24 novembro 2007

TÉCNICA TEATRAL III - O Som e o Audiovisual

Há muito que se afirma uma tendência que considera a visão e a audição como dois sentidos que entre si mantêm relações privilegiadas de complementaridade e de oposição. No Homem, a associação entre som e imagem é, desde muito cedo, estabelecida a partir do contacto com o meio exterior e «naturalizada» pela aprendizagem.
Na era dos multimédia, o estudo dos modos artificiais de organização de imagem e de som adquire primordial importância, mobilizando a atenção de diversificadas áreas científicas, artísticas (teatral, por exemplo) e profissionais.

Sistema Audiovisual

A palavra audiovisual "resulta da aglutinação dos termos" "audio" e "visual" e refere-se:
a) a tudo o que pertence ou é relativo ao uso simultâneo e/ou alternativo do visual e auditivo;
b) a tudo que tem características próprias para a captação e difusão mediante imagens e sons.

O sistema audiovisual é composto por todos os signos percebidos pela vista e pelo ouvido e pelas relações que entre eles se estabelecem.

Signos Audiovisuais – produzidos pela combinação de significantes percepcionados pelo ouvido e pela visão. As imagens e os sons constituem o significante.

Signos Visuais – produzidos por significantes captados pela visão: pictóricos, gráficos, imagens.

Signos Auditivos – produzidos por significantes apreendidos pelo ouvido.


Percepção Auditiva

É essencialmente através do sistema auditivo5 que o homem percebe o ambiente sonoro que o rodeia.
A origem de um som é sempre a vibração de um objecto físico dentro da gama de frequências e amplitudes capaz de ser apreendida pelo ouvido humano. Esta vibração empurra outros corpos físicos que o rodeiam, gerando, por sua vez, outras vibrações. Quando estas vibrações chegam ao nosso ouvido, normalmente através do ar, percebemo-las como um som. Em suma, o fenómeno sonoro é a percepção das oscilações rítmicas, normalmente da pressão do ar, que foram estimuladas por outro objecto físico vibrante que actua como fonte de emissão.


Sistema expressivo sonoro

O sistema expressivo sonoro integra quatro variantes: expressão oral, música, sons e silêncio.

Subsistema da expressão oral – é um signo que une um conceito e uma imagem acústica. As relações que o signo mantém com a realidade são absolutamente convencionais. No entanto, interessa também destacar os fenómenos paralinguísticos que se produzem na realização dos actos de fala - entoação, inflexões, modulações de voz.

Subsistema da música – Integra uma diversidade de timbres próprios dos instrumentos (acústicos, electro-acústicos e electrónicos) e da voz humana. A música introduz uma subjectividade emotiva, evoca o não discursivo, o não figurativo.

Subsistema de sons – Integra os sons não icónicos (usualmente designados ruídos), pois não permitem identificar qual a fonte que os emite, e os sons icónicos, os quais produzem uma imagem acústica que remete para uma determinada realidade. Está integrado por signos auditivos dimanados dos objectos, animais e pessoas nos seus movimentos e acções.

Subsistema do silêncio – Entendemos por silêncio a sensação de ausência de som, um efeito perceptivo que se produz por um determinado tipo de formas sonoras. O efeito-silêncio é, por vezes, carregado de significação. Pode-se, inclusive distinguir três usos expressivos do silêncio:

1- Uso sintáctico – Quando os efeitos-silêncio se utilizam para organizar e estruturar os conteúdos visuais, isto é, quando actuam simplesmente como instrumento de separação.

2- Uso naturalista – Quando se utilizam como imitação restrita da realidade referencial. Os efeitos-silêncio expressam informações objectivas muito concretas sobre a acção narrada.

3- Uso dramático – Utilização consciente do efeito-silêncio para expressar algum tipo de informação simbólica. Exemplo: morte, suspense, vazio.


Características técnicas do som

Intensidade – a propriedade de o som ser mais ou menos forte. Potência sonora.

Tom – a propriedade de o som ser mais ou menos agudo.

Timbre – a propriedade exibida por um tom composto que permite o seu reconhecimento.

Duração – a persistência do som no tempo.

TÉCNICA TEATRAL II - Exercícios de Dicção

TENS BOA DICÇÃO?
ENTÃO LÊ, DE PREFERÊNCIA EM VOZ ALTA


Nível Fácil:
1. Xuxa! A Sasha fez xixi no chão da sala.
2. O rato roeu a roupa do Rei de Roma a Rainha com raiva resolveu remendar.
3. Três pratos de trigo para três tigres tristes.
4. O original nunca se desoriginou e nem nunca se desoriginalizará.
5. Perguntaram-me qual é o doce que é mais doce que o doce de batata doce? Respondi que o doce que é mais doce que o doce de batata doce é o doce que é feito com o doce do doce de batata doce.

Nível médio:
1. Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.
2. O tempo perguntou ao tempo qual é o tempo que o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo que não tem tempo para dizer ao tempo que o tempo do tempo é o tempo que o tempo tem.
3. Em baixo da pia tem um pinto que pia, quanto mais a pia pinga mais o pinto pia!
4. A sábia não sabia que o sábio sabia que o sabiá sabia que o sábio não sabia que o sabiá não sabia que a sábia não sabia que o sabiá sabia
assobiar.

Nível Difícil:
1. Num ninho de mafagafos, cinco mafagafinhos há! Quem os desmafagafizá-los, um bom desmafagafizador será.
2. O desinquivincavacador das caravelarias desinquivincavacaria as cavidades que deveriam ser desinquivincavacadas.
3. Perlustrando patética petição produzida pela postulante, prevemos possibilidade para pervencê-la porquanto perecem pressupostos primários permissíveis para propugnar pelo presente pleito pois prejulgamos pugna pretárita perfeitíssima.
4. Não confunda ornitorrinco com otorrinolaringologista, ornitorrinco com ornitologista, ornitologista com otorrinolaringologista, porque ornitorrinco, é ornitorrinco, ornitologista, é ornitologista, e otorrinolaringologista é otorrinolaringologista.
5. Disseram que na minha rua tem paralelepípedo feito de paralelogramos. Seis paralelogramos tem um paralelepípedo. Mil paralelepípedos tem uma paralelepipedovia. Uma paralelepipedovia tem mil paralelogramos. Então uma paralelepipedovia é uma paralelogramolândia?

Nível Impossível
Verbo Tagarelar no Futuro do Pretérito
Eu tagarelaria
Tu tagarelarias
Ele tagarelaria
Nós tagarelariamos
Vós tagarelarieis
Eles tagarelariam

Então como correu?

TÉCNICA TEATRAL I - A Voz e o Actor

Inflexões
A voz é o retrato da personalidade do indivíduo.Tudo que é sentido, reprimido, extravasado ou vivido por uma pessoa, é capaz de ser percebido pela voz. De que forma isto acontece? Como pode a palavra dizer uma coisa e o som outra? Através das inflexões. A melodia crescente ou decrescente que se faz, determina o que vai na alma do falante. Por exemplo, quando se quer pedir alguma coisa ou fazer um “mimo”, costuma-se usar maior nasalidade; se quiser demonstrar aborrecimento, a voz sairá fria, seca e assim por diante. Juntamente com as expressões faciais, o tom vocal reflete as emoções e sensações humanas. Uma voz colorida ou clara, é rica em inflexões, já uma voz escura ou opaca, tem uma linha melódica pobre. O actor faz uso de variações vocais constantemente para o engrandecimento do seu trabalho. Talvez, até o segredo de uma boa interpretação, esteja na correta ou adequada inflexão de palavras e frases. É preciso que ele tenha sensibilidade para perceber as intenções do autor de determinado texto. A partir do momento que ele entender que emoções deverão ser passadas para o público, o texto decorado ganhará verdadeiramente, vida.
Carla Guapyassú
Fonte: Interpalco

23 novembro 2007

Muzka pa fim de semana

Mindelo não pára no fim de semana e uma das opções que mais os mindelenses gostam é de ouvir música ao vivo. Espaços não faltam e os mais requisitados são o Alta Lua no Mindel Hotel e o Bar Lobby do Hotel Porto Grande.
Assim, a noite desta Sexta-feira inicia-se com o Alta Lua proporcionando um jantar self-service seguido de um desfile de moda assinado pela estilista mindelense Matilde Gomes. Para finalizar a noite as vozes inconfundíveis de Diva e Biús, acompanhados por uma banda de peso: Vamar, Jimmy, Tchenta, Jorge e Djassa. Amanhã, Sábado Biús regressa ao mesmo espaço com a mesma banda.
Já o Bar Lobby do Hotel Porto Grande - Oásis, poderá assistir hoje a um concerto com Edson, acompanhado pela banda residente, que acompanhará Constantino num outro concerto na noite de Sábado.
Bom fim de semana!

