CONTACTO PARA SHOWS: (+351) 936004444 - A2Z MUSICAL PRODUCTIONS
13 junho 2008
TC de viagem marcada para terras de Cabral
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10 junho 2008
Cândida Rocha expõe no CCM
Cesária Évora cancela tournée de verão na Europa
A cantora Cesária Évora anulou a sua tournée europeia que deveria começar em finais deste mês de Junho pela França. A notícia foi confirmada pelo produtor da Diva dos Pés Descalços, Djô da Silva, em entrevista concedida na manhã de hoje, terça-feira, 10, à RCV.
Djô da Silva esclarece que o motivo do cancelamento dos espectáculos tem a ver com o estado de saúde de Cesária Évora, que recentemente passou mal e teve de cancelar um espectáculo na Austrália. "O médico, ultimamente, achou a Cesária muito cansada e pediu que cancelássemos a tournée de verão", disse Djô da Silva, que garantiu, no entanto, não haver nada de grave, mas que a Cesária Évora deverá descansar nos próximos três meses.
O produtor da Cesária Évora explicou ainda que as casas de shows na França, Suíça, Bélgica, Polónia, Roménia, Grécia, Itália e Espanha, onde a Diva deveria actuar já foram informadas no sentido de tomarem as medidas necessárias, como a devolução dos bilhetes e em caso de festivais vão tentar apresentar outros artistas em substituição de Cize.
in: asemana online
São Nicolau vai ter um Museu de Arte Sacra
Segundo a Inforpress, a Diocese de Mindelo cede o prédio ao Ministério da Cultura e este compromete-se a introduzir as obras necessárias para a restauração e conservação do edifício, só não podendo alterar a arquitectura original no edifício principal.
Ainda no Mindelo, Manuel Veiga assina com a viúva do escritor Baltasar Lopes da Silva, um protocolo para a criação da “Casa de Memória Baltasar Lopes da Silva”. Teresa Lopes da Silva coloca à disposição do MC o prédio rústico, em Lagedos, Santo Antão, onde viveu o autor de "Chiquinho".
O prédio, segundo informações do Ministério da Cultura, vai ser transformado numa espécie de “Casa de Memória Baltasar Lopes da Silva”, onde se poderá encontrar todo o legado do fundador da revista “Claridade”.
Sérgio Figueira nas celebrações do 10 de Junho
Filho dos conceituados artistas plásticos Luísa Queirós e Manuel Figueira, Sérgio Figueira realizou os seus estudos superiores em música na Escola Superior de Música de Lisboa. O músico, que já actuou em diversos festivais internacionais de música étnica, no Centro Cultural de Belém, nos Encontros ACARTE e no 1º ciclo de música clássica de Cabo Verde, tem o seu primeiro disco a solo na forja.
Também de Portugal virão José Peixoto, guitarrista do grupo Madredeus, e a cantora Maria João. Com o contrabaixista Damiam Cabaud e o percussionista José Salgueiro, a dupla apresenta na próxima terça-feira, às 21h30, no Auditório da Assembleia Nacional, o concerto “Pele”. O repertório do espectáculo compõe-se de temas de José Peixoto com letras de Tiago Torres da Silva, Eugénia de Vasconcellos e do próprio compositor.
Na quinta-feira, 12, às 19h00, no Auditório do Instituto Camões - Centro Cultural Português, Princesito faz um show intitulado “Mi en Si”. “ É o concerto que traz à plateia coisas que cantamos, escrevemos, pensamos. E sonhamos com a certeza de que nunca serão reveladas a ninguém”, explica o cantor e compositor.
A festa encerra na sexta-feira, 13, com a inauguração de “Portugal, Património da Humanidade”, às 18h45, no IC-CCP. Trata-se de uma exposição que apresenta os 13 monumentos, sítios e paisagens Lusas que foram integrados na Lista do Património Mundial, desde 1983.
De acordo com o adido cultural do Instituto Camões, João Neves, a instituição pretende com esta amostra “dar a conhecer esses bens, que foram considerados pela UNESCO de valor universal excepcional e que, além de paisagens naturais e de marcas da Pré-História, que se destacam pela sua singularidade e importância mundial, apresentam uma materialização do espírito de uma cultura que teve repercussões únicas na história da Humanidade”.
