11 fevereiro 2008

TC em Digresão por Portugal



A Boys Band caboverdiana TC estará em Portugal durante o mês de Fevereiro para concertos, divulgando seu primeiro trabalho discográfico "By TC".


CALENDÁRIO DE SHOWS

Dia 15 - Discoteca Mussulo - Lisboa
Dia 16 - JB CLUB - Braga
Dia 22 - Discoteca LUANDA - lisboa

A Música de Manuel d'Novas (4)

CONTRATEMPO
(Coladeira - 1978)


Ó morininha
Dtchám pertób na nha peito
Pam’ bem baiób na contratempo
Na estilo di gente antigue
Ó crióla di nha terra
Dam’ bô sorriso
Bô perfume assim cma rosa
Tud ternura qui bô tem
Cada dia más fofinha
Deusa crióla di nha vida

Bem nô relembrá
Quês baim sabe lá na Jacob
Lá na José de Canda e Jom Tolentino
Que tava brincód co más cretcheu
Tempo q’já bai
Pa Carnaval era um sabura na Mindelo
Tudo gente c’sês cama pintód de fresque
Ai quês temp ca ta voltá


Direitos Reservados
(Editing/Publishing)

Manuel de Jesus Lopes
(Manuel d'Novas)
SPA
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Africa Nostra
Harmonia

A Música de Manuel d'Novas (3)

TCHÔM FRIO
(Coladeira - 1968)

Menina cuidód na bô vidinha
Ca bô estód ta inganá parcêr
Ês bô passeio pa ladaínha
Tem pegód na prazêr

É mim qu'pô pê num tchôm frio
Aônte datarde num bónhe de chuvêr
Mamãe ca bocê invadim'
Inda um' ca tchegá na idade d'amdjêr
E s'ê algum fatalidade
Tude nêss mundo tem sê fim

Inda bô tem menor idade
Um' tem que levób pa inspensão
Amdjôr ê bô falá verdade
Pa evitá complicação

É mim qu'pô pê num tchôm frio
Aônte datarde num bónhe de chuvêr
Mamãe ca bocê invadim'
Inda um' ca tchegá na idade d'amdjêr
E s'ê algum fatalidade
Tude nêss mundo tem sê fim


Direitos Reservados
(Editing/Publishing)

Manuel de Jesus Lopes
(Manuel d'Novas)
SPA
SACEM
Africa Nostra
Harmonia

08 fevereiro 2008

Parabéns ao GTCCPM-IC

O Grupo de Teatro do Centro Cultural Portugês - IC completa este mês quinze anos de aventura teatral (isso já é mais que uma aventura). Uma idade bonita e digna de comemoração. São espectáculos que, em número, já ultrapassaram os dois dígitos e em qualidade o público, soberano, tem a palavra. Mais de vinte apresentações fora do país, participação em festivais pela Europa e Américas e trinta e nove produções (Em Março estreará a sa 40.ª produção - A Última Ceia). Depois da Era dos Grupos que fizeram encher os Clubes, as ruas, o Cineteatro Éden-Park e os Salesianos, o GTCCP-IC trouxe um novo alento à história do teatro cabo-verdiano. Sem dúvida, um grupo que será sempre uma referência para a história doteatro em São Vicente. A sarron.com apresenta os seus parabéns antecipados.

A queda de um anjo



Vista do Cine Éden-Park - uma imagem que poderá estar prestes a desaparecer
Foto: Neu Lopes


Estão sanadas todas as dúvidas – o Cine Éden-Park já faz parte do nosso passado. Com o negócio à beira de estar totalmente realizado (falta apenas a assinatura da escritura), a guerreira Maria Luíza Marques da Silva, que durante anos a fio tentou evitar esse momento, entrega agora todas as armas. Inclusive a tela de projecção, uma das últimas aquisições para a modernização do cinema, desceu, numa cena de despedaçar o coração. Para trás ficarão anos de trabalho e uma história que enche de orgulho a todos os mindelenses e a qualquer cabo-verdiano que se preze.

O Éden-Park foi mais do que uma sala de cinema – foi a sala de espectáculos que preencheu o coração cultural de todos os mindelenses, que recebeu inúmeras actividades de cariz cultural e a maior escola de vida de todo o Cabo Verde. Porém, não resistiu às inúmeras consequências do modernismo, da liberalização dos media e da falta de controle de qualidade, de direitos de autor e mesmo à insensibilidade à protecção da cultura e seu património durante dezenas de anos de governação.

A queda do Éden-Park é a prova do nosso conformismo, incapacidade e impotência em fazer face a muita coisa que acontece debaixo do nosso nariz e assistimos impávidos e serenos.

Símbolo mindelense, levantado na mais nobre zona da Capital Cultural cabo-verdiana, esse edifício que muitos pensavam ser intocável e inalterável, pela sua exuberância e beleza ímpar, poderá ir abaixo em questão de dias ou quiçá de horas. Restar-nos-á, então, apenas a imagem e a recordação do edifício e da casa que mudou a vida de nossos avós, nossos pais ou ainda de muitos de nós. A questão agora é: o que é que vai substituir o espaço? Provavelmente um centro comercial com a hipotética possibilidade de albergar uma pequena e moderníssima sala de cinema, uma sala de espectáculos (o que já seria bom) ou ainda o sonho do João Branco tornado realidade. O Éden-Park está encerrado desde 2006 por decisão dos sócios em vender o espaço e Empresa e devido à incapacidade da sobrevivência do cinema perante aos factos actuais. Porém um negócio desses precisa de algum tempo para se concretizar e durante esses últimos tempos de espera o espaço foi violado e roubado várias vezes, deixando rasto de destruição de portas e janelas e o desaparecimento de bens como aparelho de fax, parte do sistema sonoro (amplificador e leitor de CD) e todo o cortinado do palco.

E a Câmara Municipal de São Vicente? Muitas ideias e alguma boa vontade chegaram a Câmara Municipal, que não mostrou grande empenho para evitar a situação. Porém, segundo a gerente do cine Éden-Park, há uma promessa por parte do órgão máximo do Município de São Vicente em pressionar ao novo dono no sentido de incluir, no projecto para a nova obra, uma ou duas salas de cinema e a não destruição da fachada principal, um ícone dessa cidade. Outra iniciativa é a criação de uma cinemateca para esta cidade, em que estará incluída uma sala de projecção. Também está em estudo a criação do primeiro Museu do Cinema em Cabo Verde. Com certeza, para o efeito, foi aproveitada a visita à Cidade de um expert em museologia. O Éden-Park já pôs à disposição todo o seu material escrito e em imagem, assim como todo o equipamento audiovisual para projecção.

E o governo? O processo Éden-Park é mais uma prova do abandono de São Vicente pelos sucessivos governos que a Ilha tem conhecido. O Éden-Park pode ir abaixo em prol do “desenvolvimento” e em detrimento à cultura deste povo, mas a sua história não se apagará de nossas memórias. E mesmo que muitos não queiram e se sintam incomodados, mesmo que essa verdade doa, São Vicente foi, é e sempre será a Capital da Cultura de Cabo Verde. Não se trata de uma imposição mas sim da natureza de seu povo.

Recentemente abordado pelo jornal “A Semana”, em grande entrevista, sobre o facto de João Branco ter confidenciado no seu blog pessoal, www.cafemargoso.blogspot.com , que um dos seus sonhos para 2008 é que a Câmara Municipal de São Vicente compre o Éden-Park e o transforme num teatro nacional e da possibilidade do estado tornar esse sonho realidade, o Ministro da Cultura responde (citamos): “Eu penso que o Éden-Park já foi vendido ou está em processo adiantado de venda. Caso a venda não se tenha efectivado ainda e, se porventura a Câmara local quiser recorrer à banca para possibilitar a aquisição desse espaço, para o fim proposto por João Branco, o Ministério da Cultura utilizaria de toda a sua influência para convencer o Governo a dar um aval ao pedido de financiamento bancário por parte da Câmara local.”

