18 janeiro 2008

Oficina sobre técnica com máscaras é proposta de Herlandson Duarte

O encenador e membro da Companhia de Teatro Solaris, Herlandson Duarte, levará a cabo de 21 a 28 de Janeiro uma oficina sobre a utilização de máscaras. Entitulado "Des-Cobrir", essa oficina será uma proposta de trabalho e um processo de descobertas, começando por técnicas básicas sobre a máscara e interpretação com máscaras. Assim, haverá uma componente técnica e outra prática incluindo técnica gestual, de movimento e de posição do corpo. Para terminar, não está descartada a possibilidade de uma pequene representação com base no que se aprenderá no decorrer da oficina.

17 janeiro 2008

"By TC" sai em digressão

A Boysband cabo-verdiana TC já está em digressão, começando por Portugal com o seu primeiro álbum "By TC" lançado em Dezembro de 2007.
Já no dia 19 de Janeiro estarão no R Club, Barreiro ona industrial de Palhais, enquanto que no dia 20 será a vez da discoteca LATINAMERICA, no Algarve.
Para mais informaçoes acesse ao site

Companhia de Teatro do Ribatejo no Luxemburgo apresenta espectáculo sobre Salazar

O espectáculo "SALAZAR -Ascensão e Queda" numa encenação de João Coutinho, vai ser apresentado nos dias 25,26 e 27 de janeiro 2008, no Centro Cultural de Merl, na cidade do Luxemburgo.

Depois de deslocações a Paris, Pau e Andorra La Vella, esta deslocação dum espectáculo que já ultrapassou as 50 representações por todo o País, assume-se como um dos grandes êxitos produzidos pela companhia.

Enquanto este espectáculo se prepara para viajar para Luxemburgo está já em preparação a apresentação do espectáculo "O Teu Tango No Meu Fado" para as comemorações do Dia de Portugal na Cidade Francesa de Toulouse.

Companhia de Teatro do Ribatejo ...Uma companhia com História

15 janeiro 2008

A Música de Manuel d'Novas (2)

Tributo Final
(Morna - 1979)

Nha fim dja sta perto
Nha passado sta vigiam’
Nha futuro mi um’ca conchêl – caboverdiano
Dixam’ cantób êss morna
Ele ê um tributo final
Ele ê um abraço d’um velho amigo
Qui bô ta conchê
Scutam’ nha voz na partida
Valiá máguas di nha pranto
Ele ê um mensaja de um amigo
Qui já batê sê retirada

Companhêrs di nha vida
Di nha doce mocidade
Um abraço pa bsôt tudo
Co carinho di um amigo
Ca bocês dtchá morrê
Folclore di nôs terra
Pa donde qui bocês bai
'Cês cantal co veneração
'Cês cantal na partida
'Cês cantal na regresso



Direitos Reservados
(Editing/Publishing)

Manuel de Jesus Lopes
Manuel d'Novas
SPA
SACEM
Africa Nostra
Harmonia

A Música de Manuel d'Novas (1)

SARAGARÇA
(Coladeira - 1975)


Ondas di mar ta tchorá na rótcha ó Saragarça
Música lá dent Xima e sê amdjêr ta dançá cúmbia
Silva ma Djósa ta ovi Mateus ma tud sês graça
Tchêr de lagostada condimentód pa Bela má Bia

Debóx d’um camião Fátima e Leonilda tava inchoród
Ês tcham’ um bai, ês oferecem
Um cervijinha frisquim sabim
Hora d’almôce Dinchinha tchmón lá d’eitôm de casa
Quel feijoada dá uns knokout
Mi má Mateus continuá c’bói
Lela despertá
Létcha baial tambê
Djosa Ferro dezuri êl gritá ó q’sábe na mund
De nôt bem ta fetchá
Silva cabón c’bói
Artur rancá c’nôs
Tudo feliz pa morada



Direitos Reservados
(Editing/Publishing)

Manuel de Jesus Lopes
(Manuel d'Novas)
SPA
SACEM
Africa Nostra
Harmonia

Biografia dum Criôl é o segundo musical da Sarron.com



Tal como anteriormente anunciado, Sarron.com – Companhia de Teatro já tem título para sua nova produção teatral. Biografia Dum Criôl está já em fase de produção e os ensaios começaram esta semana. Contrariamente ao que já se sabia através deste blog e da comunicação social, o projecto baseado no livro de contos “Eileenístico” de Eileen Barbosa está, por ora, descartado das prioridades da companhia, estando ainda calendarizado para este ano a estreia de Blimundo. Para o próximo ano já está transferida a estreia de O Feiticeiro de Santo Antão.

Biografia dum Criôl será então a quarta produção e o segundo musical da companhia. Baseada inteiramente em situações relatadas pela música do compositor Manuel de Jesus Lopes (Manuel d’Novas), a peça é assinada por Júlio Fortes (Dramaturgo e pai do actor e membro da sarron.com, Júlio Fortes e sobinho de Manuel d'Novas) e Neu Lopes (Autor das peças Um Vez Soncente Era Sábe e Um Cinquintinha e filho do músico). A peça é encenada por Neu Lopes e conta já com a actuação de actores da nova vaga da sarron.com. A produção desta vez figura-se mais exigente, pelo grau de responsabilidade e pelo envolvimento de artistas mindelenses de diferentes áreas. A par da Dramaturgia e da Encenação, Neu Lopes assina ainda a Direcção Musical, enquanto que a maioria das músicas será orquestrada por Fernando Andrade (Pianista, Chefe de Orquestra de Cesária Évora e igualmente sobrinho do músico). Conta-se ainda com a prestação de músicos e intérpretes como Nuno Tavares, Djassa, Hernâni Almeida, Kisó Oliveira, entre outros. O espectáculo conta ainda com a interpretação de alguns trechos tocados ao vivo.

Todos os direitos do espectáculo serão reservados e Neu Lopes e Júlio Fortes foram devidamente autorizados pelo músico/compositor a utilizar mais de trinta de suas composições.

Embora os ensaios já tenham iniciado, a participação da sarron.com com esse espectáculo no Março – Mês do Teatro está descartada, uma vez que todos os esforços neste momento estão concentrados nessa peça. Prevê-se, no entanto, a sua estreia para finais de Abril ou Maio de 2008. Este espectáculo que é uma tripla homenagem – a nossa cabo-verdianidade, o maior compositor cabo-verdiano e o teatro de revista (Só esteve nos palcos com nomes como Sr. Néna, Sr. Mário Matos e Sr. Gabriel Borges) – com certeza, irá ficar nas nossas mentes.

14 janeiro 2008

Vem aí uma nova Produção da Sarron.com

Começam hoje os ensaios para a nova produção da sarron.com - Companhia de Teatro. Será um Teatro de Revista com tripla homenagem, envolvendo vários artistas do Mindelo, incluindo actores de diversas idades, músicos, designers e artistas plásticos. A peça ainda não tem data precisa de estreia, mas prevê-se que esse que será o segundo musical da companhia, de nome "Biografia dum Criôl" e escrita por Júlio Fortes e Neu Lopes, estará nos palcos mindelenses em Abril ou Maio de 2008. Por isso, a companhia já descartou a sua presença, pelo menos no palco, duante o certame Março, Mês do Teatro 2008.
Curiosidades irão sendo satisfeitas neste blog nos próximos dias.

05 janeiro 2008

2008 chegou... e depois???

Já estamos em 2008. Os grupos de teatro de São Vicente acreditam que será um ano para recordar. Mais produção e mais qualidade num mundo cultural cada vez mais difícil. Sarron.com não é excepção e a companhia está comprometida em levar ao palco produções sempre originais e com uma pitada de “atrevimento”.