“Jesus Cristo Super Star” estreia agora em Lisboa


Filipe La Féria não pára. Depois das revistas de sua autoria de que tanto ouvimos falar, são as peças musicais que agora povoam a sua mente. Podemos referir Amália, Alice no País das Maravilhas ou o tão visto Música no Coração com a cantora e actriz Lúcia Moniz, a Laura da telenovela Vingança. E agora mais um sucesso, Jesus Cristo Super Star, que já esteve muitas semanas fazendo sucesso no Porto. Lisboa agora deliciar-se-á com a mais recente adaptação de Filipe La Féria. De recordar que Jesus Christ Super Star também é um dos maiores clássicos de sempre do cinema musical.
Como peça de teatro, subiu pela primeira vez aos palcos de Londres nos anos de 70 pelas mãos de Andrew Lloyd Weber, autor do nada mais, nada menos, segundo maior sucesso musical de sempre O Fantasma da Ópera, superado apenas por outro musical – Os Miseráveis, a partir da obra original de Victor Hugo.
Por aqui, sarron.com começa a trabalhar no segundo musical da companhia, O Feiticeiro de Santo Antão, adaptado por Neu Lopes, que também assina a música original. Isso só acontecerá no Verão de 2008.

“Corrupção” é um dos filmes portugueses mais vistos

Depois de O Crime do Padre Amaro, mais um filme português arrebata um grande número de cinéfilos. É que Corrupção, baseado no polémico livro de Carolina Salgado, "Eu, Carolina", é o filme português mais visto da actualidade – são mais de 8.000 pessoas que já viram o filme e continuam a dirigirem-se em massa às salas de cinema. Corrupção gira à volta do mundo do futebol, e da “compra” de árbitros, facto que tanto se ouviu falar no processo "Apito dourado", envolvendo uma das figuras mais carismáticas do futebol português – Pinto da Costa.
Nós aqui ficamos à espera do seu lançamento em DVD, ou talvez nem tanto, se formos apoiantes da pirataria.
Ah, saudades do Eden-Park!

“Planeta Terra” já está em DVD

A fantástica série televisiva da BBC que passou no canal privado português SIC está agora disponível em DVD. São 11 episódios que contaram com mais de 2000 dias de filmagens. Cerca de 40 câmaras filmaram o Planeta Terra como jamais o poderá ver. São imagens interessantes sobre a vida animal e momentos da natureza capazes de nos tirar a respiração. Se quer saber o preço dessa preciosidade acesse www.worten.pt e procure a lista de filmes à venda.

iPod, fruto proibido!!

Agora pensem bem e tirem as vossas conclusões. Numa versão bíblica moderna, qual seria o fruto proibido desejado por Adão? Seria a maçã? Claro... a apple!

iPod Mania



::::: SEM COMENTÁRIOS :::::

22 novembro 2007

Rappers Unidos comemoram 10 anos de actividades

Inserido na rúbrica Música Como Cultura levada a cabo mensalmente pelo Centro Cultural do Mindelo, este Sábado, 24 haverá um grande espectáculo de Hip Hop naquele espaço cultural. É já a décima edição do Rappers Unidos. Trata-se, segundo o Dj Letra, de uma reunião anual de trabalhos organizada sempre no mês de Novembro. Isso porque Novembro é o mês internacional do Hip Hop, e na última semana desse mês, uma actividade especial ligada ao Hip Hop acontece por todo o mundo. Este ano, por se tratar de uma data especial - o certame comemora 10 anos - a organização decidiu condecorar, com diplomas de mérito, os quatro patrocinadores que sempre abraçaram a iniciativa (Despachante Silvestre Silva, Centro Cultural do Mindelo, Luminotecnia Faísca e Atlantic Sound Productions). Alguns dos artistas envolvidos já contam com trabalhos editados em CD. Entre os presentes estarão artistas como EXPAVI, 4ª K, Aloísio dos Hip Hop Art, JNMP, um grupo de Santo Antão e outro artista de São Nicolau. A confeir no Auditório do CCM este fim-de-semana. AAAAAIIIIII!

TIM sobe aos palcos de S. Nicolau



O grupo teatral TIM - Teatro Infantil do Mindelo está em Tarrafal, São Nicolau para apresentar dois espectáculos amanhã, dia 23. A peça escolhida desta vez é "Linha de Pesca" e será agora apresentada no âmbito do encerramento do Projecto de Conservação Marinha e Costeira e também a convite da Comissão Instaladora da Câmara Municipal do Tarrafal. É a troupe de teatro infantil mais requisitada do país fazendo o que melhor sabe - teatro infantil com uma forte vertente educativa e ambiental. Aos nossos colegas, votos de felicidades e que continuem a trabalhar sempre. Estamos juntos!

18 novembro 2007

ÁfricaDOC selecciona realizadores cabo-verdianos

O ÁfricaDOC vai seleccionar quatro jovens realizadores/produtores cabo-verdianos para participar num workshop, que acontece de 2 a 14 de Fevereiro de 2008, em Bissau, capital da Guiné Bissau. Esta formação faz parte do programa para o biénio 2007-08 e é dirigido a Cabo Verde, Moçambique e Guiné-Bissau.

As inscrições, que se prolongam até 31 de Dezembro do corrente ano, são para realizadores ou produtores em início de carreira e podem ser feitas no Centro Cultural Português ou no endereço www.africadoc.org.
ÁfricaDOC é um projecto para cineastas e produtores independentes dos países africanos de línguas portuguesa e francesa e é desenvolvido numa parceria entre Luís Correia (LX Filmes/Portugal), Jean-Marie Barbe (Ardèche Images/França), Maty Gueye (Dakar Images/Senegal) e Noémie Mendelle (Scottish Documentary Institute/Escócia).
O seu principal objectivo é contribuir para o surgimento de novos cineastas nos países africanos, fazer a sua integração no mercado internacional e melhorar as competências dos realizadores e produtores para que estes possam acompanhar a evolução das tecnologias de desenvolvimento de projecto, produção e distribuição.
O projecto, que já vai no seu 5º ano, pretende ainda promover a co-produção, divulgação e circulação de obras de autores africanos entre os países de língua portuguesa, o desenvolvimento de co-produções entre africanos e entre estes e europeus, juntar televisões europeias com difusão em África à produção de obras documentais criadas por autores africanos.
O documentário “Batuque, a alma de um Povo”, do realizador cabo-verdiano Júlio Silvão, é uma das 24 produções que já beneficiaram do projecto.
in: asemana online