TSF
Exposição Ambientalista no CCM
Foto: Neu Lopes
07 junho 2008
"Biografia dum Criôl" está em todas
"O grupo teatral SARRON.COM estreou a peça "Biografia dum Criôl", em homenagem a Manuel d'Novas. O Auditório do Centro Cultural do Mindelo foi pequeno para acolher todos os que quiseram assistir à peça. Nos dias seguintes, o público voltou a encher a sala."
Eduino Santos - Expresso das Ilhas
"Mindelo 31 de Maio - O grupo teatral SARRON.COM estreou ontem, dia 30 de Maio, a peça "Biografia dum Criôl", em homenagem a Manuel d'Novas. O Auditório do Centro Cultural do Mindelo encheu-se na estreia da peça. O público reconhecia e acompanhava as músicas que compõem a história."
Eurico H. Santos - Liberal online
"O frenesim da ante-estreia já tomara conta do Hall do Centro Cultural do Mindelo. O público acotovelava-se ancioso por abrir a grande porta do auditório e questionava-se: Manuel d'Novas vai estar aqui?, vai tocar? Afinal estavam lá para ver Biografia dum Criôl, um musical que se baseia nas centenas de composições do grande trovador - prestes a completar 70 anos - foi criado e interpretado por Sarron.com para homenageá-lo."
Teresa Sofia Fortes - A Semana
"Fechadas as luzes, a emoção aflorou à pele aos primeiros versos de Biografia dum Criôl na boca de Neu Lopes. Guitarra ao peito, o filho de Manuel d'Novas era o reflexo da comoção que marcaria os 90 minutos da peça."
Teresa Sofia Fortes - A Semana
"(...) quem encheu o auditório do Centro Cultural do Mindelo sorriu e também riu a bandeiras despregadas, emocionou-se até às lágrimas com as alegrias, peripécias e desventuras de Djón, Naiss, Frank, Djindja, Rosy, Nhu, ora recordando as suas vivências, nos anos 60 a 90, ora descobrindo um mundo novo onde palavras como Buldónhe, Fnhanga, Merguióde bóca na vidre, Matim, Ca ta mjá na nhame, Brajêr, Dá pinôte ou Badjôdje eram assim como comer e dormir. Porque Biografia dum criôl é a vida do cabo-verdiano, de todo o cabo-verdiano, em 90 minutos. E, sim, merece e deve ser visto por todos os cabo-verdianos aqui e além-fronteiras."
Teresa Sofia Fortes - A Semana
Fotos: João Barbosa
Um grupo de poderosas nos bastidores
Wesley, o actor revelação
As crianças de "Biografia dum Criôl"
Em cima, da esquerda para a direita:
Katy, Willy, Cleudir e Mireille
No centro:
Wesly
Nicole, a nossa querida mascote
Uma actriz para o futuro, com certeza.
Novos elementos integram a SARRON.COM
Auditório Nacional Jorge Barbosa entra na era da gestão privada
06 junho 2008
UM DESABAFO
Olá, sou o Guy Monteiro, um estreante pelas andanças deste mundo transparente e fantástico do teatro e da arte em geral.
Em primeiro lugar, não quero deixar de agradecer a essas pessoas que sempre me mostraram o caminho e me apoiaram nesta estrada que espero percorrer o mais que puder, a fim de dar minha contribuição para a nossa cultura. Quero dedicar este trabalho, em primeiro lugar, para toda a minha família e meus grandes amigos, passando por João Branco, Bety Gonçalves, Neu Lopes, Sílvia Lima, etc. Sem vossa disponibilidade, atenção e confiança, hoje não teria um dos meus sonhos realizados –subir um dia no palco do CCM. Agradeço ainda a todos os que, de uma forma ou de outra, apoiaram, o público que sempre deu uma resposta positiva, e que fizeram com que eu continuasse. Espero continuar a agradar-vos.
Sarron.com, um outro sonho realizado. Nunca esperava vir a ser elemento de um grupo de tanto peso e respeito. Um obrigado atodos os actores da companhia que me apoiaram sempre. Por isso, parabéns à cultura, parabéns ao teatro, parabéns a todos.
MEU GRITO
Alguma vez já pararam para pensar como está a nossa identidade cultural, onde vamos, o que vai acontecer? Não? Pois vou aqui dar a minha opinião sincera.