Mas não pensem que isso é fácil. Confiram então com o jornal “A Semana” deste fim-de-semana que destaca o Sr. Ministro da Cultura como uma das personalidades do ano. Passamos a citar: Manuel Veiga – Depois de um afastamento do Governo (por questões de saúde) no último semestre de 2006, o Ministro da Cultura teve um ano marcado por várias polémicas, a começar pela troca de palavras com Tito Paris e a famosa devolução do cheque de 200 contos que Tito diz nunca ter recebido. Seguiu-se a polémica em torno da realização do Simpósio Claridade, tanto na cidade da Praia (em Abril), como em São Nicolau (Abril) e São Vicente (em Outubro). A questão à volta do Palácio da Cultura e a Conferência da Cidade Velha foram outros tópicos a marcar o ano agitado de Manuel Veiga. Não é pêra doce ser ministro da Cultura num país democrático.”

Contudo, a realidade é que, com certeza, o sucesso do Teatro em São Vicente dependerá sobretudo da preserverança dos mesmos e da boa vontade de alguma entidade que goste de teatro e que não queira que cheguemos a um ponto de agonia e de uma igualmente dependente, porém séria, digna e exemplar Associação Mindelact.

Continuamos a fazer a nossa parte, senhores. Continuamos a fazer a nossa parte!!!

Os desejos do João Branco

João Branco já tem um blog pessoal, interessante e graficamente bem estruturado. Retiramos daí um texto interessante em que o encenador fala sobre os seus desejos para o ano de 2008.
Para mais curiosidades confiram em www.cafemargoso.blogspot.com
O que eu gostaria que acontecesse em 2008
1. Que o Cine-teatro Éden Park fosse adquirido pela Câmara Municipal de S. Vicente e, após obras de remodelação e adaptação, fosse transformado em Teatro Municipal;
2. Que o Auditório Nacional fosse capacitado e entregue a uma equipa artística, com orçamento próprio do Governo de Cabo Verde, constituída por um produtor, um programador e uma companhia de dança e teatro residente, pagos pelo Estado. A experiência da Companhia Raiz di Pólon seria uma fantástica vantagem;~
3. Que os artistas de Cabo Verde criassem plataformas de discussão, conversa, partilha, para melhor se conhecerem, como artistas, como homens e como cabo-verdianos;
4. Que a Lei do Mecenato fosse mais divulgada entre os agentes económicos e investidores interessados e/ou já como projectos para Cabo Verde;
5. Que o Centro Nacional de Artesanato fosse finalmente inaugurado, com todas as obras do seu espólio, numa cerimónia em que seriam também homenageados os seus grandes obreiros, responsáveis pela primeira (e única?) grande recolha etnográfica realizada em Cabo Verde;
6. Que por cada estádio de futebol anunciado (ou inaugurado), fosse anunciado (e inaugurado) também uma sala de espectáculos polivalente, para servir os grupos locais, porque a infra-estruração cultural não é (ou não pode ser) menos importante do que a desportiva;
7. Que abrissem livrarias em todos os concelhos do país, com oferta actual e diversificada e preços competitivos, que pudessem servir não apenas como espaços comerciais, mas também locais para tertúlias e encontros entre artistas e interessados;
8. Que se realizasse em Cabo Verde uma Bienal de Artes Plásticas e Design, com competência, criatividade e profissionalismo;
9. Que fosse incentivada nas rádios, locais e regionais, a realização de programas de música alternativa, onde se pudesse ouvir um pouco mais da dita música clássica e erudita ou conhecer um pouco mais da história do Jazz;
10. Que fosse implementada numa reforma do Sistema Educativo, a obrigatoriedade de aulas de Expressão Dramática, Expressão Corporal, Expressão Plástica, Expressão Musical, História de Arte e Cultura Cabo-verdiana, nos diferentes níveis de ensino. Ou seja, uma reforma de ensino compatível com a importância e a presença que todos reconhecemos à cultura, na sociedade cabo-verdiana;
O que provavelmente irá acontecer em 2008
1. O Éden Park será destruído, meia dúzia de vozes se levantarão indignadas, mas de pouco adiantará. O progresso e o desafio de Cabo Verde enquanto Pais de Desenvolvimento Médio não são compatíveis com nostalgias antiquadas. O país e a cidade precisam, com muito maior urgência de mais um complexo hoteleiro e/ou Centro Comercial;
2. O Governo de Cabo Verde continuará a atribuir uma verba praticamente simbólica ao Ministério da Cultura, e portanto, as infra-estruturas culturais continuarão a ser alvo de processos de privatização, ou melhor, de auto-sustentação concessionária;
3. Continuaremos a assistir, com grau de assiduidade variável, a discussões sem conteúdo, sem interesse e sem nexo, sobre badios e sampadjudos e a importância ou desimportância de cada faceta para o desenvolvimento de Cabo Verde. Dois ou três amigos de longa data ficarão alguns meses sem se falar;
4. Continuaremos a ver muitos agentes culturais a bater de porta em porta, a gastar fortunas nos telefones, a tentar falar com o «senhor Administrador», a propósito de um apoio para uma actividade cultural concreta. Continuaremos a depender da boa vontade e bom senso de uns quantos gestores bem intencionados;
5. Um representante do instituto responsável visitará a cidade do Mindelo, e anunciará com grande satisfação e gáudio geral, em conferência de imprensa realizada para o efeito, a inauguração do novo Centro Nacional de Artesanato, para data a anunciar brevemente.
6. Não se prevê a inauguração de nenhum teatro, ou cinema, ou sala de espectáculos, ou sala de ensaios para grupos locais, em nenhum concelho do arquipélago. Não está previsto, sequer, o lançamento de primeiras pedras para o efeito (sempre era uma esperança);
7. Provavelmente, vamos continuar que ter que esperar por uma ida ao estrangeiro – e à FNAC – para encontrar o tal livro, ou quando muito, aguardar pela Feira do Livro, e esperar que esse título esteja no grupo dos seleccionados. Livrarias continuarão sendo muito raras e havendo-as, tem os livros a preços absurdos, comparativamente com os do local de origem;
8. Vamos continuar a ir a exposições de artes plásticas – interessantes, algumas; apenas bem intencionadas, outras – mas com obras expostas sem qualquer critério e/ou preocupação estética. A esperança de ver uma exposição colectiva com a participação de alguns dos nossos melhores artistas plásticos, é bastante remota;
9. O tipo de música passada nas rádios continuará a ser o mesmo de sempre; se, por acaso, ouvirmos música clássica na rádio, com certeza que é porque alguém importante morreu;
10. Vamos continuar a ter alunos do ensino secundário e/ou superior a procurar artistas ou intelectuais para entrevistas, onde, entre outras banalidades, se pergunta o que é o teatro ou a música e como apareceram certas manifestações culturais em Cabo Verde. Felizmente, já existe bibliografia especializada sobre o assunto, o que torna tudo mais fácil.
Mindelo, 30 de Dezembro de 2007
João Branco

18 dezembro 2007

Teatro - O balanço do ano 2007 pela Associação Mindelact

"Contos em Viagem - Cabo Verde" - Teatro Meridional (Portugal)
Foto: César Scohfield

Pelo quinto ano consecutivo, o site mindelact revolve as suas memórias e faz as escolhas do ano, fazendo uma análise do que de mais importante se passou no domínio do teatro em Cabo Verde. Como também tem acontecido nesta década, o teatro não parou praticamente durante todo o ano, sendo que a cidade do Mindelo continua a mostrar-se como centro nevrálgico do teatro crioulo, apesar de continuar a fazer-se teatro um pouco por todas as ilhas do arquipélago, apesar das imensas dificuldades que são o pão nosso cada dia dos agentes teatrais, esses sim, uns autênticos heróis. Por continuarem a lutar, a insistir, a acreditar e, sobretudo, a sonhar.