Como dir-se-ia em bom crioulo, “tarde piaste”! Já não há retorno e São Vicente perdeu uma parte de sua história viva. Cabo Verde perdeu um símbolo da nossa cultura e conhecimento. Um dos motivos dos cabo-verdianos terem ficado sempre à vontade nos países de emigração. Um potencial veículo linguístico e uma porta aberta para o mundo. O orgulho dos mindelenses e das várias gerações de artistas, intelectuais e grandes nomes de uma nação. E deixo aqui meu grande apreço para esta empresa e casa de cultura, como amigo, colaborador, amante da cultura e eterno cinéfilo. É a queda de um anjo mas não a morte do nosso espírito cultural. Serei para sempre orgulhoso de ter feito parte dessa história.

Bem haja, Éden-Park!

Neu Lopes

Quem falou sobre Teatro de Revista?

Agora que se fala do Teatro de Revista e da peça “Biografia dum Criôl”, em fase de produção, aproveitamos para deixar aqui alguma informação e um pouco de história sobre o género.
A Revista é um género de teatro, de gosto marcadamente popular, que teve alguma importância na história das artes cénicas, tanto no Brasil como em Portugal, que tinha como caracteres principais a apresentação de números musicais, apelo à sensualidade, à comédia leve com críticas sociais e políticas, e que teve seu auge em meados do século XX.


Em Portugal

Em termos gerais, consta de várias cenas de cariz cómico, satírico e de crítica política e social, com números musicais. É caracterizada também por um certo tom Kitsch - com bailarinos vestidos de forma mais ou menos exuberante (plumas e lantejoulas), além da forma própria de declamação do texto, algo estridente. Algumas revistas marcaram épocas – no Estado Novo português, por exemplo, o espectáculo de revista conseguia passar mensagens mais ou menos revolucionárias e de crítica ao regime vigente. Estão nessa situação algumas revistas protagonizadas, por exemplo, por Raul Solnado, no Parque Mayer - a “catedral da revista à portuguesa”.
Mas o grande nome da revista portuguesa, assim como de outros géneros musicais é o de Filipe La Féria que ultimamente apresentou grandes clássicos musicais como “Alice no País das Maravilhas”, “Música no Coração” e “Jesus Cristo Superstar”. Anteriormente, Filipe La Féria apresentara o que é geralmente conhecido como “revista à portuguesa”, espectáculos carregados de muito humor, sensualidade e exuberância. Um espectáculo do género que esteve muito em voga em Portugal nos últimos meses é o “Hip-Hop Parque” com João Baião e Marina Mota.


No Brasil

O Teatro de Revista no Brasil, também chamado simplesmente "Revista", e com produção das companhias como as de Walter Pinto e Carlos Machado , foi responsável pela revelação de inúmeros talentos no cenário cultural, desde a cantora luso-brasileira Carmen Miranda, sua irmã Aurora, às chamadas vedetes de imenso sucesso como Wilza Carla, Dercy Gonçalves, Elvira Pagã e outras - na variante conhecida como Teatro rebolado - e compositores do jaez de Dorival Cymmi, Assis Valente, Noel Rosa, etc.


Em Cabo Verde

Mesmo sem muita experiência teatral e sem qualquer formação de base, fez-se teatro de revista com qualidade no Éden-Park. Nomes como Mário Matos e Manuel Neves (Sr. Néna) deram vida a esse género das artes cénicas, fazendo um importante uso do humor crioulo e criticando o regime político e sócio cultural da época. Não era aquele teatro exuberante como o português e o brasileiro, mas era muito criativo e de qualidade inquestionável, aproveitando a criatividade dos artistas para a música, figurinos, cenografia, dramaturgia, etc.
A revista e o musical deixaram de ser géneros aproveitados em Cabo Verde durante muitos anos até, em 2006, a Sarron.com apresentar a peça “Um Vez Soncente Era Sábe” de Neu Lopes, com músicas originais, coreografia e muito humor, num São Vicente dos tempos áureos do Porto Grande.


Histórico

Seu início remonta a 1859 quando, no Rio de Janeiro, foi apresentada a peça "As Surpresas do Sr. José da Piedade", de Justiniano de Figueiredo Novaes, baseado nas operetas que então se apresentavam em França. O modelo carregava nas paródias e críticas de costume. E, como não poderia deixar de ser, sofriam críticas dos moralistas.

A Revista brasileira pode ser dividida em 3 fases distintas:

  1. A Revista do século XIX, que prende-se mais no texto que na encenação; tem seu ápice na obra de Artur Azevedo. A cada ano eram apresentadas revistas comentando os factos do ano anterior, numa retrospectiva crítica e bem-humorada. No coro, acompanha uma orquestra de cordas.
  2. Década de 20 e 30 – com incorporação da nudez feminina (introduzida pela companhia francesa Ba-ta-clan). A orquestra cede lugar a uma banda de jazz. Seu maior nome é o empresário teatral Manoel Pinto. As peças têm destaque igual para as paródias e para a encenação.
  3. Féerie – Realce para os elementos fantásticos da peça; Walter Pinto substitui, em 1938, a seu pai. Surgem as companhias. As apresentações tornam-se verdadeiros espetáculos, onde o luxo está presente em grandes coreografias, cenários e figurinos. Tornando-se cada vez mais apelativa, começa a decair, até praticamente desaparecer, no final dos anos 50 e começo da década seguinte.

Já se prepara o Março Mês do Teatro 2008






As dificuldades permanecem no mundo cultural cabo-verdiano, mas o Teatro tornou-se uma espécie de "religião cultural". E este ano o certame Março - Mês do Teatro no Mindelo está por total responsabilidade das companhias. Há já espectáculos com datas marcadas, enquanto que outras companhias não participam do evento. Assim, a Sarron.com - Companhia de Teatro, o Atelier Teatrakácia e TIM - Teatro Infantil do Mindelo ficam de fora do certame por razões internas, ligados a tempo de produção, etc. O Grupo de Teatro do Centro Cultural Português - Instituto Camões e a Companhia de Teatro Solaris apresentarão estreias absolutas; O primeiro estreará "A Última Ceia" no dia 14 de Março, enquanto que no dia 28 será a vez da C.T. Solaris apresentar "Deus Lhe Pague", com técnica de representação com máscaras. Porém, antes disso, de 7 a 9 de Março o grupo santantonense Juventude em Marcha apresenta em reposição a sua mais recente produção, "Jazigos de Boca de Pistola".

"O Escravo" e "Biografia dum Criôl" do Atelier Teatrakácia e da Sarron.com, respectivamente, estão previstas para mais tarde, sendo que este último poderá ainda sofrer mais atrazos, por se tratar de uma produção que envolve várias áreas culturais e alguns workshops.

A grande ausência será a dos já tradicionais "Bichos" na Praça Nova, saídos dos Cursos de Iniciação Teatral do Centro Cultural Português, uma vez que este ano não se realizou referido curso.

Contudo, tudo indica para uma forte possibilidade de São Vicente ter teatro durante todo o ano de 2008.