15 novembro 2007

“Eva” de Germano Almeida concorre a prémio ibérico

O romance “Eva”, do escritor cabo-verdiano Germano Almeida, é um dos livros, entre centena e meia, que vai concorrer à edicão 2008 do prémio literário Casino da Póvoa de Varzim, em Portugal, parte integrante do encontro de escritores de expressão ibérica “Correntes d'Escritas”.
Também Mia Couto, escritor moçambicano, concorre com “O Outro Pé de Sereia” e Pepetela, de Angola, concorre com “Predadores” a este prémio com um valor pecuniário de vinte mil euros.
O vencedor será conhecido a 12 de Fevereiro de 2008.
O “Correntes d’Escritas” tem ainda um prémio literário juvenil associado, o “Correntes d’Escritas/ Papelaria Locus” com um valor monetário de 750 euros e cujo prazo para entrega de trabalhos termina no dia 30 deste mês.
Ana Paula Tavares, escritora, Carlos Quiroga, professor da Universidade de Santiago de Compostela, Luiz Fagundes Duarte, professor da Universidade Nova de Lisboa, Maria Lúcia Lepecki, professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Patrícia Reis, escritora e editora da revista Egoísta, integram o júri que apreciará e divulgará, em Janeiro, a lista dos finalistas.
O ano 2008, por ser par, só admitiu a concurso trabalhos de romance, novela ou conto, este último só para a categoria juvenil.
No 12 de Fevereiro, primeiro dia de actividades do próximo Correntes d’Escritas, o Júri decidirá quem será o vencedor.
A obra vencedora será divulgada no dia 13, na cerimónia oficial de abertura do encontro de escritores de expressão ibérica, e o prémio, no valor monetário de 20 mil euros, simbolizado numa Lancha Poveira, será entregue na sessão de encerramento do evento, no dia 16.
Tanto este como o prémio Casino da Póvoa distinguem, nos anos ímpar, obras em poesia e, nos anos par, obras em prosa.
O encontro, que vai decorrer de 13 a 16 de Fevereiro, contará com um diversificado programa de mesas de debate, visitas de escritores a escolas do concelho, sessões de cinema, teatro e poesia, tudo para voltar a fazer da Póvoa o centro de atenções do mundo literário.


in: asemana online

Sobre “Lonji” de Tcheka

Ouvi e fiquei no ar. Não posso dizer que não tenha gostado de algumas sonoridades do CD, mas sinto um Tcheka um pouco descaracterizado. Digo mesmo que sem muita força na voz. É a primeira impressão que tenho logo que ouço a primeira faixa “Da-m bu mon”. Não ouço a voz que tanto gostei em “Djuana”, “Santa”, “Mamai Doca”, etc. Até músicas como “Amizadi si”, “Nayé”, “Satanaz” e “Agonia” deixam bastante atrás a voz de Tcheka em temas deste novo trabalho, como “Maria”, “Lonji”, “Telemóvel”, ou “Língua pretu”. Se calhar é por eu me ter habituado ao Tcheka desde os seus primórdios, pouco tempo após o desaparecimento de Pantera, em que vi um ensaio, e acompanhei o início de sua carreira com o ARKORA (Sem o Orlando). Nessa altura via-se um feeling espectacular da banda, com sonoridades que lembravam ao tempo de Pantera, contudo com algumas inovações. Penso que havia um grande equilíbrio harmónico entre os instrumentos. A guitarra de Hernâni veio trazer uma mais valia e enriquecer essa sonoridade. Se calhar é a diferença que se sente entre Argui e Nu Monda. Em Lonji há coisas que saltam à vista, ou melhor, ao ouvido. Sem dúvida alguma que o arranjo de cordas (entenda-se guitarras) tem o cunho de Hernâni Almeida. Quem conhece o trabalho de Hernâni chegará facilmente a essa conclusão. Há outras sonoridades interessantes, mais viradas para a percussão e os metais, porém sinto também que, muitas vezes, uma superlotação desnecessária desses sons. Há uma grande valorização da guitarra acústica, mas em muitos dos trechos, nota-se a ausência do baixo que poderia dá-las maior profundidade. Penso que libertaria a sobrelotação dos elementos de percussão. Fora tudo isso, penso que a música aqui perdeu muito do que originalmente a caracterizava. É claro que Lenine é um grande músico e produtor que já fez trabalhos de reconhecimento internacional. Mas será que isso teve ou terá grande impacto na música de Tcheka a nível de uma sonoridade que não se libertem totalmente das suas raízes ou terá impacto ainda maior (e de interesse da produtora) o nome LENINE em termos de marketing?
Essa é uma opinião minha. Não sou músico, mas acho que aprendi a ouvir e escutar música com alma. Convido a outras pessoas a comprarem o disco e tirar suas ilações. Mas comprem o disco mesmo. Vejam bem a ficha técnica e ouçam-no despidos de preconceitos e sem fazer mais nada. Nada de PC’s Mac’s, iPod’s e mp3. Isso é batota e não leva um artista a lado nenhum.

Neu Lopes

TCHEKA
Lonji
1. Da-M Bu Mon
2. Ana Maria
3. Tadja Korbu
4. Lonji
5. Tuti Santiagu
6. Sabu
7. Primeru Bes Kin Ba Cinema
8. Telemovel
9. Fla Mantenha
10. Lingua Pretu
11. Argui
12. Sisterna
13. Tenpul Nona Negul Pinha
14. TéTé Landin


O mais recente Lançamento. Já à venda em todas as lojas: Harmonia

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Predio central espargos
Tel: 241 38 29
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Documentário alerta para caça em série das cagarras

Depois das fotos, está prestes a sair o vídeo que revela como uma espécie endémica de Cabo Verde - a cagarra - está seriamente ameaçada de extinção. Até à próxima segunda-feira, 19, no Centro Cultural do Mindelo, a exposição de fotografias intitulada “Ilhéu Raso”, chama a atenção para o perigo que constitui a matança em série desta ave marinha. O mesmo alerta já foi registado em vídeo e, segundo o ecologista José Melo, o documentário deverá ser editado pela Associação Biosfera 1 antes do final deste ano.

José Melo é um frequentador assíduo da ilha de Santa Luzia e dos ilhéus Raso e Branco. Uma vez por mês vai observar a vida selvagem que ali se desenvolve tanto debaixo como à superfície das águas do mar. A conclusão a que chegou não é nada animadora: “Tenho presenciado alterações da vida nessa parcela do território de Cabo Verde devido ao desaparecimento não só de espécies marinhas como de aves marinhas e répteis, entre elas os lagartos que, neste momento, só existem no Ilhéu Raso”.

O caso mais grave, segundo este amante da natureza, que como outros sanvicentinos preocupados com o frágil ecossistema cabo-verdiano formaram a associação de defesa do meio ambiente Biosfera 1, é a apanha em massa de cagarras. Para José Melo, “está a aumentar o número de pescadores que vão ao Ilhéu Raso caçar cagarras. O problema é grave porque as cagarras adultas não são caçadas, apenas as juvenis, ou seja, a espécie não está a ser renovada”.

A maior prova disso, segundo Melo, “é fornecida pelos pescadores. No ano passado apanharam cerca de 27 mil cagarras. Este ano, não chegaram às 18 mil. Porquê? As cagarras adultas (que têm uma estimativa de vida de 7 a 10 anos e só põem um ovo por ano) estão a morrer porque já têm idade”. Ou seja, “estão a extinguir uma espécie que só existe em Cabo Verde, em 70 por cento do Ilhéu Raso e também lá pelas bandas do Ilhéu Rombo, junto à Brava. Não existe em nenhuma outra parte do mundo”.

Os pescadores estão conscientes dos riscos de extinção da cagarra, depreende José Melo, após várias horas de conversa com os homens do mar, a maioria originários da região de Sinagoga (Santo Antão). “Recorrem à caça da cagarra para obter mais algum rendimento para sustentar a família e, segundo me disseram, se tivessem alternativa não o fariam”, garante, acrescentando que é hora de todos - entidades municipais e centrais e cidadãos comuns - contribuírem para o fim desta prática nefasta.

Por isso, para alertar o maior número possível de pessoas, aquém e além-fronteiras, a Associação Biosfera 1 também registou em vídeo as imagens da caça e matança das cagarras, que acontece anualmente no mês de Outubro, bem como da restante vida selvagem do ilhéu Raso, nomeadamente outras aves marinhas que lá nidificam, entre elas o rabo de palha e a calhandra, e os lagartos.