::: Acontecimento Teatral do Ano I :::
O acontecimento teatral do ano foi, sem dúvida nenhuma, a 13ª edição do Festival Internacional de Teatro do Mindelo - Mindelact 2007, que decorreu entre 08 a 23 de Setembro. Foi um evento de enorme envergadura, não só pela sua extensão - com 16 dias consecutivos com muito teatro - mas também pela qualidade e diversidade da sua programação. Mais de 30 espectáculos, apresentados por 20 companhias, oriundas de 10 países diferentes, sendo que pela primeira vez tivemos espectáculos de companhias da Argentina, Colômbia ou Marrocos. Uma edição marcada ainda pela internacionalização do Festival Off e pela quantidade significativa de acções de formação promovidas. O Festival Mindelact afirmou-se, mais uma vez, como o principal acontecimento teatral da chamada «África lusófona», sendo hoje um dos maiores eventos africanos de artes cénicas. O acontecimento do ano de 2007.


::: Acontecimento Teatral do Ano II :::
A Associação Artística e Cultural Mindelact foi distinguida com o Prémio Internacional Arco Europa, para a Qualidade e Excelência, na categoria Ouro. Trata-se de um prémio atribuído anualmente pela BID (Business Initiative Directions) em reconhecimento a empresas ou organizações em diferentes países de todo o mundo, que fomentam a cultura da qualidade. Depois de ver o seu festival internacional reconhecido com um dos mais importantes festivais de teatro do continente africano, este prémio é mais uma prova do prestígio que o teatro cabo-verdiano em geral vem granjeando no panorama internacional. O prémio foi tornado público pela instituição promotora no mês de Fevereiro e deixou todos os agentes teatrais cabo-verdianos orgulhosos. A entrega do Prémio aconteceu em Frankfurt – Alemanha – no dia 19 de Fevereiro, por altura da XXXIII Convenção Internacional ARCO EUROPA.


::: Espectáculo Teatral do Ano :::
Escolhemos como espectáculo do ano a peça "Contos em Viagem - Cabo Verde", uma produção da companhia portuguesa Teatro Meridional, e que, além de ser uma peça sobre Cabo Verde, estreou mundialmente em solo mindelense. O espectáculo, de uma beleza poética, plástica e criativa a todos os títulos notável, marcou a edição deste ano do Mindelact, deixando o público com o coração nas mãos, e que retribuiu essa inesquecível performance com um aplauso final nunca antes visto no nosso país. Os autores escolhidos incluem António Aurélio Gonçalves, Baltasar Lopes da Silva, Germano Almeida, Fátima Bettencourt, Ovídio Martins, entre outros. As palavras integram uma narrativa feita de fragmentos, por onde passam episódios, evocações e memórias, num trabalho de selecção e dramaturgia feito por Natália Luísa. A encenação é do incontornável Miguel Seabra, e a interpretação - a todos os títulos magnífica - esteve a cargo da actriz luso-caboverdiana Carla Galvão e do músico Fernando Mota. Agraciado com o Prémio Copacabana 2007 pela Associação Mindelact, o Teatro Meridional continua a mostrar porque é um dos grupos mais importantes do teatro português. João Carneiro, o crítico mais importante da actualidade em Portugal, considera esta peça «um objecto artístico exemplar». O espectáculo do ano 2007.


::: Outros destaques do Ano :::
O «Março - Mês do Teatro», na ilha de S. Vicente, foi outro dos destaques do ano, dado o enorme sucesso de público que representou, com todos os espectáculos esgotados, tendo inclusive a peça «Mulheres na Lajinha», tido a necessidade de uma representação extra, que esgotou rapidamente. Durante todo o mês o público da cidade do Porto Grande mostrou, uma vez mais, o quanto gosta de teatro, respondendo massivamente às propostas dos diferentes grupos da ilha. O Prémio de Mérito Teatral 2007, foi atribuído ao técnico de iluminação César Fortes, director técnico do festival Mindelact e o mais destacado técnico da área, sendo actualmente o técnico «de serviço» da grande diva Cesária Évora. Destacamos ainda a presença do teatro cabo-verdiano na 5ª Bienal de Arte, Ciência e Cultura, na cidade do Rio de Janeiro, naquele que é o maior festival cultural estudantil da América Latina. Com o tema central «Brasil - África: um Rio chamado Atlântico», esta Bienal organiza uma Mostra Convidada, com vários artistas africanos e brasileiros para abrilhantar este gigantesco evento cultural. As boas referências da produção teatral «Mar Alto», do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português - IC, terão sido decisivas para o convite, que em muito honrou o teatro das ilhas. O Festival da Juventude, realizado no mês de Julho, contou com uma forte componente teatral, com apresentação de espectáculos das companhias Solaris, Teatrakácia e Sarron.com de S. Vicente. Outro destaque vai para a adaptação de uma peça de Mário Lúcio Sousa, «Sozinha no Palco», por um grupo português, Cair-te Teatro Reactor, e que marca o início da internacionalização da dramaturgia cabo-verdiana. De realçar, neste balanço, a nova produção da Burbur, que no trabalho cénico «O Amoroso», contou com a participação de Francisco Fragoso, encenando uma das três componentes do espectáculo. E por falar em regressos, uma das peças mais emblemáticas do teatro cabo-verdiano do pós-independência, voltou aos palcos, 10 anos depois: com efeito, foi este o ano que voltou a trazer aos palcos a peça «A Casa de nha Bernarda», uma adaptação crioula do original de Garcia Lorca, apresentada pelo Grupo de Teatro do Centro Cultural Português - IC, e encenada por João Branco. Finalmente, destacamos a vasta actividade de dois grupos, que tem viajado um pouco várias ilhas de Cabo Verde, mostrando as suas produções: o Teatro Infantil do Mindelo, com as suas peças de índole pedagógica, e o Grupo Juventude em Marcha, do Porto Novo, que continua a arrastar multidões, por onde quer que passe.

16 dezembro 2007

Novo CD de Mário Lúcio é apresentado no CCM no próximo dia 20

Mário Lúcio Sousa prepara-se agora para lançar o seu terceiro álbum a solo na era pós Simentera.

De título Badyu é mais um trabalho de pesquisa histórica e de sonoridades. O título é escolhido com uma base histórica, uma vez que, segundo Lúcio, o badio é o nosso antepassado mais longínquo, que veio de África e implantou-se nestas terras, não regressando mais. Mário Lúcio, que há oito anos vive exclusivamente da música, estará com os pés na estrada para a Europa, onde efectuará contactos com os media uma vez que o disco estará no velho continente a partir de Março, e para concertos na Alemanha e em Paris.

Badyu dá-se a conhecer no Mindelo em concerto de lançamento no dia 20 de Dezembro às 21h30 no Centro Cultural do Mindelo.

Se quer saber mais sobre o disco, leia no A Semana Online uma grande entrevista conduzida elo jornalista José Vicente Lopes.

