três livros de poesia ("Todos os naufrágios do Mundo", "Onde os sentimentos se encontram" e "O Azul e a Luz") e duas novelas ("Solitário" e Ptolomeu e a sua viagem de circum-navegação").
in: www.mindelact.com

A Associação Burbur, acaba de apresentar em Portugal, mais concretamente na cidade do Porto, a sua última produção teatral, «O Amoroso», um espectáculo estruturado em três segmentos, respeitando a escolha dos textos uma temática amorosa, a partir de textos de três autores de outras tantas literaturas lusófonas, tendo convidado para o efeito três encenadores diferentes para a montagem deste espectáculo. Um destes textos, «De Quem São os Teus Olhos?», da autoria de Gabriel Mariano, teve a encenação de Francisco Fragoso, figura emblemática do teatro cabo-verdiano do pós-independência.
O tão esperado e falado CD da mais famosa dupla de guitarras da actualidade em S. Vicente - Bau e Voginha está pronto a ser apresentado. De título "Relembrando os Mestres", o disco apresenta temas óbvios para a guitarra cabo-verdiana com a sonoridade ímpar a que estes dois "mestres" nos acostumaram.
Depois de várias experiências e participações com artistas da cena musical cabo-verdiana e do incontestável sucesso do disco de Djodje, “Sempre TC”, surge um novo trabalho discográfico. “By TC” será lançado nos dias 21, 22 e 23 de Dezembro na Praia, Mindelo e Sal, respectivamente. No Mindelo a apresentação terá lugar no espaço Alta Lua do Mindel Hotel às 23h00 do dia 22, Sábado.
Já é um dado adquirido que esta é a cidade mais teatral do País, pois há teatro durante todo o ano. E Dezembro, outro mês reservado à família e às crianças, o CCM recebe duas peças infantis. Assim, no dia 25 às 18h00, o grupo TIM-Teatro Infantil do Mindelo leva ao palco do auditório “A Feiticeira e a Pombinha”, estreada na última edição do Festival Mindelact.
Os autores
A Disney lançou recentemente uma nova aposta no mundo cinematográfico. Enchanted, Uma História de Encantar na versão portuguesa, é um filme que traz animação e imagem real. Não! Não é uma mistura ao estilo de Roger Rabbit. Mas a história é bem interessante. É a passagem de um mundo para o outro, por razões forçosas.


Data de Estreia: 31 de Março de 2006 (Março Mês do Teatro 2006)
Género: Comédia
Autor: Alexandre Silveira Fonseca Soares
Dramaturgia: Alexandre Silveira Fonseca Soares
Encenação: Alexandre Silveira Fonseca Soares
Interpretação: Eileen Barbosa, Hélder Lopes, Heloneida do Rosário, Júlio Fortes, Neu Lopes, Teja Assunção e Thaiz Lucksis
Cenografia: Colectivo
Figurinos: Colectivo
Adereços: Hélder Lopes e Thaiz Lucksis
Montagem Sonora: Neu Lopes
Sonoplastia e Controle de Microfones FM: Fonseca Soares
Música Original: Mo Green e Alexandre Silveira Fonseca Soares
Desenho de Luz: Anselmo Fortes
Iluminação: Faísca Luminotecnia
Caracterização: Manú Lopes
Design e Promoção: neulopes – Design & Projectos Lda.
Sinopse
“Upgrade (bô) Democracia” é uma peça que, sem papas na língua, brinca com a Política, os políticos e a sua maneira de ser e estar na Política. Em homenagem à memória do Dramaturgo Anu Nobu a peça utiliza a rima do princípio ao fim. O texto vai desenlaçando-se criticando directamente a Oposição, a Situação, o processo eleitoral, ou seja os actores políticos em geral e as regras que os regem.
Espectáculos
Março de 2006 – Centro Cultural do Mindelo
Maio de 2006 – Centro Cultural do Mindelo
Julho de 2006 – Cine Cise (Espargos/Ilha do Sal)

Data de Estreia: 8 de Setembro de 2006 (Mindelact 2006)
Género: Comédia Musical
Autor: Neu Lopes
Dramaturgia: Neu Lopes
Encenação: Neu Lopes
Interpretação: Anilda Rafael, Arlindo Rocha, Bia Barbosa, Érika Ramos, Heloneida do Rosário, Hélder Lopes, Jaílson Fortes, Joceilne Rocha, Jorge Spencer, José Birgite, José Rui Martins, Luana Jardim, Luís Miguel Morais, Nadira da Luz, Neu Lopes, Nuno Delgado, Teja Assunção
Bailarina: Ariana Neves
Cenografia: Bento Oliveira
Desenho de Figurinos: Neu Lopes
Confecção dos Figurinos: Boutique Soraia
Sonoplastia e Controle de Microfones FM: Fonseca Soares e Robô Dias
Música Original: Neu Lopes
Arranjos: Hernâni Almeida, Fernando Andrade
Direcção Musical: Hernani Almeida
Coreografia: James Tavares, Ariana Neves, Yasmin Morais
Desenho de Luz: Anselmo Fortes
Iluminação: Faísca Luminotecnia
Caracterização: Manú Lopes
Apoio Técnico e Manipulação de Cortinas: Amílcar Évora, Júlio Fortes, Odair Ramos
Design e Promoção: neulopes – Design & Projectos, Lda.
Sinopse
Mindelo entre finais do Sec. XIX e início do século passado com o seu Porto Grande sempre em movimento. Época em que os cicerones nadavam em dinheiro, as bambas, mesmo exploradas, poderiam viver de barriga fórte e nas ruas vendia-se muito carvom d’Nhô Cáss. É esse o palco de uma paixão pouco convencional entre Raf, um estivador do porto e Juliana, uma prostituta à força. Um amor envolto em muita polémica que passa pela crítica social e pelo ódio de Djô Diábe, um shipshandler sem escrúpulos que não mede meios para obter tudo o que quer e para alimentar a sua obsessão por Juliana. Cria-se então um triângulo amoroso que obviamente terminará em tragédia.
Espectáculos
Setembro de 2006 – Centro Cultural do Mindelo
Novembro de 2006 – Centro Cultural do Mindelo