Imagens que estão a ser editadas em documentário para dar a conhecer o ilhéu e a sua vida selvagem. “O meu desespero é saber que a cagarra, a calhandra e o lagarto são espécies endémicas, que não existem em nenhuma outra parte do mundo e, que dentro de anos, podem não existir mais em Cabo Verde se não pararmos com a caça para alimentação e criação como animais de estimação”, desabafa Melo.

Teresa Sofia Fortes
in: asemana online

14 novembro 2007

Família SARRON


A Companhia



Os Sarrões



As Sarronesas


Mais fotos do nosso aniversário

Um momento alegre



Teja interpreta um Fado




Doca declama o seu poema



O casal Dias assiste atentamente à declamação da Teja



Teja num momento de poesia




"Parabéns a você..."




Todos querem apagar as velas


A primeira fatia do bolo


SARRON.COM comemora 2.º Aniversario

No passado dia 11 de Novembro SARRON.COM completou o seu segundo ano de vida. A data foi comemorada com um jantar/convívio. Muita animação e boa disposição no seio do grupo que está a crescer e prepara-se para mais uma temporada de trabalhos.

Ficam algumas imagens para a posteridade




Para começar, decoração à maneira...




...com ambiente soft, propício.



Wesley Lopes (filho de Neu Lopes e Manú Lopes) abriu a noite de animação...



A animação continua com a música de Doca, acompanhado por Di Fortes




Mais tarde, jantar self-service


11 novembro 2007

"Ilhéu Raso" no CCM a partir de 12 de Novembro

A partir desta Segunda-feira, 12 de Novembro a Biosfera organiza uma esposição muito especial no Centro Cultural do Mindelo. Essa associação para a defesa do meio ambiente vem agora denunciar publicamente a responsabilidade das entidades competentes e do homem cabo-verdiano, em geral, no que diz respeito à erradicação de uma das espécies mais raras do planeta - a Cagarra . Confirma-se agora a música de Manuel d'Novas "...nêss terra ca tem cagara ta cantá na rotcha...". São apenas três espécies de cagarra em toda a Terra e esta só se encontra em Cabo Verde. A Calonectris edwardsii, de 40cm é vulgarmente conhecida por Cagarra de Cabo Verde. As maiores colónias desta ave marinha encontram-se no Ilhéu Raso (daí o título da exposição), Branco e na Ilha Brava. Um número reduzido reproduz-se em São Nicolau, Santo Antão e Santiago. Como as outras aves marinhas, só põe um ovo por ano. Vítima da acção depredadora dos pescadores, que lhe roubam os ovos e capturam os seus filhotes nos ninhos, a Cagarra carece de uma protecção imediata, sob pena da sua inevitável extinção. Aliás confirma-se que essa espécie está mesmo "no vermelho". Essa exposição apresentará imagens do Ilhéu Raso e da triste vivência, ou melhor, morte dessa espécie por apenas um naco de carne que não mata fome a ninguém, apenas serve para acompanhar uns grogues. Imagens tristes a contrastarem com a presença de cagarras vivas que a Biosfera tem vindo a alimentar e proteger. Exposição patente no CCM durante uma semana. Passe e confirme.

07 novembro 2007

SARRON.COM estará com toda a força em 2008

Nas vésperas de completar o seu segundo aniversário, a sarron.com – Companhia de Teatro põe a nu os seus projectos para 2008. O ano de 2007 não foi muito produtivo para a companhia, tendo esta apresentado ao público apenas uma peça teatral - Um Cinquintinha. Porém, em 2008 haverá uma produção ainda mais forte que o ano de seu nascimento, em que foram apresentados os incontestáveis sucessos de plateia Upgrade (bô) Democracia e Um Vez Soncente Era Sábe. A companhia está renovada, contando agora com dezanove elementos e tem, como um de seus objectivos estratégicos, tirar partido dos seus elementos, aumentando as produções, não só em quantidade, como também em qualidade. São quatro as propostas para o ano de 2008. Quatro espectáculos de géneros diferentes, partindo de cinco diferentes elementos da companhia. Para começar, a companhia que “lançou” o género musical na nova era do teatro em Cabo Verde regressará ao género, numa peça mais uma vez dirigida por Neu Lopes que, para além da adaptação dramatúrgica, assina a encenação e a direcção musical. O novo musical da sarron.com chama-se O Feiticeiro de Santo Antão, baseado num conto tradicional de mesmo nome, que inspirou a música mais conhecida por “Papá Juquim Paris”. A fonte principal é o livro "Narrativas e Contos Cabo-verdianos", de autoria de Manuel Bonaparte Figueira, editado em 1968. Contrariamente a Um Vez Soncente Era Sábe, o novo musical contará com menos actores, dando lugar a uma peça que pretende ser mais vistosa, mais física, sentimental e, sobretudo, mais espectacular. Essa é a proposta para o Verão de 2008, juntamente com a peça de menor dimensão Perdão Emília sob a direcção de Maria Teresa Assunção (Teja).

A música também estará presente num outro espectáculo, desta vez infantil – Blimundo – que, com certeza será o género novidade para a companhia que ainda não tinha sequer pensado em realizar uma peça do género. Blimundo será dirigida por Manú Lopes que não revela mais pormenores. Mas antes de todos estes espectáculos já anunciados, Hélder Lopes (Doca) e Eileen Barbosa apresentarão a proposta para Março Mês do Teatro 2008. Um trabalho baseado nos contos do livro recentemente apresentado ao público, “Eileenístico” de autoria de Eileen Barbosa. De realçar que Eileen Barbosa recebeu em 2007 dois prémios literários, com destaque para o de melhor conto, promovido pela Associação Cabo-verdiana de Escritores.
Com isso, a sarron.com continua a cumprir um dos seus principais objectivos – a promoção de textos originais dos elementos da companhia e de obras de autores cabo-verdianos.
Curiosidade: dessas três propostas, três estão ligadas à Ilha de Santo Antão.

Casa da Nha Bernarda regressa aos palcos mindelenses


O Grupo de Teatro do Centro Cultural Português – Instituto Camões sobe ao palco nos dias 16, 17 e 18 de Novembro para repor a peça Casa de Nha Bernarda baseada na obra de Garcia Lorca. A peça foi apresentada pela primeira vez há dez anos atrás. Com um elenco renovado, João Branco voltou a encenar a peça que fez as honras de abertura do Mindelact 2007. Uma história comovente onde o que fica é, sobretudo, o pranto doce e triste das mulheres abandonadas.

FICHA TÉCNICA

Título: Casa de Nha Bernarda
Autor: Garcia Lorca (da obra “A Casa de Bernarda Alba”)
Encenação: João Branco
Assistente de Encenação: Mirto Veríssimo
Adaptação Dramatúrgica: Colectivo
Cenografia: João Branco & Paulo Miranda
Figurinos: Anilda Rafael
Iluminação: Anselmo Fortes
Interpretação: Eliabete Gonçalves, Gabriela Graça, Glória Sousa, Karina Delgado, Maria Auxilia Cruz, Mirtó Veríssimo, Patrícia Alfama, Romilda Silva, Sílvia Lima, Zenaida Alfama

29 outubro 2007

Sinfonias de Vasco Martins na Net

Segundo o mannaging do músico Vasco Martins, o site www.vascomartins.com foi renovado. Agora pode encontrar samples audio (menu listening room), partituras para orquestra das 8 sinfonias e outras peças (menu scores-partituras).