Para mim o que está a acontecer nunca poderia acontecer com a cultura de um país. Somos um conjunto de ilhas voltadas para a cultura, para o turismo, e é isso que nos serve de cartão postal lá fora. É por isso que temos que eliminar esse erro que vem acontecendo a cada dia no nosso país, não criar mais, poças. Vou exemplificar – porque é que um recluso da cadeia civil ou outro cidadão qualquer inventa um estilo de chinelo e depois aparece um chinês ou um cidadão da costa de África que o compra e, poucos dias depois cópias desse modelo aparecem à venda em suas lojas ou local de venda, sem autorização do seu criador? O pior é que, muitas vezes, nem o nome do nosso país sabem escrever correctamente. Meu Deus, e quando um turista compra um par de chinelos escrito “Capo Verde” ou com uma bandeira com sete estrelas? Minha gente, um’ ca crê esforçá pulmão, mas como poderemos ser reconhecidos pelo mundo com produtos falsos? O turista pensa estar a levar produtos genuínos de Cabo Verde, mas acaba por levar produtos chineses ou de algum sítio da África. Não sou contra o negócio deles, mas violar a nossa cultura assim ca ta dá! Senhores dirigentes, Ministros, ajudem-nos a começar a pensar nisso, porque em São Vicente não há uma estátua do nosso líder imortal, Amílcar Cabral, do Renato Cardoso, de Nhô Roque. Isso está mal e toda a gente anda de olhos fechados. Cinema, Je t’aime, Centro de Artesanato, já era! Devo chorar? Dou este grito a todos que quiserem aceitá-lo, esperando que me compreendam. No nosso país todos são aceites, mas nô ca ta bem tchás tchegá e pensá qu’ês ta bem salgá nôs catchupa. Nossa cultura é bonita e resistente, embora flexível, mas tenho pensamento positivo e espero que tudo termine bem, a bem da próxima geração.
Continuo por aqui, e falarei mais se necessário.
Obrigado!
Guy Monteiro
04 junho 2008
"Biografia dum Criôl" - As primeiras imagens do espectáculo
Obrigado, Nancy
CABO-VERDIANOS BRILHAM EM FILME SOBRE MÚSICA
Lusofonia a (R)evolução liga 220 milhões de pessoas que expõe uma visão sobre identidades, ritmos, melodias e danças com pontos comuns em relação a sua criação artística no espaço de língua portuguesa.
O Filme de 60 segundos está integrado no ciclo de documentários Maio.doc que acontece até 9 de Junho na Praia e no Mindelo realizado pelo IC-CCP. Durante toda a mostra serão exibidos cerca de 25 trabalhos de realizadores de Cabo Verde, Angola e Portugal.
No Mindelo, a grande espera foi pelo documentário cabo-verdiano Batuque - A alma de um povo, de Júlio Silvão. O filme mostra todos os bastidores do nosso tradicional batuque, desde os ensaios, a celebração até a paixão de seus integrantes.
Ex-Centro Nacional de Artesanato pronto até Outubro
Manuel Veiga visitou esta manhã as obras de remodelação em curso no palacete da Praça Nova, na companhia do presidente do Instituto de Investigação e Património Cultural (IIPC), Carlos Carvalho, e outros técnicos do seu ministério, e explicou que, apesar do “longo tempo” de remodelação e, consequente encerramento do edifício, o Governo quer ter um património “muito bem” acabado.
Os mindelenses têm razão, as obras de recuperação já consumiram muito tempo, considerou o governante que precisou, no entanto, que é necessário ter em conta que toda a recuperação leva tempo, sobretudo quando é feita pela primeira vez pois, em caso contrário, fica “muito mais difícil” corrigir depois.
“Eu acredito que o tempo que nós demoramos a fazer a obra justifica o objectivo que é dotar São Vicente de uma boa estrutura cultural capaz de acolher o Museu da Arte”, assegurou.
O Ministério da Cultura pretende, assim, que o edifício abra as portas até Outubro como forma de coincidir com as celebrações do Dia Nacional da Cultura, a 18 de Outubro, e que este ano se comemora sob o signo da música.
Fonte: Inforpress
Titina lança "Destino Cruel"
Cruel Destino confirma a sua preferência pelos compositores mais tradicionais?
Sim. E em Cruel Destino todos estão representados porque são fontes inesgotáveis de composições. Já vou com 50 anos de música e dediquei toda a minha vida aos compositores da minha preferência: B. Leza, o meu mestre, Frank Cavaquinho, Jota Monte, Gen Tavares, Lela de Maninha.
Tcheka à conquista dos Estados Unidos

Tcheka dá um concerto no Old Town School of Folk Music, em Chigaco, Estados Unidos, esta quarta-feira, 4 de Junho. É o primeiro de 14 espectáculos que o cantor cabo-verdiano fará durante os meses de Junho e Julho no maior e mais competitivo mercado discográfico do mundo.