Cantar 2007 apelando à solidariedade

No próximo Sábado, realiza-se no Mindelo aquilo que será o Segundo Encontro de Grupos Corais que actuam em instituições religiosas, e não só. Trata-se de uma acção sem fins lucrativos apelando à solidariedade dos residentes para angariar, na quadra natalícia, meios de apoio que serão oferecidos aos menos favorecidos da Ilha de São Vicente.
Para o sucesso do evento, as pessoas que acharem por bem aderir à campanha de angariação, para assistir ao espectáculo, devem fazer-se acompanhar de artigos que possam prescindir como peças de vestuário ou outros, os quais devem ser entregues aos organizadores no local do espectáculo. Cantar Natal 2007 acontece no Auditório do Centro Cultural do Mindelo no dia 22, Sábado a partir das 20h30.
Não falte. Apoie e participe, mobilizando seus amigos também!

EUA: Descendente cabo-verdiano Len Cabral no Winter Tales 2

O contador de estórias de origem cabo-verdiana, Len Cabral, participa este domingo, 16, no evento “Winter Tales” (Contos de Inverno), no Botanical Center, sito no Roger Williams Park, em Providence, Rhode Island. Esta é a penúltima performance de Len Cabral em 2007.

O último show de Len Cabral será no dia 18, na Escola de Walpole, em Massachussetts, pondo assim fim a um ano cheio de convites para participar em eventos de contos de estórias tradicionais que o levaram aos quatro cantos dos Estados Unidos da América.

Len Cabral é um aclamado e premiado contador e autor de estórias, que, desde 1976, vem encantando audiências em escolas, livrarias, museus e festivais nos EUA e Canadá com o seu estilo único e pessoal.

Paralelamente às suas performances, ele ministra workshops para professores e estudantes usando mímica, poesia, canções, humor e caracterização.
in: asemana online

12 dezembro 2007

A propósito de "By TC"

Seja dos primeiros a ouvir 3 novas músicas do album "By TC". As músicas estão disponíveis somente no site www.by-tc.com
Aproveite e tenha acesso às novidades, à agenda de espectaculos e a tudo o que envolve o album "By TC". O CD já está à venda nas lojas de música desde 10 de Dezembro. "
"BY TC" CONTA COM AS PARTICIPAÇOES DE NICHOLS, JEAN MICHEL ROTIN, HEAVY H, DON KIKAS, DABS, MOBASS, ENTRE OUTROS!!!

11 dezembro 2007

Juventude em Marcha estreia «Jazigos de Boca de Pistola»

Há já muito tempo que se aguardava uma nova peça do popular grupo teatral Juventude em Marcha, do Porto Novo. Chega no final deste ano o que muitos aguardavam: a estreia da peça «Jazigos de Boca de Pistola», uma homenagem do grupo de Jorge Martins e César Lélis aos pescadores da vila de Ponta do Sol. Depois de apresentações bem sucedidas em Porto Novo (Santo Antão) e Espargos (Sal), o resultado desta nova peça poderá ser apreciada no palco do Centro Cultural do Mindelo, nos dias 27, 28 e 29 de Dezembro.

Os pescadores da vila de Ponta do Sol, Santo Antão, são homenageados pelo grupo teatral Juventude em Marcha na sua mais recente peça «Jazigos de Boca de Pistola». É uma tragicomédia que, em suma, retrata o jeito único como o santantonense e o cabo-verdiano em geral tentam enfrentar os seus problemas.

De acordo com Jorge Martins, «Jazigos de Boca de Pistola» leva ao palco «a vida de dificuldades e desafios dos pescadores de Ponta do Sol. A certeza da partida para a faina, a incerteza do regresso devido ao mar revolto de Boca de Pistola, sobretudo no Inverno, os parcos meios».

Em palco estão, durante cerca de duas horas, 16 actores, inclusive crianças que, segundo Martins, «prestam homenagem a esses corajosos homens do mar que, mesmo diante da natureza adversa, saem em busca do sustento para a família». Um trabalho que exigiu ao Juventude em Marcha meses de pesquisa para cumprir uma antiga promessa.

«Quando mais novo, prometi a mim mesmo que um dia homenagearia os pescadores de Ponta do Sol. Por isso, assim que surgiu a oportunidade, junto com outros elementos do Juventude em Marcha, pesquisei a história dos pescadores de Ponta do Sol, falei com eles e recorri também à minha vivência nessa região de Santo Antão», conta Jorge Martins.

O resultado pode ser visto em três espectáculos em S. Vicente, nos dias 27, 28 e 29 de Dezembro, às 21:30 horas, no Centro Cultural do Mindelo, depois de, no transacto mês de Novembro, o público de Espargos (Sal) e Porto Novo (Santo Antão) o terem visto e aprovado.
TSF
in: A Semana

Burbur apresenta «O Amoroso» com participação de Francisco Fragoso

A Associação Burbur, acaba de apresentar em Portugal, mais concretamente na cidade do Porto, a sua última produção teatral, «O Amoroso», um espectáculo estruturado em três segmentos, respeitando a escolha dos textos uma temática amorosa, a partir de textos de três autores de outras tantas literaturas lusófonas, tendo convidado para o efeito três encenadores diferentes para a montagem deste espectáculo. Um destes textos, «De Quem São os Teus Olhos?», da autoria de Gabriel Mariano, teve a encenação de Francisco Fragoso, figura emblemática do teatro cabo-verdiano do pós-independência.


«O Amoroso» - Descrição sumária do projecto

A BURBUR convida três encenadores a abordar cenicamente três pequenos textos retirados de outras tantas literaturas lusófonas, agregados numa temática comum — a do estado amoroso — e propõe uma abordagem metodológica — de criação e produção— inovadora na optimização de recursos técnicos e artísticos, maximizando processos de produção e comunicação.

O carácter lusófono deste projecto constitui o seu princípio genérico e gregário de membros e colaboradores de origem ou ascendência diversa, desde Cabo Verde a Angola, Brasil e Portugal, dispersos entre autores, intérpretes, técnicos e produtores, revertendo este para o diálogo cultural e enriquecimento literário e conceptual da peça de teatro.

Fundamentalmente, a BURBUR propõe-se criar um projecto teatral (e em fase posterior, audiovisual) que promova a divulgação literária e a formação teatral, pela visibilidade de processos experimentais e linguísticos concretizados numa peça com textos de pequeno formato, que é posteriormente filmada e transmitida, valorizando a interculturalidade processual e revelando autores, técnicos e artistas da lusofonia.


Ficha Técnica e Artística

Direcção Teatral
KWAME KONDÉ, encenador
ROGÉRIO DE CARVALHO, encenador
RUI DUARTE, encenador, coordenador geral

Realização
VÍTOR ALMEIDA

Direcção de Luz
CÉSAR FORTES

Elenco
ODETE MÔSSO, actriz
FLÁVIO HAMILTON, actor
WAGNER BORGES, actor
ADORADO MARA, actor
MARTA GORGULHO, actriz
PEDRO CARVALHO, actor
ROSA QUIROGA, actriz
BILAN, actor e director musical
DAVID ESTEVÃO, músico
MÁRCIO SILVA, músico

RUI DUARTE, cenografia e adereços
VASCO GOMES, técnico de som
LICIA CUNHA, figurinos e maquilhagem
VÍTOR ALMEIDA, edição e realização
PEDRO COSTA, operador de camera
PEDRO LINO, operador de camera
VALTER MAIOR, assistente de produção
PATRÍCIA VIANA ALMEIDA, assistente de produção
ANA LUANDINA, fotografia de cena
RUI DUARTE, design gráfico

A BURBUR conta com a parceria em forma de divulgação das seguintes entidades:

ACIDI - Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, IP
RTP - RádioTelevisão de Portugal

APOIOS LOGÍSTICOS E DE PRODUÇÃO
Museu Nacional Soares dos Reis : cedência de Auditório para estreia e apresentação da peça
ACE - Academia Contemporânea do Espectáculo

Teatro Art’Imagem : apoio na montagem de palco e luminotecnia;
Confecções GILIANA, S.A.