03 fevereiro 2008

Novela de Tchalé Figueira será adaptada ao teatro em 2008

A companhia de teatro do Porto, Art'Imagem, vai produzir em 2008 um espectáculo a partir da novela "Ptolomeu e a sua viagem de circum-navegação" de Tchalê Figueira, para apresentar em Cabo Verde e Portugal. A adaptação da novela, editada em 2005 pela editora de Coimbra Mar da Palavra, constitui uma segunda abordagem de um grupo de teatro português à produção literária actual de Cabo Verde. A apresentação em Cabo Verde será feita, ao que tudo indica, durante a próxima edição do Festival Mindelact.



A adaptação de "Ptolomeu e a sua viagem de circum-navegação" está a cargo do director artístico da companhia, José Leitão, e a produção deverá ser apresentada em Cabo Verde, no Mindelact - Festival Internacional de Teatro do Mindelo, em Setembro próximo, se a companhia garantir os meios para a digressão.
Jorge Mendo, da produção da Art`Imagem, adiantou que em Portugal está prevista a estreia na segunda quinzena de Outubro, seguindo-se uma temporada no Porto, seguida de uma itinerância pelo país.
A ideia de encenar a segunda novela editada por Tchalê Figueira surgiu do "gosto que José Leitão tem em experimentar textos de ficcionistas em língua portuguesa", adiantou.
"Foi numa ida a Cabo Verde que ele descobriu a obra, gostou e pensou em fazer dela uma peça de teatro", explicou Jorge Mendo, adiantando que a produção deverá ter dois ou três actores, encontrando-se dois já escolhidos: o cabo-verdiano radicado em Portugal Flávio Hamilton e o português Valdemar Santos.
Além de vários ficcionistas portugueses, a Art`Imagem já tinha adaptado para teatro obras de autores de países de língua portuguesa, do moçambicano Mia Couto e dos brasileiros Clarice Lispector, João das Neves e Arthur Azevedo.
"Para mim é o reconhecimento do trabalho que desenvolvo, mesmo que nunca me tenha considerado escritor, mas alguém que tem necessidade de partilhar histórias com outras pessoas através da escrita", declarou Tchalê Figueira, a propósito da adaptação teatral da sua obra.
Ptolomeu Rodrigues é a figura central da obra. Nos bancos do jardim de uma praça cabo-verdiana, entre tragos de grogue (aguardente de cana) de má qualidade, vai narrando as suas aventuras e desventuras pelo mundo.
É o protótipo do cabo-verdiano, mas do grupo dos que regressam à terra tão pobres como partiram, para acabar os seus dias. O cabo-verdiano marinheiro, aventureiro, que deambula ao "desenrasca" pelo mundo, evadindo-se de umas ilhas que a natureza tornou agrestes.
Em certas aventuras pelo mundo Ptolomeu Rodrigues é quase um alter-ego do autor, Tchalê Figueira, também ele evadido da sua Mindelo natal, aos 16 anos, para fugir à incorporação colonial. A partir da Holanda torna-se copeiro em barcos que se deslocam da Europa à Ásia, África e América, antes de se fixar em Brasileira, Suíça, estudar Belas Artes e desenvolver uma carreira artística reconhecida fora do seu país.
Regressado a Cabo Verde em 1985, onde reside, na cidade do Mindelo, Tchalê Figueira tem desenvolvido uma carreira marcante de pintor e já editou três livros de poesia ("Todos os naufrágios do Mundo", "Onde os sentimentos se encontram" e "O Azul e a Luz") e duas novelas ("Solitário" e Ptolomeu e a sua viagem de circum-navegação").


in: www.mindelact.com

18 janeiro 2008

Oficina sobre técnica com máscaras é proposta de Herlandson Duarte

O encenador e membro da Companhia de Teatro Solaris, Herlandson Duarte, levará a cabo de 21 a 28 de Janeiro uma oficina sobre a utilização de máscaras. Entitulado "Des-Cobrir", essa oficina será uma proposta de trabalho e um processo de descobertas, começando por técnicas básicas sobre a máscara e interpretação com máscaras. Assim, haverá uma componente técnica e outra prática incluindo técnica gestual, de movimento e de posição do corpo. Para terminar, não está descartada a possibilidade de uma pequene representação com base no que se aprenderá no decorrer da oficina.

17 janeiro 2008

"By TC" sai em digressão

A Boysband cabo-verdiana TC já está em digressão, começando por Portugal com o seu primeiro álbum "By TC" lançado em Dezembro de 2007.
Já no dia 19 de Janeiro estarão no R Club, Barreiro ona industrial de Palhais, enquanto que no dia 20 será a vez da discoteca LATINAMERICA, no Algarve.
Para mais informaçoes acesse ao site

Companhia de Teatro do Ribatejo no Luxemburgo apresenta espectáculo sobre Salazar

O espectáculo "SALAZAR -Ascensão e Queda" numa encenação de João Coutinho, vai ser apresentado nos dias 25,26 e 27 de janeiro 2008, no Centro Cultural de Merl, na cidade do Luxemburgo.

Depois de deslocações a Paris, Pau e Andorra La Vella, esta deslocação dum espectáculo que já ultrapassou as 50 representações por todo o País, assume-se como um dos grandes êxitos produzidos pela companhia.

Enquanto este espectáculo se prepara para viajar para Luxemburgo está já em preparação a apresentação do espectáculo "O Teu Tango No Meu Fado" para as comemorações do Dia de Portugal na Cidade Francesa de Toulouse.

Companhia de Teatro do Ribatejo ...Uma companhia com História

15 janeiro 2008

A Música de Manuel d'Novas (2)

Tributo Final
(Morna - 1979)

Nha fim dja sta perto
Nha passado sta vigiam’
Nha futuro mi um’ca conchêl – caboverdiano
Dixam’ cantób êss morna
Ele ê um tributo final
Ele ê um abraço d’um velho amigo
Qui bô ta conchê
Scutam’ nha voz na partida
Valiá máguas di nha pranto
Ele ê um mensaja de um amigo
Qui já batê sê retirada

Companhêrs di nha vida
Di nha doce mocidade
Um abraço pa bsôt tudo
Co carinho di um amigo
Ca bocês dtchá morrê
Folclore di nôs terra
Pa donde qui bocês bai
'Cês cantal co veneração
'Cês cantal na partida
'Cês cantal na regresso



Direitos Reservados
(Editing/Publishing)

Manuel de Jesus Lopes
Manuel d'Novas
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Africa Nostra
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A Música de Manuel d'Novas (1)

SARAGARÇA
(Coladeira - 1975)


Ondas di mar ta tchorá na rótcha ó Saragarça
Música lá dent Xima e sê amdjêr ta dançá cúmbia
Silva ma Djósa ta ovi Mateus ma tud sês graça
Tchêr de lagostada condimentód pa Bela má Bia

Debóx d’um camião Fátima e Leonilda tava inchoród
Ês tcham’ um bai, ês oferecem
Um cervijinha frisquim sabim
Hora d’almôce Dinchinha tchmón lá d’eitôm de casa
Quel feijoada dá uns knokout
Mi má Mateus continuá c’bói
Lela despertá
Létcha baial tambê
Djosa Ferro dezuri êl gritá ó q’sábe na mund
De nôt bem ta fetchá
Silva cabón c’bói
Artur rancá c’nôs
Tudo feliz pa morada



Direitos Reservados
(Editing/Publishing)

Manuel de Jesus Lopes
(Manuel d'Novas)
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Africa Nostra
Harmonia

Biografia dum Criôl é o segundo musical da Sarron.com



Tal como anteriormente anunciado, Sarron.com – Companhia de Teatro já tem título para sua nova produção teatral. Biografia Dum Criôl está já em fase de produção e os ensaios começaram esta semana. Contrariamente ao que já se sabia através deste blog e da comunicação social, o projecto baseado no livro de contos “Eileenístico” de Eileen Barbosa está, por ora, descartado das prioridades da companhia, estando ainda calendarizado para este ano a estreia de Blimundo. Para o próximo ano já está transferida a estreia de O Feiticeiro de Santo Antão.