Tcheka viajará pelas principais cidades dos Estados Unidos - Detroit, New York , Los Angeles, entre outras - para apresentar Lonji, o seu terceiro disco a solo. Um álbum em que, diz a crítica especializada, Tcheka viaja profundamente no território experimental.
O site Janela Urbana escreve que Tcheka, Prémio RFI Música do Mundo 2005, “mantém-se fiel às cordas acústicas ricamente texturadas e aos ritmos crioulos, ao mesmo tempo que incorpora elementos electrónicos e sons ambientais que conferem aos temas uma sensibilidade fresca e futurista”.
O resultado é “uma visão inteiramente nova acerca do que significa ser Crioulo na era global: um produto híbrido das forças históricas da escravatura, colonialismo e independência nacional, mas também uma marca profunda das forças pós-modernas”.
21 maio 2008
Biografia dum Criôl - CARTAZ OFICIAL
ESTREIA À VISTA
A SARRON.COM é uma companhia que sempre primou pela salvaguarda dos valores culturais cabo-verdianos. Assim, até hoje apresentou peças de autores cabo-verdianos, neste caso, escritos pelos próprios elementos. Mas vêm aí adaptações e peças de dramaturgos nacionais. Queríamos apresentar mais uma peça dentro desse quadro para o Março, Mês do Teatro 2008. Neu Lopes discutia com o primo Júlio Fortes sobre uma possível peça a apresentar pela companhia. Júlio, então, avançou a ideia de apresentar uma peça baseada em músicas de Manuel d’Novas. É claro que a ideia era boa. Ainda por cima ficaria em família, uma vez que Neu é filho do compositor e Júlio sobrinho. Mas Júlio não contava com a ideia de Neu a transformar num musical. Assim, postas mão à obra, Neu começou a escrever o texto, tendo como base cerca de setenta composições de Manuel d’Novas. E nasceu assim “Biografia dum Criôl”, baseada sobretudo na morna de mesmo nome, mas contada e cantada através da longa carreira musical daquele que é o maior compositor cabo-verdiano de sempre.

Biografia dum Criôl é uma revista que retrata a vivência do crioulo de Mindelo, suas raízes, suas venturas e desventuras, conquistas e derrotas, sua vontade de emigrar e descobrir novas terras, a saudade, as frustrações e decepções, as partidas(1), bem como o que mais nos faz viver – a nossa paródia. Enfim, a nossa cabo-verdianidade.
Djón, Naiss, Frank e Djindja são quatro amigos inseparáveis. Conhecem-se durante sua infância/juventude e, juntos, vivem muitas aventuras, fazem peripécias, conquistam raparigas, apaixonam-se. Mas a vivência não se restringe às paródias e à vida boémia. Com o tempo a idade aperta e o dinheiro faz falta, pelo que tentam procurar emprego para melhorar de vida. Não vendo uma solução para suas vidas, Djón viaja para o estrangeiro e vai trabalhar num vapor grego. Naiss dá pinote num vapor atracado no porto e mais tarde fica-se a saber que teria desembarcado em Dacar , passando por Paris, Rotterdam e por aí além, enquanto que Frank e Djindja continuam sua vida no Mindelo. A experiência de Djón não é agradável e as saudades da terra e de sua “cretchêu”, Nhú são muitas. Naiss teve mais sorte, mas é um “gargantude” e “basôfe”. Com sentido oportunista deixa a namorada e envolve-se com uma professora, mas essa trai-o com um holandês e Naiss acaba aceitando um filho louro de olhos azuis.
São essas e outras as aventuras vividas por esses quatro homens/rapazes e todos os que o envolvem, numa cidade do Mindelo entre finais dos anos sessenta e os anos noventa.
(1) Peripécias
O Texto
Imaginem as mornas e coladeiras de Manuel d’Novas. Engraçadas, não é? Tentem metêlas todas juntas num liquidificador e juntem um pouco mais de tempero. Pois é mais ou menos isso o resultado do texto de Neu Lopes. O texto em “Biografia dum Criôl” é uma salada de textos e sua musicalidade com uma sequência lógica. Aliás, foram as músicas de Manuel d’Novas as únicas culpadas pelo surgimento dos personagens e situações que formam os três quadros desta peça.