APOIO FINANCEIRO
Instituto das Artes, Ministério da Cultura : subsídio financeiro em forma de apoio pontual
Fundação Portugal-África : apoio financeiro

Assembleia Geral Ordinária da Associação Mindelact - Ordem de Trabalhos

No cumprimento do disposto nos artigos 15º e 16º dos Estatutos da Associação Artística e Cultural Mindelact, vem a Mesa da Assembleia Geral por este meio convocar todos os sócios da Associação, para a Assembleia Geral Ordinária a ter lugar no próximo dia 15 de Dezembro de 2007, pelas 16:30 horas, na Assembleia Municipal da Câmara Municipal de S. Vicente (ex- Liceu Camões).

Lembramos que, na sequência do estipulado no artigo 18º, alínea 2ª, dos mesmos estatutos, a Assembleia Geral não tendo o quórum suficiente para a realização da reunião, se realizará, 30 minutos após a hora marcada, com o número de sócios que estiverem presentes.

Contamos com a presença de todos.


Ordem de Trabalhos
1. Abertura da Assembleia Geral
2. Apresentação das Contas referentes ao exercício de 2006
3. Balanço das Actividades de 2007
4. Diversos

Mindelo, 01 de Dezembro de 2007

Mirtó Verissimo
Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Elisabete Gonçalves expõe no CCM

São vários anos de trabalho em prol do teatro nacional. Elisabete (Bety) Gonçalves traz agora a conhecimento do público o seu trabalho que já passou pelos palcos nacionais através de peças como “Tertúlia”, “Quêl Menina Vaidosa”, “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”, e muitos outros mais. Trata-se de uma exposição de marionetas e máscaras que já arrancaram o sorriso e a admiração de vários espectadores e admiradores do trabalho teatral mindelense. Para conferir na Sala de Exposições do Instituto Camões/Centro Cultural Português no Centro Cultural do Mindelo, a partir de 17 de Dezembro.

Invasão do Lixo vai ao Sal

O Grupo de Teatro infantil do Mindelo – TIM não pára. Dessa vez foi convidado pela Enapor para apresentar a sua mais famosa peça ecológica na Ilha do Sal de 21 a 23 de Dezembro. Segundo elementos dessa troupe, "A Invasão do Lixo" será apresentada em espaços variados com a finalidade de transmitir a sua importante mensagem. Força, colegas!

Exposição de Artesanato no CCM


A beleza saída de mãos femininas está exposta na Sala Júlio Rezende do Centro Cultural do Mindelo até amanhã, 12 de Dezembro. São várias peças de artesanato, incluindo rendas e bordados, pintura, tapeçaria, tecelagem, bijutaria, panaria, enfim um variado leque de opções para ver, apreciar e comprar nesta época natalícia. Na exposição estão representados nomes como Joana d’Interart, Bela, Polibel, Gisela, e muitas mais. Uma forma de mostrar como aproveitar matéria prima de todo o tipo para fazer arte.

06 dezembro 2007

Vasco Martins actua amanhã no CCM

A Harmonia e Vasco Martins dão mãos e apresentam amanhã, 7 de Dezembro, às 19h00, no pátio do Centro Cultural do Mindelo, num ambiente mais intimista, quatro sinfonias do conceituado músico cabo-verdiano (sinfonias 3, 4, 6 e 8) gravadas recentemente em disco pela North Czech Philharmonic Orchestra e conduzidas pelo jovem Maestro canadiano Charles Olivieri-Munroe. Trata-se de um trabalho de música clássica de grande qualidade. Porém, não é a primeira vez que a música de Vasco Martins é tocada por uma orquestra. Na verdade, Vasco Martins já foi tocado por orquestras e músicos de vários países, entre os quais suiços, franceses, portugueses e brasileiros.
O concerto de amanhã não será dado por uma orquestra, mas sim pelo piano de Vasco Martins, que regressa, assim, ao piano clássico.
Mais informações sobre o disco, outras sinfonias e a obra do músico em http://www.vascomartins.com

04 dezembro 2007

Bau e Voginha homanageiam os mestres

O tão esperado e falado CD da mais famosa dupla de guitarras da actualidade em S. Vicente - Bau e Voginha está pronto a ser apresentado. De título "Relembrando os Mestres", o disco apresenta temas óbvios para a guitarra cabo-verdiana com a sonoridade ímpar a que estes dois "mestres" nos acostumaram.
A apresentação oficial faz-se este Sábado, dia 22 às 23h30 no Mindel Hotel, espaço Alta Lua. Uma noite que promete ser prenhe de emoções para os grandes apreciadores da música tradicional de Cabo Verde.
Porém antes, na Sexta-feira, dia 7 e à mesma hora, poderemos ainda assistir a um concerto dado pelos emergentes Edson e Ilo Africano (filho do cantor e compositor Vlú Ferreira). Um fim de semana em cheio.

Trabalho discográfico dos TC estará no mercado brevemente

Depois de várias experiências e participações com artistas da cena musical cabo-verdiana e do incontestável sucesso do disco de Djodje, “Sempre TC”, surge um novo trabalho discográfico. “By TC” será lançado nos dias 21, 22 e 23 de Dezembro na Praia, Mindelo e Sal, respectivamente. No Mindelo a apresentação terá lugar no espaço Alta Lua do Mindel Hotel às 23h00 do dia 22, Sábado.
Esse trabalho do jovem grupo TC explora uma vertente bem mais comercial que o cd do Djodje, pois como grupo, TC pretende trabalhar mais com a vertente comercial (zouk, r&B...), podendo assim também fazer posteriormente trabalhos a solo completamente diferentes. Para além do zouk, o cd conta com temas com outro tipo de sonoridade. "By TC" estará brevemente no mercado e conta com 13 faixas inéditas e com as participações de Nichols, Jean Michel Rotin, Heavy H, Don Kikas, entre outros.

Memória Educativa lançada em livro

Enquadrado nas actividades de comemoração do 2.º Aniversário do Pólo da Universidade Jean Piaget no Mindelo, O Instituto Camões/Centro Cultural Português Pólo do Mindelo honra-se em promover o lançamento no próximo dia 6 de Dezembro, Quinta-feira, do livro A Memória Educativa Recuperada no Cabo Verde Boletim, da autoria de Maria Adriana Sousa Carvalho. A cerimónia de lançamento terá lugar na Biblioteca do CCP-IC pelas 18h30 e a obra será apresentada pelo Dr. Leão Lopes.

Teatro regressa ao CCM em Dezembro

Já é um dado adquirido que esta é a cidade mais teatral do País, pois há teatro durante todo o ano. E Dezembro, outro mês reservado à família e às crianças, o CCM recebe duas peças infantis. Assim, no dia 25 às 18h00, o grupo TIM-Teatro Infantil do Mindelo leva ao palco do auditório “A Feiticeira e a Pombinha”, estreada na última edição do Festival Mindelact.
Por sua vez, Esclumumba apresenta mais um espectáculo de teatro infantil - “Batinha Azul”. Isso acontece às 17h00 do dia 30, também no auditório do CCM. Uma oportunidade dos pais fazerem um programa cultural com os filhos.