26 outubro 2007

JIM PORTO NO HOTEL PORTO GRANDE

Esta Sexta-feira, dia 26, o Bar Loby do Hotel Porto Grande recebe em concerto Jim Porto, acompanhado do baixista Kisó e do Baterista e Percussionista Micau (Bêdje). Música brasileira de qualidade para iniciar um fim de semana com bom feeling. A música de Jim Porto combina talentos com artistas de renome, como é o caso do músico de Jazz Chet Baker, que participou no primeiro álbum em 1983 e expoentes da música Brasileira como Gilberto Gil ou Djavan.
Com sua fusion de Jazz-Samba-Afro-Funk, ele tem continuado a tradição brasileira de melodias e ritmos cortantes que Stan Getz chamava de “música aparentemente simples mas incrivelmente difícil de ser tocada com mestria... extraordinariamente maravilhosa.” Como artista independente gravou trilhas sonoras de duas telenovelas assinadas pela TV Globo.
O compositor e artista brasileiro Jim Porto é um dos mais refinados intérpretes da música popular world beat da sua geração. Vivendo em Itália, Jim continua a espalhar a sua invenção melódica por toda a Europa com um contínuo frescor de uma genuína fusion inigualável.

LURA ACTUA NA CHINA

A cantora cabo-verdiana Lura actua hoje, 26 em Xangai, o centro económico e financeiro da China, no âmbito de uma digressão pelo país, informou ontem a embaixada de Cabo Verde na República Popular da China, escreve a Inforpress.
"O objectivo da participação de Lura é promover a cultura cabo-verdiana e Cabo Verde de uma forma geral, até para dar a conhecer o país como destino turístico", disse José Correia, da embaixada cabo-verdiana.
Com o apoio da embaixada, Lura participa no festival Internacional de Artes de Xangai, que teve início no passado dia 18 e termina a 28 de Novembro.
A artista actuou nos dias 19 e 21 de Outubro na Festa da Lusofonia, em Macau.
Lura, 32 anos, já lançou três álbuns, com os quais se tornou uma das revelações da nova música de Cabo Verde.
No passado mês de Setembro, a China atribuiu a Cabo Verde o estatuto de destino turístico aprovado, que permite aos cidadãos chineses viajarem em grupo sem necessidade de autorização de saída por parte de Pequim, o que permite atrair com mais facilidade turistas para o arquipélago cabo-verdiano.

in: liberal online

Música Como Cultura hoje, 26 no CCM

Jaap de Viers é o nome que fará as honras do Música Como Cultura deste mês no Centro Cultural do Mindelo. O artista e músico holandês vai estar, a solo, no pátio do CCM com sua flauta. Música Como Cultura é uma rubrica criada, há mais de um ano, para preencher uma lacuna que se fazia sentir no campo musical no CCM. Nesse espaço musical já passaram nomes como Vasco Martins, Bau, Voginha, Ilo Africano, Fernanda, Cissoko, Ricardo de Deus, Hip Hop Art, Mo Green e muitos mais.

CCF Promove Ateliers

O Centro Cultural Francês na Praia prepara-se para introduzir mais uma inovação no seu programa de actividades: ateliers de criação.

Há duas semanas teve inicio o Atelier de Contos, que tem funcionado no edifício do CCF todos os sábados, entre as 10 horas e as 11h30. Este atelier é dedicado às crianças (dos oito aos catorze anos) e consiste na audição de contos narrados por José Rui Rodrigues.
Já para os ateliers de criação - um de confecção de instrumentos musicais, ministrado por Márcio Rosa e outro de estilismo, animado por Kajó Fortes - a participação está aberta a todos os inscritos no CCF que tenham a cota anual em dia. Quem quiser, poderá efectuar a sua inscrição no centro e participar dos ateliers que decorrerão no Palácio da Cultura, aos sábados.

Xclumbumba leva Teatro Infantil ao CCM

No dia 28 as crianças poderão ir ao CCM e deliciar-se com Américo Fortes e o Projecto Estória Estória. É o regresso de Xclumbumba a São Vicente. A peça teatral conta com a interpretação de Ana Daniela, Carlos Nunes, Eça Vaz, Krisia Delgado e Ana Lina Cabral, alunos do Teatro Experimental.
Leve seu filho. Bilhetes por apenas 170$00, já à venda no Salão Gia, na Boutique Vogue e no CCM.

23 outubro 2007

Botchada

Cinema Mira-mar, anos 80.
Para lembrar do tempo em que havia botchada para comprar bilhetes para filmes de Shaolin e que se chegava até a levar de pau.

O nosso obrigado à nossa amiga e espectadora Alícia Melício por nos ter enviado essa preciosidade.

Trás Di Sonoridades

Eis mais um trabalho digno de ser apreciado… bem, se calhar diria, escutado e estudado ao pormenor. Não só pela qualidade do trabalho, como também pela diversidade dos temas. Há muitos estilos neste álbum, que, à priori, poderá deixar as pessoas reticentes em relação a tanta mistura. Mas tal qual o álbum é intitulado, está-se atrás de sonoridades. Sonoridades que são expressas por um leque de artista jamais visto e ouvido num único trabalho musical. E isso é mais do que razão para tornar este álbum uma obra de estudo obrigatório. Os artistas vão desde os veteranos à nova vaga, traduzindo essa diversidade, através de sua pequena ou significativa experiência. Djinho Barbosa assina todos os temas com música e algumas letras, dividindo ainda os arranjos com alguns dos artistas participantes do álbum.
Para quem não conhece Djinho Barbosa, é músico compositor e intérprete, irmão de Kaká Barbosa, toca instrumentos como guitarra, baixo e teclado, foi teclista dos Finaçon, fundador do grupo Abel Djassy e, recentemente, integrou a banda Quarteto em Si.
Trás Di Son contém estilos entre a morna, a coladeira, o batuque e o funaná e abre as fronteiras para novas experiências, com artistas sobejamente conhecidos nas lides da música nacional. Alguma dúvida? Consulte a lista que se segue: Djinho Barbosa, Princesito, Kisó, Houss, Paulinho Vieira, Kim Alves, Kako Alves, Tó Alves, Kaká Barbosa, Albertino, Annie, Nhelas Spencer, Jorge “Pimpa”, Antero Veiga, Zé Lucky, Gamal, Chando Graciosa, Zé Mário, Bino, Adão, Mário Lúcio, Hernâni Almeida, Lenine Barbosa, Cláudia Barbosa, Xiomara Barbosa, Sana “Peppers”, Debbie Jefferson, Ricardo de Deus, Russo Bettencourt, Dunia Gonçalves, Carlos Modesto, Baleno, Zeca Couto, Djodji, Totinho. Ainda pode ser que me tenha esquecido de alguém.
Mesmo que Trás Di Son não esteja a conseguir a atenção que as nossas rádios deveriam dá-lo, é incontestavelmente uma das maiores e mais atrevidas obras musicais dos últimos tempos em Cabo Verde.
Para mais informações, poderão contactar o Djinho Barbosa pelo e-mail
djinhobarbosa@gmail.com ou ainda consultar o blog Sondisantiagu na nossa lista de links, mesmo ao lado deste post.
Comprem e apreciem-no. À venda nas lojas Harmonia em S. Vicente e na Praia.


neulopes

Lus – um CD obrigatório


Depois de Nôs Raça e Segred, Nancy Vieira brinda-nos agora com Lus um trabalho que demonstra a evolução e a maturidade ganha por essa artista que se dá cada vez mais a conhecer em Cabo Verde e além-fronteiras. A humildade e simpatia natural de Nancy transmitem a imagem de uma cantora despida de pretensões e com um trabalho capaz de elevar cada vez mais a música e a cultura cabo-verdiana.
Lus foi lançado ainda este ano e já percorre o mundo, entre Portugal, Espanha, Cabo Verde e Angola através de concertos. O álbum já foi mais longe, tendo chegado até o Oriente – Japão. Jorge Cervantes assina a Direcção Musical do álbum e Nancy estreia-se como compositora com o tema “Vivê sabim”. Mais uma nota positiva do álbum é a aposta em compositores da nova geração, como Djim Djob, Jon Luz, Kalu Monteiro, Rolando Semedo, Tutin d’Giralda e Vadu.
A sonoridade de Lus, aliada à doce e inconfundível voz de Nancy Vieira, tornam deste um álbum de escuta obrigatória.
No entanto, se quer ouvir a música de Lus agora, vá ao sítio
www.mysapce.com/nancyvieira

18 outubro 2007

Dia Nacional da Cultura celebrada no Mindelo sob o signo do Centenário da Geração Claridade

Hoje, 18 de Outubro, é o Dia Nacional da Cultura, e as celebrações, na cidade do Mindelo, sob o signo do Centenário da Geração Claridade.