No primeiro quadro a vivência e a amizade dos inseparáveis amigos introduzem o espectador à história de suas vidas. Desenvolvimentos importantes acontecem até o dia em que resolvem se separar e ir à procura de seus sonhos e de uma vida melhor.
O segundo quadro fala da emigração e do amadurecimento. A separação dos amigos é inevitável. A emigração bateu à porta, há dificuldades que surgem e a saudade aperta. Mas a vivência dos mindelenses continua a mesma.
O terceiro e último quadro traz a reunião dos inseparáveis amigos. Novas aventuras surgem mas a família, o valor á terra e à cultura se impõem, obrigando a todos a mudarem de atitude, contudo preservando seus valores.
O texto em “Biografia dum Criôl” é rico em palavras e expressões próprias e épicas de São Vicente. É claro que, para os mais jovens, surgirão palavras estranhas ou simplesmente engraçadas durante toda a peça. Assim, decidimos fazer uma recolha de algumas dessas palavras, dignas de serem relembradas e exploradas, principalmente pelo seu valor social e histórico.
O Cenário
O cenário é um trabalho conjunto, baseado no ambiente mindelense e num ambiente estrangeiro, em que os emigrandes fazem sua aparição, quer seja no trabalho, quer seja num momento de descontração.
Assim, foi criado um cenário móvel que acompanha as várias cenas, mudanças e complexidade de acção. A mudança cénica e iluminação acompanha sempreo ritmo da música e da própria peça, num ambiente de muita cor.
A coreografia
A coreografia também é um trabalho colectivo nascido nos ensaios. Porém, na música “Crioula” a troupe contou com o trabalho do Professor Alfredo, especialista em coreografia e danças de salão. Isso porque, em determinadas cenas há uma grande necessidade de cenas mais forjadas e com ritmo, para dar côr a qualquer musical ou revista.
O Guarda-roupa
Mais uma vez, Neu Lopes apresenta todo o desenho do figurino à companhia. Em “Biografia dum Criôl”, esse figurino foi baseado em modelos dos anos 60 a 90, incluindo roupas infantis. A equipa liderada por Manú Lopes, que também se ocupa dos adereços e da caracterização, é responsável por concratezar esse projecto que surgiu no seio da própria companhia.
A música
The last but not the least!
A música é soberana na peça. Há momentos com ambientes musicais retirados de registos de intérpretes já nossos conhecidos. Porém a música que se canta na peça teria que ser feita à altura dos seus intérpretes, pelo que teriam que ser gravadas para o efeito. Foi assim que surgiu um leque de bons músicos para dignificarem esse maravilhoso mundo Noviano.
Para começar, o pianista – Fernando Andrade. Ele é pianista e chefe de orquestra de Cesária Évora. Sobrinho do compositor, conhece sobejamente suas músicas desde criança, pelo que se sentiu completamente à vontade para estar à frente da interpretação e arranjo de boa parte das mornas e coladeiras. Para complementar entrou um leque de jovens músicos, na maioria filhos de músicos e intérpretes do Mindelo - Rossini Santos, Edson Lopes, Ivan Medina, Ivan Gomes, Cipi, Gibê, Jean Gomes e o próprio Neu Lopes que assinou também alguns arranjos, programação de sintetizadores, percussão e bateria e criação de ambientes sonoros.

História Teatral
UPGRADE (BÔ) DEMOCRACIA (de Alexandre Fonseca Soares) – 2006
UM VEZ SONCENTE ERA SÁBE (de Neu Lopes) – 2007
UM CINQUINTINHA? (de Neu Lopes) – 2007
Próximas Estreias
NHA ROSA DE MONTE VERDE (adaptação do conto tradicional) – Mindelact 2008
BLIMUNDO (adaptação do conto tradicional) – 2008
O FEITICEIRO DE SANTO ANTÃO (adaptação do conto tradicional) – 2009
Sobre Teatro de Revista
Em Cabo Verde
Mesmo sem muita experiência teatral e sem qualquer formação de base, fez-se teatro de revista com qualidade no Éden-Park. Nomes como Mário Matos e Manuel Neves (Sr. Néna) deram vida a esse género das artes cénicas, fazendo um importante uso do humor crioulo e criticando o regime político e sócio-cultural da época. Não era aquele teatro exuberante como o português e o brasileiro, mas era muito criativo e de qualidade inquestionável, aproveitando a criatividade dos artistas para a música, figurinos, cenografia, dramaturgia, etc.