Biografia dum Criôl será então a quarta produção e o segundo musical da companhia. Baseada inteiramente em situações relatadas pela música do compositor Manuel de Jesus Lopes (Manuel d’Novas), a peça é assinada por Júlio Fortes (Dramaturgo e pai do actor e membro da sarron.com, Júlio Fortes e sobinho de Manuel d'Novas) e Neu Lopes (Autor das peças Um Vez Soncente Era Sábe e Um Cinquintinha e filho do músico). A peça é encenada por Neu Lopes e conta já com a actuação de actores da nova vaga da sarron.com. A produção desta vez figura-se mais exigente, pelo grau de responsabilidade e pelo envolvimento de artistas mindelenses de diferentes áreas. A par da Dramaturgia e da Encenação, Neu Lopes assina ainda a Direcção Musical, enquanto que a maioria das músicas será orquestrada por Fernando Andrade (Pianista, Chefe de Orquestra de Cesária Évora e igualmente sobrinho do músico). Conta-se ainda com a prestação de músicos e intérpretes como Nuno Tavares, Djassa, Hernâni Almeida, Kisó Oliveira, entre outros. O espectáculo conta ainda com a interpretação de alguns trechos tocados ao vivo.

Todos os direitos do espectáculo serão reservados e Neu Lopes e Júlio Fortes foram devidamente autorizados pelo músico/compositor a utilizar mais de trinta de suas composições.

Embora os ensaios já tenham iniciado, a participação da sarron.com com esse espectáculo no Março – Mês do Teatro está descartada, uma vez que todos os esforços neste momento estão concentrados nessa peça. Prevê-se, no entanto, a sua estreia para finais de Abril ou Maio de 2008. Este espectáculo que é uma tripla homenagem – a nossa cabo-verdianidade, o maior compositor cabo-verdiano e o teatro de revista (Só esteve nos palcos com nomes como Sr. Néna, Sr. Mário Matos e Sr. Gabriel Borges) – com certeza, irá ficar nas nossas mentes.

14 janeiro 2008

Vem aí uma nova Produção da Sarron.com

Começam hoje os ensaios para a nova produção da sarron.com - Companhia de Teatro. Será um Teatro de Revista com tripla homenagem, envolvendo vários artistas do Mindelo, incluindo actores de diversas idades, músicos, designers e artistas plásticos. A peça ainda não tem data precisa de estreia, mas prevê-se que esse que será o segundo musical da companhia, de nome "Biografia dum Criôl" e escrita por Júlio Fortes e Neu Lopes, estará nos palcos mindelenses em Abril ou Maio de 2008. Por isso, a companhia já descartou a sua presença, pelo menos no palco, duante o certame Março, Mês do Teatro 2008.
Curiosidades irão sendo satisfeitas neste blog nos próximos dias.

05 janeiro 2008

2008 chegou... e depois???

Já estamos em 2008. Os grupos de teatro de São Vicente acreditam que será um ano para recordar. Mais produção e mais qualidade num mundo cultural cada vez mais difícil. Sarron.com não é excepção e a companhia está comprometida em levar ao palco produções sempre originais e com uma pitada de “atrevimento”.

Mas não pensem que isso é fácil. Confiram então com o jornal “A Semana” deste fim-de-semana que destaca o Sr. Ministro da Cultura como uma das personalidades do ano. Passamos a citar: Manuel Veiga – Depois de um afastamento do Governo (por questões de saúde) no último semestre de 2006, o Ministro da Cultura teve um ano marcado por várias polémicas, a começar pela troca de palavras com Tito Paris e a famosa devolução do cheque de 200 contos que Tito diz nunca ter recebido. Seguiu-se a polémica em torno da realização do Simpósio Claridade, tanto na cidade da Praia (em Abril), como em São Nicolau (Abril) e São Vicente (em Outubro). A questão à volta do Palácio da Cultura e a Conferência da Cidade Velha foram outros tópicos a marcar o ano agitado de Manuel Veiga. Não é pêra doce ser ministro da Cultura num país democrático.”

Contudo, a realidade é que, com certeza, o sucesso do Teatro em São Vicente dependerá sobretudo da preserverança dos mesmos e da boa vontade de alguma entidade que goste de teatro e que não queira que cheguemos a um ponto de agonia e de uma igualmente dependente, porém séria, digna e exemplar Associação Mindelact.

Continuamos a fazer a nossa parte, senhores. Continuamos a fazer a nossa parte!!!

Os desejos do João Branco

João Branco já tem um blog pessoal, interessante e graficamente bem estruturado. Retiramos daí um texto interessante em que o encenador fala sobre os seus desejos para o ano de 2008.
Para mais curiosidades confiram em www.cafemargoso.blogspot.com
O que eu gostaria que acontecesse em 2008
1. Que o Cine-teatro Éden Park fosse adquirido pela Câmara Municipal de S. Vicente e, após obras de remodelação e adaptação, fosse transformado em Teatro Municipal;
2. Que o Auditório Nacional fosse capacitado e entregue a uma equipa artística, com orçamento próprio do Governo de Cabo Verde, constituída por um produtor, um programador e uma companhia de dança e teatro residente, pagos pelo Estado. A experiência da Companhia Raiz di Pólon seria uma fantástica vantagem;~
3. Que os artistas de Cabo Verde criassem plataformas de discussão, conversa, partilha, para melhor se conhecerem, como artistas, como homens e como cabo-verdianos;
4. Que a Lei do Mecenato fosse mais divulgada entre os agentes económicos e investidores interessados e/ou já como projectos para Cabo Verde;
5. Que o Centro Nacional de Artesanato fosse finalmente inaugurado, com todas as obras do seu espólio, numa cerimónia em que seriam também homenageados os seus grandes obreiros, responsáveis pela primeira (e única?) grande recolha etnográfica realizada em Cabo Verde;
6. Que por cada estádio de futebol anunciado (ou inaugurado), fosse anunciado (e inaugurado) também uma sala de espectáculos polivalente, para servir os grupos locais, porque a infra-estruração cultural não é (ou não pode ser) menos importante do que a desportiva;
7. Que abrissem livrarias em todos os concelhos do país, com oferta actual e diversificada e preços competitivos, que pudessem servir não apenas como espaços comerciais, mas também locais para tertúlias e encontros entre artistas e interessados;
8. Que se realizasse em Cabo Verde uma Bienal de Artes Plásticas e Design, com competência, criatividade e profissionalismo;
9. Que fosse incentivada nas rádios, locais e regionais, a realização de programas de música alternativa, onde se pudesse ouvir um pouco mais da dita música clássica e erudita ou conhecer um pouco mais da história do Jazz;
10. Que fosse implementada numa reforma do Sistema Educativo, a obrigatoriedade de aulas de Expressão Dramática, Expressão Corporal, Expressão Plástica, Expressão Musical, História de Arte e Cultura Cabo-verdiana, nos diferentes níveis de ensino. Ou seja, uma reforma de ensino compatível com a importância e a presença que todos reconhecemos à cultura, na sociedade cabo-verdiana;
O que provavelmente irá acontecer em 2008
1. O Éden Park será destruído, meia dúzia de vozes se levantarão indignadas, mas de pouco adiantará. O progresso e o desafio de Cabo Verde enquanto Pais de Desenvolvimento Médio não são compatíveis com nostalgias antiquadas. O país e a cidade precisam, com muito maior urgência de mais um complexo hoteleiro e/ou Centro Comercial;
2. O Governo de Cabo Verde continuará a atribuir uma verba praticamente simbólica ao Ministério da Cultura, e portanto, as infra-estruturas culturais continuarão a ser alvo de processos de privatização, ou melhor, de auto-sustentação concessionária;
3. Continuaremos a assistir, com grau de assiduidade variável, a discussões sem conteúdo, sem interesse e sem nexo, sobre badios e sampadjudos e a importância ou desimportância de cada faceta para o desenvolvimento de Cabo Verde. Dois ou três amigos de longa data ficarão alguns meses sem se falar;
4. Continuaremos a ver muitos agentes culturais a bater de porta em porta, a gastar fortunas nos telefones, a tentar falar com o «senhor Administrador», a propósito de um apoio para uma actividade cultural concreta. Continuaremos a depender da boa vontade e bom senso de uns quantos gestores bem intencionados;
5. Um representante do instituto responsável visitará a cidade do Mindelo, e anunciará com grande satisfação e gáudio geral, em conferência de imprensa realizada para o efeito, a inauguração do novo Centro Nacional de Artesanato, para data a anunciar brevemente.
6. Não se prevê a inauguração de nenhum teatro, ou cinema, ou sala de espectáculos, ou sala de ensaios para grupos locais, em nenhum concelho do arquipélago. Não está previsto, sequer, o lançamento de primeiras pedras para o efeito (sempre era uma esperança);
7. Provavelmente, vamos continuar que ter que esperar por uma ida ao estrangeiro – e à FNAC – para encontrar o tal livro, ou quando muito, aguardar pela Feira do Livro, e esperar que esse título esteja no grupo dos seleccionados. Livrarias continuarão sendo muito raras e havendo-as, tem os livros a preços absurdos, comparativamente com os do local de origem;
8. Vamos continuar a ir a exposições de artes plásticas – interessantes, algumas; apenas bem intencionadas, outras – mas com obras expostas sem qualquer critério e/ou preocupação estética. A esperança de ver uma exposição colectiva com a participação de alguns dos nossos melhores artistas plásticos, é bastante remota;
9. O tipo de música passada nas rádios continuará a ser o mesmo de sempre; se, por acaso, ouvirmos música clássica na rádio, com certeza que é porque alguém importante morreu;
10. Vamos continuar a ter alunos do ensino secundário e/ou superior a procurar artistas ou intelectuais para entrevistas, onde, entre outras banalidades, se pergunta o que é o teatro ou a música e como apareceram certas manifestações culturais em Cabo Verde. Felizmente, já existe bibliografia especializada sobre o assunto, o que torna tudo mais fácil.
Mindelo, 30 de Dezembro de 2007
João Branco