O programa é vasto e diverso, passando por exposições, teatro e música. A cerimónia de abertura tem lugar hoje às 18h00 no Centro Cultural do Mindelo, em que participarão dezenas de convidados nacionais e estrangeiros, e discursarão os representantes do ISE, da AEC, a Presidente da Câmara Municipal de S. Vicente, Isaura Gomes, e o Ministro da Cultura, Manuel Veiga.

Tal como já tínhamos anunciado, algumas exposições farão parte desse programa. Para ser mais preciso, quatro estarão abertas a partir de hoje. A de pintura de Tchalê Figueira, ficará patente até o dia 25, na Sala Júlio Resende (ver artigo anterior sobre este tema); uma amostra produtos artesanais organizada pelo Atelier-Mar, que se intitula “Porto Novo Rural, A Outra Face dos Flagelados do Leste”; outra de fotografias, baptizada de “Presença dos Claridosos no Artiletra”, enquanto que o Instituto Nacional da Biblioteca e do Livro organiza uma exposição-venda de livros e discos cabo-verdianos que estará aberta até Sábado, 20. À noite, os convivas assistem à peça teatral “A Caderneta”, peça baseada na obra inédita de Baltasar Lopes da Silva, pelo Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo - Instituto Camões e ainda um espectáculo de Capoeira, para o qual foi montado um enorme palco em plena Rua de Lisboa (A Capoeira vai saudar os Claridosos).

Na Sexta-feira, 19, às 9h00, dá-se início à O ponto alto das comemorações, a Conferência sobre a Claridade, iniciar-se-á no dia 19, Sexta-feira, com o painel dos fundadores (Baltasar Lopes da Silva, Jorge Barbosa e Manuel Lopes), em que intervirá Alberto Carvalho, Vera Duarte, João Lopes Filho, Ondina Ferreira, Fátima Fernandes, Manuel Brito Semedo e Leão Lopes. Às 19h00 do mesmo dia, segue-se a apresentação do livro “In Memoriam de João Lopes”, por Manuel Brito Semedo, e o lançamento da revista Latitudes, editada em França e consagrada a Baltasar Lopes, por Isabel Lobo. Às 21h00 será a vez da música, sob a forma da final do “Todo o Mundo Canta”, no Auditório da Escola Salesiana.

No Sábado, o painel sobre os Contemporâneos dos Claridosos (A. Aurélio Gonçalves, Félix Monteiro, Pedro Corsino Azevedo, Francisco Xavier da Cruz (B. Leza) e Sérgio Fruson), cujos oradores são Corsino Fortes, Mário Fonseca, José Maria Semedo, Isabel Lobo, Vladimir da Cruz, Arnaldo França e Jorge Miranda Alfama, darão seguimento aos trabalhos da conferência sobre Claridade.

Para fechar, ouvir-se-ão as mensagens do representante dos conferencistas, do presidente do IESIG, do Ministro da Cultura, da Ministra da Educação e o discurso de encerramento do Primeiro-ministro, José Maria Neves. O encerramento destas celebrações do Dia Nacional da Cultura no Mindelo será feito com uma noite de gala, na Academia Jotamont, com a sobejamente conhecida Titina Rodrigues, a cantar B. Leza. No Domingo, 21, os conferencistas e convidados visitam Santo Antão, ilha onde farão um percurso turístico-cultural a que se designou “Trilho dos Flagelados”.

17 outubro 2007

"A Caderneta" apresentada no Dia Nacional da Cultura no CCM

A 39ª Produção Teatral, do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português-IC, «A Caderneta», será apresentada no próximo dia 18 de Outubro, no âmbito do Dia Nacional da Cultura, pelas 21:00 horas, no pátio do Centro Cultural do Mindelo. A entrada será livre.

FICHA ARTÍSITCA
Adaptação do conto de Baltasar Lopes da Silva
Encenação, Cenografia e Direcção Artística: João Branco
Direcção Musical: Nuno Tavares
Figurinos e Adereços: Mirita Veríssimo
Desenho de Luz: Anselmo Fortes
Interpretação: Mirita Veríssimo
Produção e Assistente de Encenação: Elisabete Gonçalves
Voz e Apresentação Power Point: João Branco

15 outubro 2007

Mais espectáculos no Mindelact 2007



Marcado por uma maior presença internacional o Mindelact 2007 decorreu num ambiente de muito trabalho (para não variar). O que faltou, em minha opinião, foi mais convívio, num pátio pouco animado e o “carismático” Bar Mindelact. É que o bar, para além de estar agora situado num piso acima, com acesso através de uma escada metálica em caracol (um pouco incómodo para as senhoritas que nos alegram com os seus atraentes trajes menores), esteve despido da decoração usual. E penso que foi unânime a opinião de que o modernismo trazido àquele espaço prejudicou sobremaneira o convívio a que todos estamos acostumados. Mas, com certeza, adaptar-nos-emos a essa mudança.

De qualquer forma a associação terá que repensar o factor intercâmbio do festival, não ficando resumido a breves conversas de quintal entre espectáculos. Senti ainda muita falta do espaço do Kasa d’Ajinha. Não havendo esse espaço dever-se-ia criar alternativas.

Mas falemos do mais importante do festival – os espectáculos. Denota-se uma melhoria no que diz respeito à realização dos espectáculos. O Festival Off teve melhor qualidade, mas senti que o espaço infantil, Teatrolândia foi pobre (entende-se, não a nível de qualidade, mas sim de diversidade). Já os espectáculos do palco principal tiveram mais qualidade e diversidade (comedia, tragédia, infantil, monólogos, gestual, marionetas com “Titiricircus”), embora tenha sentido algum desequilíbrio. Esse desequilíbrio foi mais devido à fraca qualidade dos espectáculos nacionais. O Grupo de Teatro do Centro Cultural Português apresentou “A Casa de Nha Bernarda”, dez anos depois de sua estreia, pelo mesmo grupo, mas com menor qualidade, principalmente no que diz respeito à interpretação. Gostei mais da versão antiga, que vi em vídeo. Um drama interessante, com um ambiente pesado, mas que não teria que ser cansativo. Uma encenação longe de ser soberba, mas bem conseguida, com uma actuação sem falhas, mas que pecou pela interpretação marcada por visíveis desequilíbrios entre as actrizes. Não tive a oportunidade de ver “Martur”, pelo que não ouso comentar, mesmo depois de ter ouvido comentários geralmente negativos e de ter visto o pesado semblante que rodeava os elementos da Companhia de Teatro Solaris depois do espectáculo. Quanto ao grupo OTACA, apresentou o mais fraco dos espectáculos que tive a oportunidade de assistir, assombrando melhores actuações que anteriormente a troupe apresentara. É claro que escusado é dizer que pede-se mais qualidade e profissionalismo dos grupos nacionais. Contudo, houve espectáculos mais interessantes de grupos nacionais no Festival Off, nomeadamente o do Grupo de Teatro Nova Sintra da Brava “Gossi não, dispôs” ou ainda do pontualmente (?) formado Cena Sete para apresentar “Olha o Passarinho” e ainda destacando “Psycho”, da Companhia de Teatro Solaris (embora com uma actuação menos conseguida do que da primeira vez, a actriz Lucy Mota esteve melhor).