A revista e o musical deixaram de ser géneros aproveitados em Cabo Verde durante muitos anos até em 2006, ano que a Sarron.com – Companhia de Teatro apresentou a peça “Um Vez Soncente Era Sábe”, com músicas originais, coreografia e muito humor, num São Vicente dos tempos áureos do Porto Grande.
A Equipa
Aguinaldo Monteiro
Edilson Fortes
Djay fortes
Manú Lopes
Nadira Delgado
Neu Lopes
Osvaldo “Shaka” Santos
Patrícia Alfama
Karina Lizardo (Actriz Convidada)
Mariza Santos (Actriz Convidada)
Micau Zacarias (Actor Convidado)
Romilda Silva (Actriz Convidada)
As Crianças
Katy Rodrigues
Kleudir Lima
Mireille Delgado
Wesley Lopes
William Patrick
Dramaturgia e Encenação
Neu Lopes a partir de uma ideia original de Júlio Fortes
Direcção de Cena
Ivany
Direcção Musical
Neu Lopes
Músicos
Fernando Andrade – Piano e Arranjos
Rossini Santos – Percussão
Ivan Medina – Guitarras
Cipi – Cavaquinho
Gibê – Cavaquinho
Edson Lopes – Baixo
Ivan Gomes – Guitarras
Jean Gomes (John de TVEC) – Harmónica
Neu Lopes – Programação, Recoreco e Arranjos
Coros
Margarida Brito e Neu Lopes
Coreografia
Colectivo
Sonoplastia
Neu Lopes
Operação de Som e Controle de Microfones FM
David Medina e Fonseca Soares
Figurinos
Neu Lopes e Manú Lopes
Concepção de Figurinos
Boutique Soraya
Caracterização
Manú Lopes
Cenografia
Neu Lopes, Fernando Morais e Micau Zacarias
Carpintaria
Micau Zacarias
Desenho de Luz
Anselmo Fortes
Operação de Luz
Faísca Luminotecnia
Promoção e Marketing
neulopes – Design & Projectos, Lda.
SÓDESENH
Costa & Costa
Produção
SARRON.COM – Companhia de Teatro
Direitos Reservados
Espectáculo:
Emanuel Lopes (Neu Lopes)
Músicas:
Manuel de Jesus Lopes (Manuel d’Novas)
SACEM
SPA – Sociedade Portuguesa de Autores
África Nostra
GLOSSÁRIO DE PALAVRAS E EXPRESSÕES
Buldónhe – pessoa habilidosa; aquele que é capaz de fazer quase tudo com alguma facilidade
Bambude – carregado
Merguióde bóca na vidre – a embebedar-se
Direta – paródia; festa sem parar
Merme – triste; vazio; sem nenhuma novidade
Nem chapa nem pau – nem vapor em metal nem barco de madeira
Sarandá – dá um saranda; dar uma volta; passear
Mordê – morder; beber (bebidas alcoólicas)
Fnhanga – pequeno baile (geralmente em lugar fechado, casa ou clube)
Rambóia – grande baile; baile popular com muitas pessoas
Pickupada (picapada) – (do inglês pickup) baile cuja fonte musical é um gira-discos
Inrrocá – surpreender alguém (normalmente uma pessoa corre atrás de alguém e outra fica à espera para apanhá-la)
Burbitche – barbiche
Séma – espécie de aguardente de péssima qualidade
Falcão – marca de cigarro sem filtro
Ingli espirte – simular; enganar
Ingli – beber (bebidas alcoólicas)
Tracolá – misturar
Desasná – acordar; desinibir-se
Matim – grogue (aguardente) com mote (ervas)
Tchusside – atrevido
Ca ta mjá na nhame – não é para brincadeiras
Saltá pidrinha de janela c’chapêu na mon – levar uma grande repreensão; ser castigado
Carapau de corrida – metido; atrevido
Boi de bóca de lume – figura popular para simbolizar o medo e o terror (tal como catchorróna ou canilinha)
Ta morrê pêxe – que está em voga, na moda
Fazê tchintchin – espécie de passo de dança; fazer modinha
Nutridinha – muito bonita; atraente; sensual
Trublá – desorientar-se
Ca ta pa sementêra – que não fica para sempre
Brajêr – falso amigo; que cria confusão
Tchoquêra – de tchoco (que cheira mal); mau comportamento; comportamento dissimulado
Esgonsadinha – desajeitada
Nhô Gene – referente a Eugénio Tavares
Dá pinôt – fugir
Firmám’ – afirmar-me; aceitar-me
Desmantchá n’ága de tchuque – zangar-se; desfazer uma amizade