18 dezembro 2007

Teatro - O balanço do ano 2007 pela Associação Mindelact

"Contos em Viagem - Cabo Verde" - Teatro Meridional (Portugal)
Foto: César Scohfield

Pelo quinto ano consecutivo, o site mindelact revolve as suas memórias e faz as escolhas do ano, fazendo uma análise do que de mais importante se passou no domínio do teatro em Cabo Verde. Como também tem acontecido nesta década, o teatro não parou praticamente durante todo o ano, sendo que a cidade do Mindelo continua a mostrar-se como centro nevrálgico do teatro crioulo, apesar de continuar a fazer-se teatro um pouco por todas as ilhas do arquipélago, apesar das imensas dificuldades que são o pão nosso cada dia dos agentes teatrais, esses sim, uns autênticos heróis. Por continuarem a lutar, a insistir, a acreditar e, sobretudo, a sonhar.

::: Acontecimento Teatral do Ano I :::
O acontecimento teatral do ano foi, sem dúvida nenhuma, a 13ª edição do Festival Internacional de Teatro do Mindelo - Mindelact 2007, que decorreu entre 08 a 23 de Setembro. Foi um evento de enorme envergadura, não só pela sua extensão - com 16 dias consecutivos com muito teatro - mas também pela qualidade e diversidade da sua programação. Mais de 30 espectáculos, apresentados por 20 companhias, oriundas de 10 países diferentes, sendo que pela primeira vez tivemos espectáculos de companhias da Argentina, Colômbia ou Marrocos. Uma edição marcada ainda pela internacionalização do Festival Off e pela quantidade significativa de acções de formação promovidas. O Festival Mindelact afirmou-se, mais uma vez, como o principal acontecimento teatral da chamada «África lusófona», sendo hoje um dos maiores eventos africanos de artes cénicas. O acontecimento do ano de 2007.


::: Acontecimento Teatral do Ano II :::
A Associação Artística e Cultural Mindelact foi distinguida com o Prémio Internacional Arco Europa, para a Qualidade e Excelência, na categoria Ouro. Trata-se de um prémio atribuído anualmente pela BID (Business Initiative Directions) em reconhecimento a empresas ou organizações em diferentes países de todo o mundo, que fomentam a cultura da qualidade. Depois de ver o seu festival internacional reconhecido com um dos mais importantes festivais de teatro do continente africano, este prémio é mais uma prova do prestígio que o teatro cabo-verdiano em geral vem granjeando no panorama internacional. O prémio foi tornado público pela instituição promotora no mês de Fevereiro e deixou todos os agentes teatrais cabo-verdianos orgulhosos. A entrega do Prémio aconteceu em Frankfurt – Alemanha – no dia 19 de Fevereiro, por altura da XXXIII Convenção Internacional ARCO EUROPA.


::: Espectáculo Teatral do Ano :::
Escolhemos como espectáculo do ano a peça "Contos em Viagem - Cabo Verde", uma produção da companhia portuguesa Teatro Meridional, e que, além de ser uma peça sobre Cabo Verde, estreou mundialmente em solo mindelense. O espectáculo, de uma beleza poética, plástica e criativa a todos os títulos notável, marcou a edição deste ano do Mindelact, deixando o público com o coração nas mãos, e que retribuiu essa inesquecível performance com um aplauso final nunca antes visto no nosso país. Os autores escolhidos incluem António Aurélio Gonçalves, Baltasar Lopes da Silva, Germano Almeida, Fátima Bettencourt, Ovídio Martins, entre outros. As palavras integram uma narrativa feita de fragmentos, por onde passam episódios, evocações e memórias, num trabalho de selecção e dramaturgia feito por Natália Luísa. A encenação é do incontornável Miguel Seabra, e a interpretação - a todos os títulos magnífica - esteve a cargo da actriz luso-caboverdiana Carla Galvão e do músico Fernando Mota. Agraciado com o Prémio Copacabana 2007 pela Associação Mindelact, o Teatro Meridional continua a mostrar porque é um dos grupos mais importantes do teatro português. João Carneiro, o crítico mais importante da actualidade em Portugal, considera esta peça «um objecto artístico exemplar». O espectáculo do ano 2007.