Por outro lado, os internacionais marcaram, como sempre a diferença. Espectáculos com estilos variados e de qualidade inquestionável. De destacar as estreias absolutas de “Sozinha no Palco”, de Mário Lúcio numa co-produção das companhias Cair-te Teatro e Teatro Reactor, e de “Contos em Viagem.Cabo Verde”, uma proposta do Teatro Meridional, a partir de uma recolha de textos de vários autores cabo-verdianos. Nem sempre espectáculos bons, mas, seguramente com qualidade que demonstram a diferença entre ser profissional e ser amador (mas já lá vamos). O Teatro Meridional, galardoado com o Prémio Copacabana 2007, apresentou duas propostas diferentes: “Contos em Viagem. Cabo Verde” e “À Manhã”, todos à volta da língua e das tradições. O primeiro espectáculo foi o fruto de um trabalho muito interessante sobre escritores cabo-verdianos, muito bem interpretado e com um trabalho musical e design de som jamais visto por aqui. Pensei que depois daquele espectáculo, se não visse mais nada, dar-me-ia por satisfeito. Porém, o segundo, tentando resgatar uma linguagem rural portuguesa em vias de extinção, marcou pelo diálogo, linguagem, caracterização das personagens e ainda pela brilhante interpretação. Com certeza, esse grupo terá atingido seus objectivos. Mas ainda tenho que destacar a minha satisfação em ver “Tubavoa” com Bernard Massuir e o colega Roberto Broto, “Tradições Perigosas” com o Miragens Teatro de Angola, um espectáculo bastante eléctrico, tal como o anterior, porém versando mais as raízes desse pais irmão, “Muy Sua”, um espectáculo dos colombianos Sud Teatre Cenit que muita gente não entendeu, e foi aí o erro, uma vez que, na minha opinião, não era um espectáculo para ser compreendido, mas sim para ser sentido, ou ainda “Pax Romana” do ESTE - Estação Teatral e “Ponéle Onda” dos argentinos Tangorditos que tiveram a maior carga cómica do festival. Falando particularmente, de “Ponéle Onda”, tratou-se de uma comédia inteligente que poderia ser visto por pessoas de várias idades, porém com algumas passagens género Herman José, em que se não está acima dos acontecimentos não entendemos grande coisa (lembro-me ainda do Garibotto, com uma careta de fazer rir, fazendo se passar por galinha, a pedir “Green Peace, help me!”). “Pax Romana” apresentou uma comédia hilariante com uma espécie de “latim modernizado”. E deixei para falar no fim de “Bienvenue dans ma tête” com o marroquino de Paris, Khalid K. Um espectáculo arrojado com muitos efeitos sonoros e ambientes criados ao vivo, não descurando da interpretação de várias personagens que davam ainda maior vida a esse espectáculo. Muito técnico, mas também muito teatral, levando o público ao rubro.

O Festival Off , por sua vez, apresentou propostas aliciantes como “O Doido e a Morte” pelo Grupo de Teatro do Centro Cultural Português – IC, um espectáculo muito divertido e bem construído, onde realmente (talvez com a ajuda das máscaras) se vê personagens construídas e trabalhadas, “O Céu é cheio de uivos”, apresentado por Suely Duarte, contando com o apoio cenográfico e técnico de Hélder Lopes (Doca), inserido no projecto Salvem a Língua de Camões 2005, “Psycho” de Valódia Monteiro, e apresentado pela Companhia de Teatro Solaris, “Góssi Não, Dispôs” do Grupo de Teatro Nova Sintra (Brava), “E Tudo os Sapatos Levam”, pela companhia Lua Cheia (que começou duma forma muito interessante mas, penso, que depois se dispersou, perdendo um pouco a maior graça, mas sem perder a linha. Nem mesmo com a chuva que foi ameaçando, até acabar com o espectáculo), ou ainda o mais conseguido dos espectáculos off “Demorenum 121” pelo Teatro Reactor e Cair-te Teatro. O mais fraco foi “Mudjer Trabadjadêra” da Banda Teatral Morrense (Maio), fazendo transparecer um certo nervosismo e uma necessidade de haver maior amadurecimento do trabalho. Contudo a organização fez um bom trabalho e, sim, o Festival Off já ganhou seu espaço, definitivamente, no Festival Mindelact.

Penso ainda que o espaço infantil precisa de maior apoio uma vez que o teatro infantil tem ganhado maior espaço na cena teatral mindelense. É só ver a maior procura, as saídas do TIM - Teatro Infantil do Mindelo para as outras ilhas ou ainda a criação do Junho – Mês do Teatro Infantil. Neste Mindelact o TIM apresentou uma proposta muito interessante e bem conseguida, “A Feiticeira e a Pombinha”, mas não se viu mais propostas nacionais, e mesmo as internacionais foram poucas. Ficou aquela vontade de ver mais além de “Aguakuke” da companhia Lua Cheia e “O Charlatão” do Teatro Arado.

O Festival Mindelact 2007 ficou ainda marcado pelo teatro de rua e pelas actuações nas zonas rurais, entende-se São Pedro e Calhau, e pelas fantásticas actuações do Homem Estátua. Para o encerramento do festival, um espectáculo de dança que foi preparado em menos de duas semanas pela coreógrafa brasileira Cármen Luz, envolvendo cerca de 30 participantes entre actores e bailarinos. Com alguns movimentos repetitivos, não deixou de ser interessante e de uma certa beleza coreográfica. De destacar o resultado aceitável para um espectáculo que foi preparado em tão pouco tempo.

As acções de formação também tiveram o seu usual destaque. Interpretação, Dramaturgia, Música, Sombra foram alguns dos workshops que demonstraram que há cada vez mais interessados nas artes cénicas.

Volvidos já esses dias de palco, algumas ilações podem ser tiradas, pelo que passo a destacar:

- É necessário, sim, que haja concurso e uma selecção cuidada dos espectáculos ou projectos, independentemente de que companhia for, visando uma melhor qualidade dos espectáculos (há companhias nacionais que, com certeza, estarão a nível ou melhor que algumas estrangeiras);

- As companhias nacionais, terão que se esforçar mais e demonstrar que aprendem com as várias acções de formação para elas preparadas, com o seu próprio trabalho desenvolvido, sempre para um teatro com mais qualidade;

- Teremos que assumir uma postura mais profissional, mesmo que não sejamos profissionais dessa arte;

- Teremos que ir à luta, convencer os mecenas que nossos projectos são realmente viáveis, e não ficar à espera de apoio sem mostrar o que realmente valemos;

- Os mecenas não poderão ter receio de apoiar os projectos que forem desenvolvidos com todo o profissionalismo, demonstrando respeito por esses e seus criadores e acreditando que para além de ganharem, é o nosso país que ganha;

- No âmbito do festival internacional de teatro deve haver a promoção de um melhor convívio, para que haja intercâmbio, troca de ideias e experiências, e surjam igualmente oportunidade para que outras companhias nacionais possam também ter a oportunidade de representar o país em outros festivais de teatro além-fronteiras;

- Melhor inter-ajuda entre as companhias nacionais, promovendo novas experiências, entre as quais co-produções;

- Os espectáculos devem passar a ser classificados por idades e as companhias devem responsabilizar-se por este facto.

E, com certeza, haverá muito mais que, neste instante, não me recorde de nomear aqui. O “Março, mês do Teatro” tem um lema: “Mais teatro para um melhor teatro”. Porém deve-se acrescentar “E melhor teatro para mais teatro”.

Essas são as minhas opiniões, claras e imparciais. Penso que sou capaz de fazer melhor, portanto somos capazes de fazer melhor. É claro que nos esforçamos muito, mas, como em qualquer área profissional e cultural deste pais, precisamos fazer mais. Nós, fazedores de teatro, nós companhias, nós Mindelact.

Até lá vamos reflectir muito e dar mais que o litro.

Abraços fraternais


Neu Lopes

Tchalê Figueira expõe no Centro Cultural do Mindelo



O conceituado artista plástico mindelense estar representado no Centro Cultural do Mindelo numa exposição individual de pintura e desenhos, exposição essa que será aberta ao público no dia 18 de Outubro (Dia Nacional da Cultura), até o próximo dia 25.

No que diz respeito à pintura, trata-se de uma exposição de 100 telas de pequenas dimensões (30 x 25cm), com fundo preto e técnica mista, formando um puzzle. Tchalê Figueira afirma, porém, que não se trata de um puzzle com um tema que una as peças, mas mantêm um equilíbrio entre elas.