03 dezembro 2007

Sobre Teatro Musical


Introdução
Existem três componentes para um musical: a música, interpretação teatral e o enredo. O enredo de um musical refere-se a parte falada (não cantada) da peça; entretanto, o “enredo” pode também se referir a parte dramática do espectáculo. Interpretação teatral relaciona as performances de dança, encenação e canto. A música e a letra juntas formam o escopo do musical; as letras e o enredo são frequentemente impressos como um libreto.
O teatro musical no mundo tem sinónimos como Teatro de Revista (Portugal e Brasil),
Comédie musicale (França).
É muito comum ao teatro musical que os trabalhos que tenham sucesso sejam usados no
cinema ou adaptados para a televisão. Por outro lado alguns programas populares de televisão têm um ou outro episódio ao estilo de um musical como uma peça dentro de seu formato normal.
Mesmo que o teatro musical esteja espalhado pelo mundo todo, suas produções são elaboradas muito frequentemente na
Broadway em New York, no West End em Londres, e na França.
Um musical pode ter a duração de poucos minutos ou varias horas; entretanto, os mais populares musicais duram de duas a duas horas e quarenta e cinco minutos. Musicais hoje são normalmente apresentados com intervalos de quinze minutos de duranção; no primeiro acto, é quase sempre de idêntica duração ao segundo. Um musical tem normalmente por volta de vinte a trinta canções de vários tamanhos (incluindo uma
reprise e adpatação para coral) entre as cenas com diálogos. Alguns musicais, entretanto, têm canções entrelaçadas e não têm diálogos falados. Esta é a linha fronteiriça entre musicais e ópera.
Um momento de grande emoção dramática é frequentemente encenado numa canção. Proverbialmente, “quando a emoção torna-se tão forte no discurso, canta-se; quando ela se torna tão forte na canção, dança-se. Uma canção deve ser adaptada ao personagem (ou personagens) e na sua situação dentro do enredo. Um espectáculo normalmente abre-se com uma canção que dá o tom ao musical, introduz de alguma forma os personagens principais, e mostra o enfoque da peça. Dentro da concentrada natureza do musical, os autores devem desenvolver os personagens e o planeamento.
A música apresenta uma forma excelente de expressar a emoção. Entretanto, em média, poucas palavras são cantadas nestes cinco minutos de canção. Portanto existe pouco tempo para desenvolver o drama que transcorre durante a peça, desde que um musical pode ter uma hora e meia ou mais de música.

A equipa de colaboradores de um Musical
O teatro Musical é um trabalho de colaboração com uma longa tradição histórica tanto nos tratados como na estrutura, embora novos autores dos musicais tentem flexibilizar esta forma de expressão tentando coisas novas, ou explorando situações que não foram exploradas ainda. Os Musicais são costumeiramente reconhecidos como uma combinação de letras, canções e diálogo falado.

Os autores
Existem normalmente vários autores em um musical. São poucos os musicais que foram escritos por apenas uma pessoa. Uma parceria de colaboradores
compositores (música), letristas (lírica) e escritores (texto/dramaturgia) são dirigidos, por um compositor/letrista, um letrista/escritor (também conhecidos como letristas) ou, por fim, por um escritor/compositor. Podem haver muitos escritores, letristas e compositores num musical.
Não existe uma resposta fácil para a constante dúvida sobre o teatro musical: “O que vem primeiro, a letra ou música?” Cada colaborador trabalha de uma forma diferente, e tende a ser único em sua forma de trabalhar. Às vezes uma melodia inspira uma letra. Às vezes uma letra inspira uma melodia. Entretanto, a maior inspiração para todos os autores é movida pelo tema da estória principal apresentada no espectáculo.
A ideia inicial para um novo musical pode vir dos próprios autores, ou eles podem ter sido contratados para escreverem um musical sobre um assunto específico. O teatro musical tem uma longa tradição de adaptar livros e outros materiais para este género. No caso de Neu Lopes acontecem as duas coisas: o primeiro musical “Um Vez Soncente Era Sábe” veio de uma ideia do próprio autor, enquanto que agora adapta um conto de um livro de contos tradicionais.

ENCHANTED – Um Filme de Encantar

A Disney lançou recentemente uma nova aposta no mundo cinematográfico. Enchanted, Uma História de Encantar na versão portuguesa, é um filme que traz animação e imagem real. Não! Não é uma mistura ao estilo de Roger Rabbit. Mas a história é bem interessante. É a passagem de um mundo para o outro, por razões forçosas.


Sinopse
Giselle (Amy Adams) é uma bela princesa que foi recentemente banida por uma raínha malvada do seu mundo mágico e musical. Com isso ela agora está numa Manhattan dos dias atcuais, um local completamente diferente de onde vivia. Logo ela recebe a ajuda de Robert (Patrick Dempsey), um advogado divorciado por quem se apaixona. Só que Giselle já está prometida em casamento para o príncipe Edward (James Marsden), que decide também deixar o mundo mágico para reencontrar sua amada.

Título Original: Enchanted
Género: Comédia Romântica
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Estúdio: Walt Disney Pictures/Steiner Studios/Andalasia Productions/James Baxter Animation
Distribuição: Buena Vista Pictures
Realização: Kevin Lima
Argumento: Bill Kelly
Produção: Barry Josephson e Barry Sonnenfeld
Música: Alan Menken e Stephen Schwartz
Interpretação: Amy Adams, James Marsden, Timothy Spall, Rachel Covey, Susan Sarandon, Idina Menzel, Michaela Conlin, Paige O'Hara, Isiah Whitlock Jr., John Rothman, Matt Servitto, Joseph Siravo, Elizabeth Mathis e Julie Andrews (Narradora-voz)


24 novembro 2007

TÉCNICA TEATRAL III - O Som e o Audiovisual

Há muito que se afirma uma tendência que considera a visão e a audição como dois sentidos que entre si mantêm relações privilegiadas de complementaridade e de oposição. No Homem, a associação entre som e imagem é, desde muito cedo, estabelecida a partir do contacto com o meio exterior e «naturalizada» pela aprendizagem.
Na era dos multimédia, o estudo dos modos artificiais de organização de imagem e de som adquire primordial importância, mobilizando a atenção de diversificadas áreas científicas, artísticas (teatral, por exemplo) e profissionais.

Sistema Audiovisual

A palavra audiovisual "resulta da aglutinação dos termos" "audio" e "visual" e refere-se:
a) a tudo o que pertence ou é relativo ao uso simultâneo e/ou alternativo do visual e auditivo;
b) a tudo que tem características próprias para a captação e difusão mediante imagens e sons.

O sistema audiovisual é composto por todos os signos percebidos pela vista e pelo ouvido e pelas relações que entre eles se estabelecem.

Signos Audiovisuais – produzidos pela combinação de significantes percepcionados pelo ouvido e pela visão. As imagens e os sons constituem o significante.

Signos Visuais – produzidos por significantes captados pela visão: pictóricos, gráficos, imagens.

Signos Auditivos – produzidos por significantes apreendidos pelo ouvido.


Percepção Auditiva

É essencialmente através do sistema auditivo5 que o homem percebe o ambiente sonoro que o rodeia.
A origem de um som é sempre a vibração de um objecto físico dentro da gama de frequências e amplitudes capaz de ser apreendida pelo ouvido humano. Esta vibração empurra outros corpos físicos que o rodeiam, gerando, por sua vez, outras vibrações. Quando estas vibrações chegam ao nosso ouvido, normalmente através do ar, percebemo-las como um som. Em suma, o fenómeno sonoro é a percepção das oscilações rítmicas, normalmente da pressão do ar, que foram estimuladas por outro objecto físico vibrante que actua como fonte de emissão.


Sistema expressivo sonoro

O sistema expressivo sonoro integra quatro variantes: expressão oral, música, sons e silêncio.

Subsistema da expressão oral – é um signo que une um conceito e uma imagem acústica. As relações que o signo mantém com a realidade são absolutamente convencionais. No entanto, interessa também destacar os fenómenos paralinguísticos que se produzem na realização dos actos de fala - entoação, inflexões, modulações de voz.