::: Outros destaques do Ano :::
O «Março - Mês do Teatro», na ilha de S. Vicente, foi outro dos destaques do ano, dado o enorme sucesso de público que representou, com todos os espectáculos esgotados, tendo inclusive a peça «Mulheres na Lajinha», tido a necessidade de uma representação extra, que esgotou rapidamente. Durante todo o mês o público da cidade do Porto Grande mostrou, uma vez mais, o quanto gosta de teatro, respondendo massivamente às propostas dos diferentes grupos da ilha. O Prémio de Mérito Teatral 2007, foi atribuído ao técnico de iluminação César Fortes, director técnico do festival Mindelact e o mais destacado técnico da área, sendo actualmente o técnico «de serviço» da grande diva Cesária Évora. Destacamos ainda a presença do teatro cabo-verdiano na 5ª Bienal de Arte, Ciência e Cultura, na cidade do Rio de Janeiro, naquele que é o maior festival cultural estudantil da América Latina. Com o tema central «Brasil - África: um Rio chamado Atlântico», esta Bienal organiza uma Mostra Convidada, com vários artistas africanos e brasileiros para abrilhantar este gigantesco evento cultural. As boas referências da produção teatral «Mar Alto», do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português - IC, terão sido decisivas para o convite, que em muito honrou o teatro das ilhas. O Festival da Juventude, realizado no mês de Julho, contou com uma forte componente teatral, com apresentação de espectáculos das companhias Solaris, Teatrakácia e Sarron.com de S. Vicente. Outro destaque vai para a adaptação de uma peça de Mário Lúcio Sousa, «Sozinha no Palco», por um grupo português, Cair-te Teatro Reactor, e que marca o início da internacionalização da dramaturgia cabo-verdiana. De realçar, neste balanço, a nova produção da Burbur, que no trabalho cénico «O Amoroso», contou com a participação de Francisco Fragoso, encenando uma das três componentes do espectáculo. E por falar em regressos, uma das peças mais emblemáticas do teatro cabo-verdiano do pós-independência, voltou aos palcos, 10 anos depois: com efeito, foi este o ano que voltou a trazer aos palcos a peça «A Casa de nha Bernarda», uma adaptação crioula do original de Garcia Lorca, apresentada pelo Grupo de Teatro do Centro Cultural Português - IC, e encenada por João Branco. Finalmente, destacamos a vasta actividade de dois grupos, que tem viajado um pouco várias ilhas de Cabo Verde, mostrando as suas produções: o Teatro Infantil do Mindelo, com as suas peças de índole pedagógica, e o Grupo Juventude em Marcha, do Porto Novo, que continua a arrastar multidões, por onde quer que passe.

16 dezembro 2007

Novo CD de Mário Lúcio é apresentado no CCM no próximo dia 20

Mário Lúcio Sousa prepara-se agora para lançar o seu terceiro álbum a solo na era pós Simentera.

De título Badyu é mais um trabalho de pesquisa histórica e de sonoridades. O título é escolhido com uma base histórica, uma vez que, segundo Lúcio, o badio é o nosso antepassado mais longínquo, que veio de África e implantou-se nestas terras, não regressando mais. Mário Lúcio, que há oito anos vive exclusivamente da música, estará com os pés na estrada para a Europa, onde efectuará contactos com os media uma vez que o disco estará no velho continente a partir de Março, e para concertos na Alemanha e em Paris.

Badyu dá-se a conhecer no Mindelo em concerto de lançamento no dia 20 de Dezembro às 21h30 no Centro Cultural do Mindelo.

Se quer saber mais sobre o disco, leia no A Semana Online uma grande entrevista conduzida elo jornalista José Vicente Lopes.

Cantar 2007 apelando à solidariedade

No próximo Sábado, realiza-se no Mindelo aquilo que será o Segundo Encontro de Grupos Corais que actuam em instituições religiosas, e não só. Trata-se de uma acção sem fins lucrativos apelando à solidariedade dos residentes para angariar, na quadra natalícia, meios de apoio que serão oferecidos aos menos favorecidos da Ilha de São Vicente.
Para o sucesso do evento, as pessoas que acharem por bem aderir à campanha de angariação, para assistir ao espectáculo, devem fazer-se acompanhar de artigos que possam prescindir como peças de vestuário ou outros, os quais devem ser entregues aos organizadores no local do espectáculo. Cantar Natal 2007 acontece no Auditório do Centro Cultural do Mindelo no dia 22, Sábado a partir das 20h30.
Não falte. Apoie e participe, mobilizando seus amigos também!

EUA: Descendente cabo-verdiano Len Cabral no Winter Tales 2

O contador de estórias de origem cabo-verdiana, Len Cabral, participa este domingo, 16, no evento “Winter Tales” (Contos de Inverno), no Botanical Center, sito no Roger Williams Park, em Providence, Rhode Island. Esta é a penúltima performance de Len Cabral em 2007.

O último show de Len Cabral será no dia 18, na Escola de Walpole, em Massachussetts, pondo assim fim a um ano cheio de convites para participar em eventos de contos de estórias tradicionais que o levaram aos quatro cantos dos Estados Unidos da América.

Len Cabral é um aclamado e premiado contador e autor de estórias, que, desde 1976, vem encantando audiências em escolas, livrarias, museus e festivais nos EUA e Canadá com o seu estilo único e pessoal.

Paralelamente às suas performances, ele ministra workshops para professores e estudantes usando mímica, poesia, canções, humor e caracterização.
in: asemana online

12 dezembro 2007

A propósito de "By TC"

Seja dos primeiros a ouvir 3 novas músicas do album "By TC". As músicas estão disponíveis somente no site www.by-tc.com
Aproveite e tenha acesso às novidades, à agenda de espectaculos e a tudo o que envolve o album "By TC". O CD já está à venda nas lojas de música desde 10 de Dezembro. "
"BY TC" CONTA COM AS PARTICIPAÇOES DE NICHOLS, JEAN MICHEL ROTIN, HEAVY H, DON KIKAS, DABS, MOBASS, ENTRE OUTROS!!!

11 dezembro 2007

Juventude em Marcha estreia «Jazigos de Boca de Pistola»

Há já muito tempo que se aguardava uma nova peça do popular grupo teatral Juventude em Marcha, do Porto Novo. Chega no final deste ano o que muitos aguardavam: a estreia da peça «Jazigos de Boca de Pistola», uma homenagem do grupo de Jorge Martins e César Lélis aos pescadores da vila de Ponta do Sol. Depois de apresentações bem sucedidas em Porto Novo (Santo Antão) e Espargos (Sal), o resultado desta nova peça poderá ser apreciada no palco do Centro Cultural do Mindelo, nos dias 27, 28 e 29 de Dezembro.

Os pescadores da vila de Ponta do Sol, Santo Antão, são homenageados pelo grupo teatral Juventude em Marcha na sua mais recente peça «Jazigos de Boca de Pistola». É uma tragicomédia que, em suma, retrata o jeito único como o santantonense e o cabo-verdiano em geral tentam enfrentar os seus problemas.

De acordo com Jorge Martins, «Jazigos de Boca de Pistola» leva ao palco «a vida de dificuldades e desafios dos pescadores de Ponta do Sol. A certeza da partida para a faina, a incerteza do regresso devido ao mar revolto de Boca de Pistola, sobretudo no Inverno, os parcos meios».

Em palco estão, durante cerca de duas horas, 16 actores, inclusive crianças que, segundo Martins, «prestam homenagem a esses corajosos homens do mar que, mesmo diante da natureza adversa, saem em busca do sustento para a família». Um trabalho que exigiu ao Juventude em Marcha meses de pesquisa para cumprir uma antiga promessa.

«Quando mais novo, prometi a mim mesmo que um dia homenagearia os pescadores de Ponta do Sol. Por isso, assim que surgiu a oportunidade, junto com outros elementos do Juventude em Marcha, pesquisei a história dos pescadores de Ponta do Sol, falei com eles e recorri também à minha vivência nessa região de Santo Antão», conta Jorge Martins.