Tchalê parte no dia 28 para terras holandesas, onde levará o mesmo trabalho a partir de 3 de Novembro para uma exposição conjunta com José Capricórnio, pintor de Curaçao, no Power Station Arts Festival, organizado por uma fundação formada por suíssos e holandeses para apoiar artistas desses países. Por isso, pintura de Tchalê estará exposta durante três meses Movenpick Hotel Amsterdam.

César Schofield Cardoso expõe “Bianda”

No dia 17, Quarta-feira, o Centro Cultural Francês da Praia inaugura a nova exposição fotográfica de César Schofield Cardoso. Intitulada “Bianda”, a exposição terá cerca de trinta fotografias a preto e branco. Na vernissage Lay Lobo apresentará um texto, também da autoria do artista.

In: A Semana

"Clown Creolus Dei" na Galiza

O Grupo de Teatro do Centro Cultural Português-IC parte esta semana rumo a Espanha (Galiza) para mais uma internacionalização. Uma das mais internacionais das peças do grupo – Clown Creolus Dei – vai estar represesentado na Feira das Artes Escénicas 2007.

A Feira das Artes Escénicas 2007 abre-se à lusofonia a partir da premissa de considerar todo o território de expressão portuguesa como o espaço natural mais próximo à Galiza tanto cultural como geograficamente.

A normalização da circulação de espectáculos galegos nos cenários portugueses, a presença de agentes culturais lusos na Galiza, e a aproximação ao público galego de uma selecção da melhor oferta do espectáculo que Portugal, na actualidade, nos oferece são acções a ser potenciadas na Feira e que contribuirão para o desenvolvimento de um encontro contínuo entre o teatro e a dança entre ambos os países.

A edição de 2007 da Feira Galega das Artes Escénicas pretende assinalar um momento de inflexão na sua história, caracterizada pela reformulação do seu sentido e natureza. No presente ano e nos próximos, a Feira terá um objectivo fundamental: ser um espaço de autêntico mercado, transparente, dinâmico e eficaz, no qual se revelará uma parte importante da nova produção do espectáculo galego e dos países de língua portuguesa. Também será oferecido serviços aos programadores dos diferentes teatros, circuitos e redes de programação para a contratação de espectáculos para a seguinte temporada.

A Feira é, essencialmente, um mercado, e por isso pretendemos dotá-la de um perfil próprio, especializado, atractivo e capaz de oferecer um valor acrescido aos profissionais das Artes do Espectáculo que assistirem à Feira. Para reforçar ainda mais este carácter de espaço de compra e venda introduzimos algumas novidades que convém salientar: critérios objectivos na selecção das propostas artísticas programadas e promoções no preço. Assim, na escolha da programação, as companhias serão seleccionadas em função da distribuição na Rede Galega de Teatros e Auditórios (50%) e de critérios artísticos (50%). Por outro lado, os programadores poderão aproveitar bonificações com um desconto até 50% na contratação de espectáculos se for realizada durante a celebração da Feira.

Assim, é patente que a mudança de rumo é notável e substancial, e está, estreitamente, vinculada ao desejo do IGAEM de contribuir para a ordenação do ciclo de produção e distribuição das empresas de teatro e dança da Galiza, desejo que também explica a mudança de datas de celebração da própria Feira, que passará a ter lugar, a partir de 2007, na segunda quinzena de Outubro.

Ainda nesta feira, Cabo Verde far-se-á representar pela companhia de dança Raiz di Polon.

Fonte: www.gtccpm.blogspot.com

Centro Cultural do Mindelo nas comemorações do centenário do Movimento Claridoso

No âmbito das festividades do Dia Nacional da Cultura e do centenário do movimento claridoso, várias actividades serão levadas a cabo entre as quais um simpósio sobre Claridade no Centro Cultural do Mindelo. Ainda nesse espaço haverá várias exposições, entre as quais, uma de pintura de Tchalê Figueira, uma de fotografias a exposição de artesanato “Porto Novo Rural” organizado pelo Atelier Mar.
E para os amantes da leitura e da música, uma imperdível feira-venda de livros e CD organizado pelo Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro.

Lura canta Morna no Filme "Fados" de Carlos Saura

O documentário musical "Fados", do realizador espanhol Carlos Saura, estreou-se no Festival de Cinema do Rio de Janeiro, e a 4 de Outubro nas salas portuguesas. Viagem ecléctica pelo fado, com um elenco pluricultural que embebe no fado muito das suas raízes, num périplo pelas múltiplas influências musicais que determinaram o destino deste género tão português de expressão, o filme dá novos tons à canção de Lisboa.

Fados é também o resultado de uma série de "embaixadas" que Carlos Saura convocou, delas fazendo nascer reflexões (mais sugeridas que explicadas) sobre os antecedentes culturais e geográficos do fado, assim como coloca esta canção no presente, frente às mais diversas contaminações exteriores.
Em suma Fados é, no plural, o conjunto dos mundos que Saura faz nascer do fado.

In: Diário Notícias

Arte Sete

Só para ficarmos com água na boca, uma vez que há muito tempo que Cabo Verde não sabe o que é uma sala de cinema, fica uma sugestão para quando estiver em DVD Mas, com certeza brevemente estará nos videoclubes as versões piratas (sarron.com abonina a pirataria)


O REINO

O agente Ronald Fluery (Jamie Foxx) é o encarregado do FBI para investigar um atentado fatal contra cidadãos americanos num país do Médio Oriente. Na difícil tarefa de encontrar os verdadeiros culpados, o líder da missão terá de armar uma estratégia mirabolante para passar por cima dos obstáculos culturais e das burocracias do outro lado do mundo.


Elenco: Jamie Foxx, Jennifer Garner, Jason Bateman, Chris Cooper, Andrew Esposito

Realização: Peter Berg
Produção: Peter Berg, Michael Mann, Scott Stuber
Fotografia: Mauro Fiore
Trilha Sonora: Danny Elfman

14 outubro 2007

Doris Lessing é Prémio Nobel da literatura 2007

A escritora britânica Doris Lessing foi galardoada com o Prémio Nobel da Literatura 2007.

Nascida na Pérsia (actual Irão) em 1919 mudou-se mais tarde com a família para a Rodésia do Sul (actual Zimbabwe). Vive na Grã-Bretanha desde 1949. Os temas dos seus livros são bastante diversos: do exame das tensões inter-raciais, a política racical, a violência contra as crianças, os movimentos feministas e a exploração do espaço exterior. Em Canopus em Argos: Arquivos, Doris Lessing conduz o leitor ao mundo dos Impérios de Canopus e Sírius. Num universo que aborda a colonização de planetas em esferas muito além do mundo físico das naves espaciais. Por isso, a literatura de Doris Lessing tem sido denominada de Ficção Espacial. Doris Lessing publicou também, poesias e contos e romances de não-ficção.
Criou o que chama "um mundo novo para mim mesma" auto-consistente e com possibilidades infinitas, "um reino onde os mitos e lendas dos planetas, deixaram de ser apenas manifestações de indivíduos sozinhos, onde sobrevêm os aspectos das rivalidades e das interações do Império de Canopus com os outros impérios galácticos, Sirius, e o seu inimigo, o império Puttoria com o seu planeta crimoso, Shammat".
A série Canopus em Argos: Arquivos é composta por cinco títulos: Shikasta - (Shikasta) - O primeiro livro da série, aborda o planeta Terra, a própria Shikasta, sob o domínio do império Canopiano, a história é narrada do ponto de vista de um dos enviados pelos administradores de Canopus. Johor, o qual narra todo o desenvolvimento do planeta desde eras esquecidas, até aos nossos dias e além, concluindo com um inesperado destino para humanidade.
O Nobel de Literatura concede 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,5 milhão) e será entregue junto aos outros prémios a 10 de Dezembro, aniversário da morte de seu fundador, Alfred Nobel.

Fonte: Wikipédia