Subsistema da música – Integra uma diversidade de timbres próprios dos instrumentos (acústicos, electro-acústicos e electrónicos) e da voz humana. A música introduz uma subjectividade emotiva, evoca o não discursivo, o não figurativo.

Subsistema de sons – Integra os sons não icónicos (usualmente designados ruídos), pois não permitem identificar qual a fonte que os emite, e os sons icónicos, os quais produzem uma imagem acústica que remete para uma determinada realidade. Está integrado por signos auditivos dimanados dos objectos, animais e pessoas nos seus movimentos e acções.

Subsistema do silêncio – Entendemos por silêncio a sensação de ausência de som, um efeito perceptivo que se produz por um determinado tipo de formas sonoras. O efeito-silêncio é, por vezes, carregado de significação. Pode-se, inclusive distinguir três usos expressivos do silêncio:

1- Uso sintáctico – Quando os efeitos-silêncio se utilizam para organizar e estruturar os conteúdos visuais, isto é, quando actuam simplesmente como instrumento de separação.

2- Uso naturalista – Quando se utilizam como imitação restrita da realidade referencial. Os efeitos-silêncio expressam informações objectivas muito concretas sobre a acção narrada.

3- Uso dramático – Utilização consciente do efeito-silêncio para expressar algum tipo de informação simbólica. Exemplo: morte, suspense, vazio.


Características técnicas do som

Intensidade – a propriedade de o som ser mais ou menos forte. Potência sonora.

Tom – a propriedade de o som ser mais ou menos agudo.

Timbre – a propriedade exibida por um tom composto que permite o seu reconhecimento.

Duração – a persistência do som no tempo.

TÉCNICA TEATRAL II - Exercícios de Dicção

TENS BOA DICÇÃO?
ENTÃO LÊ, DE PREFERÊNCIA EM VOZ ALTA


Nível Fácil:
1. Xuxa! A Sasha fez xixi no chão da sala.
2. O rato roeu a roupa do Rei de Roma a Rainha com raiva resolveu remendar.
3. Três pratos de trigo para três tigres tristes.
4. O original nunca se desoriginou e nem nunca se desoriginalizará.
5. Perguntaram-me qual é o doce que é mais doce que o doce de batata doce? Respondi que o doce que é mais doce que o doce de batata doce é o doce que é feito com o doce do doce de batata doce.

Nível médio:
1. Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.
2. O tempo perguntou ao tempo qual é o tempo que o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo que não tem tempo para dizer ao tempo que o tempo do tempo é o tempo que o tempo tem.
3. Em baixo da pia tem um pinto que pia, quanto mais a pia pinga mais o pinto pia!
4. A sábia não sabia que o sábio sabia que o sabiá sabia que o sábio não sabia que o sabiá não sabia que a sábia não sabia que o sabiá sabia
assobiar.

Nível Difícil:
1. Num ninho de mafagafos, cinco mafagafinhos há! Quem os desmafagafizá-los, um bom desmafagafizador será.
2. O desinquivincavacador das caravelarias desinquivincavacaria as cavidades que deveriam ser desinquivincavacadas.
3. Perlustrando patética petição produzida pela postulante, prevemos possibilidade para pervencê-la porquanto perecem pressupostos primários permissíveis para propugnar pelo presente pleito pois prejulgamos pugna pretárita perfeitíssima.
4. Não confunda ornitorrinco com otorrinolaringologista, ornitorrinco com ornitologista, ornitologista com otorrinolaringologista, porque ornitorrinco, é ornitorrinco, ornitologista, é ornitologista, e otorrinolaringologista é otorrinolaringologista.
5. Disseram que na minha rua tem paralelepípedo feito de paralelogramos. Seis paralelogramos tem um paralelepípedo. Mil paralelepípedos tem uma paralelepipedovia. Uma paralelepipedovia tem mil paralelogramos. Então uma paralelepipedovia é uma paralelogramolândia?

Nível Impossível
Verbo Tagarelar no Futuro do Pretérito
Eu tagarelaria
Tu tagarelarias
Ele tagarelaria
Nós tagarelariamos
Vós tagarelarieis
Eles tagarelariam

Então como correu?

TÉCNICA TEATRAL I - A Voz e o Actor

Inflexões
A voz é o retrato da personalidade do indivíduo.Tudo que é sentido, reprimido, extravasado ou vivido por uma pessoa, é capaz de ser percebido pela voz. De que forma isto acontece? Como pode a palavra dizer uma coisa e o som outra? Através das inflexões. A melodia crescente ou decrescente que se faz, determina o que vai na alma do falante. Por exemplo, quando se quer pedir alguma coisa ou fazer um “mimo”, costuma-se usar maior nasalidade; se quiser demonstrar aborrecimento, a voz sairá fria, seca e assim por diante. Juntamente com as expressões faciais, o tom vocal reflete as emoções e sensações humanas. Uma voz colorida ou clara, é rica em inflexões, já uma voz escura ou opaca, tem uma linha melódica pobre. O actor faz uso de variações vocais constantemente para o engrandecimento do seu trabalho. Talvez, até o segredo de uma boa interpretação, esteja na correta ou adequada inflexão de palavras e frases. É preciso que ele tenha sensibilidade para perceber as intenções do autor de determinado texto. A partir do momento que ele entender que emoções deverão ser passadas para o público, o texto decorado ganhará verdadeiramente, vida.
Carla Guapyassú
Fonte: Interpalco

23 novembro 2007

Muzka pa fim de semana

Mindelo não pára no fim de semana e uma das opções que mais os mindelenses gostam é de ouvir música ao vivo. Espaços não faltam e os mais requisitados são o Alta Lua no Mindel Hotel e o Bar Lobby do Hotel Porto Grande.
Assim, a noite desta Sexta-feira inicia-se com o Alta Lua proporcionando um jantar self-service seguido de um desfile de moda assinado pela estilista mindelense Matilde Gomes. Para finalizar a noite as vozes inconfundíveis de Diva e Biús, acompanhados por uma banda de peso: Vamar, Jimmy, Tchenta, Jorge e Djassa. Amanhã, Sábado Biús regressa ao mesmo espaço com a mesma banda.
Já o Bar Lobby do Hotel Porto Grande - Oásis, poderá assistir hoje a um concerto com Edson, acompanhado pela banda residente, que acompanhará Constantino num outro concerto na noite de Sábado.
Bom fim de semana!

“Jesus Cristo Super Star” estreia agora em Lisboa


Filipe La Féria não pára. Depois das revistas de sua autoria de que tanto ouvimos falar, são as peças musicais que agora povoam a sua mente. Podemos referir Amália, Alice no País das Maravilhas ou o tão visto Música no Coração com a cantora e actriz Lúcia Moniz, a Laura da telenovela Vingança. E agora mais um sucesso, Jesus Cristo Super Star, que já esteve muitas semanas fazendo sucesso no Porto. Lisboa agora deliciar-se-á com a mais recente adaptação de Filipe La Féria. De recordar que Jesus Christ Super Star também é um dos maiores clássicos de sempre do cinema musical.
Como peça de teatro, subiu pela primeira vez aos palcos de Londres nos anos de 70 pelas mãos de Andrew Lloyd Weber, autor do nada mais, nada menos, segundo maior sucesso musical de sempre O Fantasma da Ópera, superado apenas por outro musical – Os Miseráveis, a partir da obra original de Victor Hugo.
Por aqui, sarron.com começa a trabalhar no segundo musical da companhia, O Feiticeiro de Santo Antão, adaptado por Neu Lopes, que também assina a música original. Isso só acontecerá no Verão de 2008.