O resultado pode ser visto em três espectáculos em S. Vicente, nos dias 27, 28 e 29 de Dezembro, às 21:30 horas, no Centro Cultural do Mindelo, depois de, no transacto mês de Novembro, o público de Espargos (Sal) e Porto Novo (Santo Antão) o terem visto e aprovado.
TSF
in: A Semana

Burbur apresenta «O Amoroso» com participação de Francisco Fragoso

A Associação Burbur, acaba de apresentar em Portugal, mais concretamente na cidade do Porto, a sua última produção teatral, «O Amoroso», um espectáculo estruturado em três segmentos, respeitando a escolha dos textos uma temática amorosa, a partir de textos de três autores de outras tantas literaturas lusófonas, tendo convidado para o efeito três encenadores diferentes para a montagem deste espectáculo. Um destes textos, «De Quem São os Teus Olhos?», da autoria de Gabriel Mariano, teve a encenação de Francisco Fragoso, figura emblemática do teatro cabo-verdiano do pós-independência.


«O Amoroso» - Descrição sumária do projecto

A BURBUR convida três encenadores a abordar cenicamente três pequenos textos retirados de outras tantas literaturas lusófonas, agregados numa temática comum — a do estado amoroso — e propõe uma abordagem metodológica — de criação e produção— inovadora na optimização de recursos técnicos e artísticos, maximizando processos de produção e comunicação.

O carácter lusófono deste projecto constitui o seu princípio genérico e gregário de membros e colaboradores de origem ou ascendência diversa, desde Cabo Verde a Angola, Brasil e Portugal, dispersos entre autores, intérpretes, técnicos e produtores, revertendo este para o diálogo cultural e enriquecimento literário e conceptual da peça de teatro.

Fundamentalmente, a BURBUR propõe-se criar um projecto teatral (e em fase posterior, audiovisual) que promova a divulgação literária e a formação teatral, pela visibilidade de processos experimentais e linguísticos concretizados numa peça com textos de pequeno formato, que é posteriormente filmada e transmitida, valorizando a interculturalidade processual e revelando autores, técnicos e artistas da lusofonia.


Ficha Técnica e Artística

Direcção Teatral
KWAME KONDÉ, encenador
ROGÉRIO DE CARVALHO, encenador
RUI DUARTE, encenador, coordenador geral

Realização
VÍTOR ALMEIDA

Direcção de Luz
CÉSAR FORTES

Elenco
ODETE MÔSSO, actriz
FLÁVIO HAMILTON, actor
WAGNER BORGES, actor
ADORADO MARA, actor
MARTA GORGULHO, actriz
PEDRO CARVALHO, actor
ROSA QUIROGA, actriz
BILAN, actor e director musical
DAVID ESTEVÃO, músico
MÁRCIO SILVA, músico

RUI DUARTE, cenografia e adereços
VASCO GOMES, técnico de som
LICIA CUNHA, figurinos e maquilhagem
VÍTOR ALMEIDA, edição e realização
PEDRO COSTA, operador de camera
PEDRO LINO, operador de camera
VALTER MAIOR, assistente de produção
PATRÍCIA VIANA ALMEIDA, assistente de produção
ANA LUANDINA, fotografia de cena
RUI DUARTE, design gráfico

A BURBUR conta com a parceria em forma de divulgação das seguintes entidades:

ACIDI - Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, IP
RTP - RádioTelevisão de Portugal

APOIOS LOGÍSTICOS E DE PRODUÇÃO
Museu Nacional Soares dos Reis : cedência de Auditório para estreia e apresentação da peça
ACE - Academia Contemporânea do Espectáculo

Teatro Art’Imagem : apoio na montagem de palco e luminotecnia;
Confecções GILIANA, S.A.

APOIO FINANCEIRO
Instituto das Artes, Ministério da Cultura : subsídio financeiro em forma de apoio pontual
Fundação Portugal-África : apoio financeiro

Assembleia Geral Ordinária da Associação Mindelact - Ordem de Trabalhos

No cumprimento do disposto nos artigos 15º e 16º dos Estatutos da Associação Artística e Cultural Mindelact, vem a Mesa da Assembleia Geral por este meio convocar todos os sócios da Associação, para a Assembleia Geral Ordinária a ter lugar no próximo dia 15 de Dezembro de 2007, pelas 16:30 horas, na Assembleia Municipal da Câmara Municipal de S. Vicente (ex- Liceu Camões).

Lembramos que, na sequência do estipulado no artigo 18º, alínea 2ª, dos mesmos estatutos, a Assembleia Geral não tendo o quórum suficiente para a realização da reunião, se realizará, 30 minutos após a hora marcada, com o número de sócios que estiverem presentes.

Contamos com a presença de todos.


Ordem de Trabalhos
1. Abertura da Assembleia Geral
2. Apresentação das Contas referentes ao exercício de 2006
3. Balanço das Actividades de 2007
4. Diversos

Mindelo, 01 de Dezembro de 2007

Mirtó Verissimo
Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Elisabete Gonçalves expõe no CCM

São vários anos de trabalho em prol do teatro nacional. Elisabete (Bety) Gonçalves traz agora a conhecimento do público o seu trabalho que já passou pelos palcos nacionais através de peças como “Tertúlia”, “Quêl Menina Vaidosa”, “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”, e muitos outros mais. Trata-se de uma exposição de marionetas e máscaras que já arrancaram o sorriso e a admiração de vários espectadores e admiradores do trabalho teatral mindelense. Para conferir na Sala de Exposições do Instituto Camões/Centro Cultural Português no Centro Cultural do Mindelo, a partir de 17 de Dezembro.

Invasão do Lixo vai ao Sal

O Grupo de Teatro infantil do Mindelo – TIM não pára. Dessa vez foi convidado pela Enapor para apresentar a sua mais famosa peça ecológica na Ilha do Sal de 21 a 23 de Dezembro. Segundo elementos dessa troupe, "A Invasão do Lixo" será apresentada em espaços variados com a finalidade de transmitir a sua importante mensagem. Força, colegas!

Exposição de Artesanato no CCM


A beleza saída de mãos femininas está exposta na Sala Júlio Rezende do Centro Cultural do Mindelo até amanhã, 12 de Dezembro. São várias peças de artesanato, incluindo rendas e bordados, pintura, tapeçaria, tecelagem, bijutaria, panaria, enfim um variado leque de opções para ver, apreciar e comprar nesta época natalícia. Na exposição estão representados nomes como Joana d’Interart, Bela, Polibel, Gisela, e muitas mais. Uma forma de mostrar como aproveitar matéria prima de todo o tipo para fazer arte.

06 dezembro 2007

Vasco Martins actua amanhã no CCM

A Harmonia e Vasco Martins dão mãos e apresentam amanhã, 7 de Dezembro, às 19h00, no pátio do Centro Cultural do Mindelo, num ambiente mais intimista, quatro sinfonias do conceituado músico cabo-verdiano (sinfonias 3, 4, 6 e 8) gravadas recentemente em disco pela North Czech Philharmonic Orchestra e conduzidas pelo jovem Maestro canadiano Charles Olivieri-Munroe. Trata-se de um trabalho de música clássica de grande qualidade. Porém, não é a primeira vez que a música de Vasco Martins é tocada por uma orquestra. Na verdade, Vasco Martins já foi tocado por orquestras e músicos de vários países, entre os quais suiços, franceses, portugueses e brasileiros.
O concerto de amanhã não será dado por uma orquestra, mas sim pelo piano de Vasco Martins, que regressa, assim, ao piano clássico.
Mais informações sobre o disco, outras sinfonias e a obra do músico em http://www.vascomartins.com

04 dezembro 2007

Bau e Voginha homanageiam os mestres

O tão esperado e falado CD da mais famosa dupla de guitarras da actualidade em S. Vicente - Bau e Voginha está pronto a ser apresentado. De título "Relembrando os Mestres", o disco apresenta temas óbvios para a guitarra cabo-verdiana com a sonoridade ímpar a que estes dois "mestres" nos acostumaram.
A apresentação oficial faz-se este Sábado, dia 22 às 23h30 no Mindel Hotel, espaço Alta Lua. Uma noite que promete ser prenhe de emoções para os grandes apreciadores da música tradicional de Cabo Verde.
Porém antes, na Sexta-feira, dia 7 e à mesma hora, poderemos ainda assistir a um concerto dado pelos emergentes Edson e Ilo Africano (filho do cantor e compositor Vlú Ferreira). Um fim de semana em cheio.