Escrapatchóde – bem evidente; bem explicado; destacado de modo a não suscitar dúvidas
Esprajóde/Esprajá – relaxar; descontrair; divertir
Bolice – confusão
Tchufti – acontecer; preocupar
Metido num sóque de sampê – estar dentro de um saco com centopeias; estar metido num grande sarilho
Ricurse – recursos
Psu nhô n'denga – estar em sarilhos
Trucide – algo difícil de resolver
Bife de caneca – lanche leve, geralmente com pão e chá
Batchi pancada – bater; agredir
Liment’ de lagume – alimentos à base de legumes e hortícolas
Pills – marca de cerveja
C’rósca montóde – em situação difícil de resolver
Lifting – resto de cigarro (geralmente quase a atingir o filtro)
Escomandóde – fora de comando; sem regras
Zigzagueante – em zigzague; sem rumo
Scandinávia – conhecido restaurante de outrora no Mindelo
Pimm’s – antiga discoteca mindelense
Xê-nu – sobejamente conhecido bar mindelense
Badjôdje – namorado
Caí na lume – ser enganado e ficar em situação conflituosa
Carrim sport – carro desportivo
Jogue de póca – poker
Quem bá na praia t’otchá um tartaruga – expressão utilizada para um acontecimento raro
Culmiss – preocupação; dificuldade
Buteada – raparigas (geralmente bonitas, atraentes e disponíveis)
Bizniss – do inglês business; negócio
Plia – cisco
Plia mau – aquele que não é bem vindo
Castanhata – espécie de peixe
Gantchinha – menina de vida; espécie de prostituta não declarada
Retrancadim – justa; apertada
Ranjá namores – iniciar namoro
Póss Bióne – espécie de ave de rapina que era predominate em Cabo Verde, hoje quase em extinção
Mandá pa stótcha – mandar embora; ignorar; livrar-se de
Cossá ôsse – partir para a briga; agredir
Conê – diminutivo de conecimente (conhecimento)
Sucdi – sacudir; livrar-se de
Bazunzód – fora de si
Cusinha de manha – amor; querido(a)
Trôte – estrangeiro; terras estrangeiras
Rabolice – confusão; movimento
Marozinha – exibicionista
Cantiga de rótcha já ca é de morada – cantiga do campo já não é como cantiga da cidade; o mundo mudou
Casinha branca – cemitério
Folha de trabói – mentira; gabar
Bzuk – inocente
Providença – previdência; expediente
Linga pintada – linguaruda
Cutchi – bater; agredir
Bitche rum – coisa ruim; fantasma
Oitenta melodoioso – olhar guloso
Ó que musquinha mjá – quando tudo piorar; tomar um rumo incontornável; sair do controlo
Sentá mon – bater; agredir
Tchuquinha – forma carinhosa de dizer querida
Trançá – misturar
Paiófe – do inglês pay off; dispensar/abandonar o companheiro
Cascá na tribunal – chamar à justiça; denunciar
Tchpá dêde – chupar o dedo; ficar abandonado
Goitá – observar; espiar; ficar de olho
Ptá na praça – denunciar
Segunde grau – antiga 4ª Classe
Burnide – espalhado
Gatchóde – escondido
Tabanka – povoação indígena da Guiné-Bissau (neste caso toda a povoação ocupada)
Tchoradinha – choradinha; referente ao choro do violão
Fanuquinha – forma carinhosa de dizer querida
Manhentésa – gula; inveja
Trutchi – apertar; maltratar
Djô cabá c’fume – antiga figura mindelense; indivíduo forte e arruaceiro
Fanóca – o mesmo que fanuquinha
Vassalamente – folia
Cama pintóde de frêsque – cama pintada de fresco; cama que não é usada pelo dono durante muito tempo
07 maio 2008
Alguns dos Músicos de "Biografia dum Criôl"
Uma visita especial
Ivany, Shaka, MicauZacarias, Dí Fortes
Karina Lizardo, Paty Alfama, Nadira Delgado, Luciano Lopes, Neu Lopes
Mariza Santos, Gui Monteiro, Djay Fortes, Manú Lopes
Nancy Vieira leva "Lus" cabo-verdiana a Leiria

Nancy Vieira apresenta esta quarta-feira, 07, no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, na zona centro de Portugal, o seu terceiro álbum "Lus".