“Corrupção” é um dos filmes portugueses mais vistos

Depois de O Crime do Padre Amaro, mais um filme português arrebata um grande número de cinéfilos. É que Corrupção, baseado no polémico livro de Carolina Salgado, "Eu, Carolina", é o filme português mais visto da actualidade – são mais de 8.000 pessoas que já viram o filme e continuam a dirigirem-se em massa às salas de cinema. Corrupção gira à volta do mundo do futebol, e da “compra” de árbitros, facto que tanto se ouviu falar no processo "Apito dourado", envolvendo uma das figuras mais carismáticas do futebol português – Pinto da Costa.
Nós aqui ficamos à espera do seu lançamento em DVD, ou talvez nem tanto, se formos apoiantes da pirataria.
Ah, saudades do Eden-Park!

“Planeta Terra” já está em DVD

A fantástica série televisiva da BBC que passou no canal privado português SIC está agora disponível em DVD. São 11 episódios que contaram com mais de 2000 dias de filmagens. Cerca de 40 câmaras filmaram o Planeta Terra como jamais o poderá ver. São imagens interessantes sobre a vida animal e momentos da natureza capazes de nos tirar a respiração. Se quer saber o preço dessa preciosidade acesse www.worten.pt e procure a lista de filmes à venda.

iPod, fruto proibido!!

Agora pensem bem e tirem as vossas conclusões. Numa versão bíblica moderna, qual seria o fruto proibido desejado por Adão? Seria a maçã? Claro... a apple!

iPod Mania



::::: SEM COMENTÁRIOS :::::

22 novembro 2007

Rappers Unidos comemoram 10 anos de actividades

Inserido na rúbrica Música Como Cultura levada a cabo mensalmente pelo Centro Cultural do Mindelo, este Sábado, 24 haverá um grande espectáculo de Hip Hop naquele espaço cultural. É já a décima edição do Rappers Unidos. Trata-se, segundo o Dj Letra, de uma reunião anual de trabalhos organizada sempre no mês de Novembro. Isso porque Novembro é o mês internacional do Hip Hop, e na última semana desse mês, uma actividade especial ligada ao Hip Hop acontece por todo o mundo. Este ano, por se tratar de uma data especial - o certame comemora 10 anos - a organização decidiu condecorar, com diplomas de mérito, os quatro patrocinadores que sempre abraçaram a iniciativa (Despachante Silvestre Silva, Centro Cultural do Mindelo, Luminotecnia Faísca e Atlantic Sound Productions). Alguns dos artistas envolvidos já contam com trabalhos editados em CD. Entre os presentes estarão artistas como EXPAVI, 4ª K, Aloísio dos Hip Hop Art, JNMP, um grupo de Santo Antão e outro artista de São Nicolau. A confeir no Auditório do CCM este fim-de-semana. AAAAAIIIIII!

TIM sobe aos palcos de S. Nicolau



O grupo teatral TIM - Teatro Infantil do Mindelo está em Tarrafal, São Nicolau para apresentar dois espectáculos amanhã, dia 23. A peça escolhida desta vez é "Linha de Pesca" e será agora apresentada no âmbito do encerramento do Projecto de Conservação Marinha e Costeira e também a convite da Comissão Instaladora da Câmara Municipal do Tarrafal. É a troupe de teatro infantil mais requisitada do país fazendo o que melhor sabe - teatro infantil com uma forte vertente educativa e ambiental. Aos nossos colegas, votos de felicidades e que continuem a trabalhar sempre. Estamos juntos!

18 novembro 2007

ÁfricaDOC selecciona realizadores cabo-verdianos

O ÁfricaDOC vai seleccionar quatro jovens realizadores/produtores cabo-verdianos para participar num workshop, que acontece de 2 a 14 de Fevereiro de 2008, em Bissau, capital da Guiné Bissau. Esta formação faz parte do programa para o biénio 2007-08 e é dirigido a Cabo Verde, Moçambique e Guiné-Bissau.

As inscrições, que se prolongam até 31 de Dezembro do corrente ano, são para realizadores ou produtores em início de carreira e podem ser feitas no Centro Cultural Português ou no endereço www.africadoc.org.
ÁfricaDOC é um projecto para cineastas e produtores independentes dos países africanos de línguas portuguesa e francesa e é desenvolvido numa parceria entre Luís Correia (LX Filmes/Portugal), Jean-Marie Barbe (Ardèche Images/França), Maty Gueye (Dakar Images/Senegal) e Noémie Mendelle (Scottish Documentary Institute/Escócia).
O seu principal objectivo é contribuir para o surgimento de novos cineastas nos países africanos, fazer a sua integração no mercado internacional e melhorar as competências dos realizadores e produtores para que estes possam acompanhar a evolução das tecnologias de desenvolvimento de projecto, produção e distribuição.
O projecto, que já vai no seu 5º ano, pretende ainda promover a co-produção, divulgação e circulação de obras de autores africanos entre os países de língua portuguesa, o desenvolvimento de co-produções entre africanos e entre estes e europeus, juntar televisões europeias com difusão em África à produção de obras documentais criadas por autores africanos.
O documentário “Batuque, a alma de um Povo”, do realizador cabo-verdiano Júlio Silvão, é uma das 24 produções que já beneficiaram do projecto.
in: asemana online

15 novembro 2007

“Eva” de Germano Almeida concorre a prémio ibérico

O romance “Eva”, do escritor cabo-verdiano Germano Almeida, é um dos livros, entre centena e meia, que vai concorrer à edicão 2008 do prémio literário Casino da Póvoa de Varzim, em Portugal, parte integrante do encontro de escritores de expressão ibérica “Correntes d'Escritas”.
Também Mia Couto, escritor moçambicano, concorre com “O Outro Pé de Sereia” e Pepetela, de Angola, concorre com “Predadores” a este prémio com um valor pecuniário de vinte mil euros.
O vencedor será conhecido a 12 de Fevereiro de 2008.
O “Correntes d’Escritas” tem ainda um prémio literário juvenil associado, o “Correntes d’Escritas/ Papelaria Locus” com um valor monetário de 750 euros e cujo prazo para entrega de trabalhos termina no dia 30 deste mês.
Ana Paula Tavares, escritora, Carlos Quiroga, professor da Universidade de Santiago de Compostela, Luiz Fagundes Duarte, professor da Universidade Nova de Lisboa, Maria Lúcia Lepecki, professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Patrícia Reis, escritora e editora da revista Egoísta, integram o júri que apreciará e divulgará, em Janeiro, a lista dos finalistas.
O ano 2008, por ser par, só admitiu a concurso trabalhos de romance, novela ou conto, este último só para a categoria juvenil.
No 12 de Fevereiro, primeiro dia de actividades do próximo Correntes d’Escritas, o Júri decidirá quem será o vencedor.
A obra vencedora será divulgada no dia 13, na cerimónia oficial de abertura do encontro de escritores de expressão ibérica, e o prémio, no valor monetário de 20 mil euros, simbolizado numa Lancha Poveira, será entregue na sessão de encerramento do evento, no dia 16.
Tanto este como o prémio Casino da Póvoa distinguem, nos anos ímpar, obras em poesia e, nos anos par, obras em prosa.
O encontro, que vai decorrer de 13 a 16 de Fevereiro, contará com um diversificado programa de mesas de debate, visitas de escritores a escolas do concelho, sessões de cinema, teatro e poesia, tudo para voltar a fazer da Póvoa o centro de atenções do mundo literário.


in: asemana online