"Lus" marca uma aposta no cruzamento das sonoridades cabo-verdianas, como a morna, a coladeira, o funaná e o batuque, com sons de outras paragens, nomeadamente do Brasil (samba e bossa nova, já adoptados como géneros musicais em Cabo Verde) e da América Latina - Peru (landón) e Cuba (danzón e son).
Trata-se, enfim, de um encontro entre "as raízes cabo-verdianas e uma universalidade musical", como a própria Nancy Vieira referiu, numa entrevista a «A Semana», há alguns meses atrás. ~
Sendo um disco com uma sonoridade totalmente acústica, o novo álbum de Nancy Vieira realça não só a sua inegável qualidade vocal, como também a qualidade musical do reportório seleccionado. Os arranjos, na sua maioria do também produtor musical Jorge Cervantes, tendem para uma assumida simplicidade.
Mayra Andrade arrebata mais um prémio, agora em Cuba

Cubadisco costuma premiar grandes produções musicais relevantes e de honra, e é o mais importante prémio da Cuban Music Record Industry. Este ano o galardão é dedicado a África e à sua diáspora, e o tema é Música & Poesia.
Também foram agraciados o brasileiro Chico Buarque, o grupo espanhol Ojos de Brujo e a colecção Grabaciones Inéditas del Teatro de la Zarzuela.
A intérprete cabo-verdiana vai participar na cerimónia oficial, durante a XII Feira Internacional Cubadisco- que acontece de 17 a 25 de Maio na capital cubana, Havana- para receber o prémio.
Disco de Ouro em Portugal, Prémio BBC Rádio 3, um dos Melhores de 2007 pelo diário britânico The Observer e prémio das Críticas de Discos Alemães são outras conquistas de Mayra Andrade com Navega, um dos mais premiados da história da música cabo-verdiana.
Mayra já programou o seu próximo álbum para o final deste ano. Portanto, 2009 promete mais um CD de Mayra.
Colectânea de poesia “Na Liberdade” lançada na Praia

O volume reúne poetas de Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, S. Tomé e Príncipe e Timor-leste, no qual assume particular relevo a participação de 11 poetas cabo-verdianos.
Por ocasião do trigésimo aniversário do 25 de Abril de 1974, a editora Garça tomou a iniciativa de convidar três poetas para coordenarem a elaboração de uma colectânea-antologia que plasmasse em poesia o que foi a reconquista da Liberdade, com o derrube do regime ditatorial, em Portugal, e todo o desencadear de acontecimentos surgidos com a democracia, nomeadamente, o fim das guerras coloniais e o reconhecimento do direito à independência dos povos até então dominados pelo colonialismo português.
Durante um ano, Jorge Velhote, Nicolau Saião e Nuno Rebocho contactaram poetas da CPLP e prepararam “Na Liberdade”. De acordo com uma nota de Centro Cultural Português, mais de uma centena de poetas (alguns, entretanto, já falecidos) responderam ao convite e os seus poemas encontram-se reunidos neste livro que se apresenta agora em Cabo Verde.
Corsino Fortes, Jorge Carlos Fonseca, José Luís Hopffer Almada, José Luís Tavares, Mário Fonseca, Onésimo Silveira, Oswaldo Osório, Tchalé Figueira, Vasco Martins, Vera Duarte e Arménio Vieira constituem a participação de Cabo Verde na antologia, a par de poetas como Mário Césariny, Sophia de Mello Breyner, Manuel Alegre, Nuno Júdice, Vasco Graça Moura, Alda Espírito Santo e Luís Carlos Patraquim.
A apresentação da obra esteve a cargo do jornalista e professor Daniel Medina e serão ditos poemas por José Braga-Amaral (poeta e editor), Nuno Rebocho (coordenador) e pelos poetas participantes na colectânea que estiverem presentes.
Amanhã, 8 de Maio, pelas 18:45h, o jornalista, escritor, poeta e actor português José Braga-Amaral, da “Confraria da Palavra Dita” do Douro português, apresentará, no Auditório do IC-CCP Praia, o espectáculo "Entre o rio e o mar – Miguel Torga no arquipélago da poesia".
Em torno da poesia de Miguel Torga (do qual se celebrou em 2007 o centenário do nascimento e ocasião para a qual foi concebida esta homenagem), articulada com a contemporânea poesia cabo-verdiana, o poeta José Braga-Amaral concebeu um espectáculo multidisciplinar, conjugando a palavra, a imagem e a música, que agora se apresenta ao público da cidade da Praia.

