Trabalho discográfico dos TC estará no mercado brevemente

Depois de várias experiências e participações com artistas da cena musical cabo-verdiana e do incontestável sucesso do disco de Djodje, “Sempre TC”, surge um novo trabalho discográfico. “By TC” será lançado nos dias 21, 22 e 23 de Dezembro na Praia, Mindelo e Sal, respectivamente. No Mindelo a apresentação terá lugar no espaço Alta Lua do Mindel Hotel às 23h00 do dia 22, Sábado.
Esse trabalho do jovem grupo TC explora uma vertente bem mais comercial que o cd do Djodje, pois como grupo, TC pretende trabalhar mais com a vertente comercial (zouk, r&B...), podendo assim também fazer posteriormente trabalhos a solo completamente diferentes. Para além do zouk, o cd conta com temas com outro tipo de sonoridade. "By TC" estará brevemente no mercado e conta com 13 faixas inéditas e com as participações de Nichols, Jean Michel Rotin, Heavy H, Don Kikas, entre outros.

Memória Educativa lançada em livro

Enquadrado nas actividades de comemoração do 2.º Aniversário do Pólo da Universidade Jean Piaget no Mindelo, O Instituto Camões/Centro Cultural Português Pólo do Mindelo honra-se em promover o lançamento no próximo dia 6 de Dezembro, Quinta-feira, do livro A Memória Educativa Recuperada no Cabo Verde Boletim, da autoria de Maria Adriana Sousa Carvalho. A cerimónia de lançamento terá lugar na Biblioteca do CCP-IC pelas 18h30 e a obra será apresentada pelo Dr. Leão Lopes.

Teatro regressa ao CCM em Dezembro

Já é um dado adquirido que esta é a cidade mais teatral do País, pois há teatro durante todo o ano. E Dezembro, outro mês reservado à família e às crianças, o CCM recebe duas peças infantis. Assim, no dia 25 às 18h00, o grupo TIM-Teatro Infantil do Mindelo leva ao palco do auditório “A Feiticeira e a Pombinha”, estreada na última edição do Festival Mindelact.
Por sua vez, Esclumumba apresenta mais um espectáculo de teatro infantil - “Batinha Azul”. Isso acontece às 17h00 do dia 30, também no auditório do CCM. Uma oportunidade dos pais fazerem um programa cultural com os filhos.

03 dezembro 2007

Sobre Teatro Musical


Introdução
Existem três componentes para um musical: a música, interpretação teatral e o enredo. O enredo de um musical refere-se a parte falada (não cantada) da peça; entretanto, o “enredo” pode também se referir a parte dramática do espectáculo. Interpretação teatral relaciona as performances de dança, encenação e canto. A música e a letra juntas formam o escopo do musical; as letras e o enredo são frequentemente impressos como um libreto.
O teatro musical no mundo tem sinónimos como Teatro de Revista (Portugal e Brasil),
Comédie musicale (França).
É muito comum ao teatro musical que os trabalhos que tenham sucesso sejam usados no
cinema ou adaptados para a televisão. Por outro lado alguns programas populares de televisão têm um ou outro episódio ao estilo de um musical como uma peça dentro de seu formato normal.
Mesmo que o teatro musical esteja espalhado pelo mundo todo, suas produções são elaboradas muito frequentemente na
Broadway em New York, no West End em Londres, e na França.
Um musical pode ter a duração de poucos minutos ou varias horas; entretanto, os mais populares musicais duram de duas a duas horas e quarenta e cinco minutos. Musicais hoje são normalmente apresentados com intervalos de quinze minutos de duranção; no primeiro acto, é quase sempre de idêntica duração ao segundo. Um musical tem normalmente por volta de vinte a trinta canções de vários tamanhos (incluindo uma
reprise e adpatação para coral) entre as cenas com diálogos. Alguns musicais, entretanto, têm canções entrelaçadas e não têm diálogos falados. Esta é a linha fronteiriça entre musicais e ópera.
Um momento de grande emoção dramática é frequentemente encenado numa canção. Proverbialmente, “quando a emoção torna-se tão forte no discurso, canta-se; quando ela se torna tão forte na canção, dança-se. Uma canção deve ser adaptada ao personagem (ou personagens) e na sua situação dentro do enredo. Um espectáculo normalmente abre-se com uma canção que dá o tom ao musical, introduz de alguma forma os personagens principais, e mostra o enfoque da peça. Dentro da concentrada natureza do musical, os autores devem desenvolver os personagens e o planeamento.
A música apresenta uma forma excelente de expressar a emoção. Entretanto, em média, poucas palavras são cantadas nestes cinco minutos de canção. Portanto existe pouco tempo para desenvolver o drama que transcorre durante a peça, desde que um musical pode ter uma hora e meia ou mais de música.

A equipa de colaboradores de um Musical
O teatro Musical é um trabalho de colaboração com uma longa tradição histórica tanto nos tratados como na estrutura, embora novos autores dos musicais tentem flexibilizar esta forma de expressão tentando coisas novas, ou explorando situações que não foram exploradas ainda. Os Musicais são costumeiramente reconhecidos como uma combinação de letras, canções e diálogo falado.

Os autores
Existem normalmente vários autores em um musical. São poucos os musicais que foram escritos por apenas uma pessoa. Uma parceria de colaboradores
compositores (música), letristas (lírica) e escritores (texto/dramaturgia) são dirigidos, por um compositor/letrista, um letrista/escritor (também conhecidos como letristas) ou, por fim, por um escritor/compositor. Podem haver muitos escritores, letristas e compositores num musical.
Não existe uma resposta fácil para a constante dúvida sobre o teatro musical: “O que vem primeiro, a letra ou música?” Cada colaborador trabalha de uma forma diferente, e tende a ser único em sua forma de trabalhar. Às vezes uma melodia inspira uma letra. Às vezes uma letra inspira uma melodia. Entretanto, a maior inspiração para todos os autores é movida pelo tema da estória principal apresentada no espectáculo.
A ideia inicial para um novo musical pode vir dos próprios autores, ou eles podem ter sido contratados para escreverem um musical sobre um assunto específico. O teatro musical tem uma longa tradição de adaptar livros e outros materiais para este género. No caso de Neu Lopes acontecem as duas coisas: o primeiro musical “Um Vez Soncente Era Sábe” veio de uma ideia do próprio autor, enquanto que agora adapta um conto de um livro de contos tradicionais.

ENCHANTED – Um Filme de Encantar

A Disney lançou recentemente uma nova aposta no mundo cinematográfico. Enchanted, Uma História de Encantar na versão portuguesa, é um filme que traz animação e imagem real. Não! Não é uma mistura ao estilo de Roger Rabbit. Mas a história é bem interessante. É a passagem de um mundo para o outro, por razões forçosas.


Sinopse
Giselle (Amy Adams) é uma bela princesa que foi recentemente banida por uma raínha malvada do seu mundo mágico e musical. Com isso ela agora está numa Manhattan dos dias atcuais, um local completamente diferente de onde vivia. Logo ela recebe a ajuda de Robert (Patrick Dempsey), um advogado divorciado por quem se apaixona. Só que Giselle já está prometida em casamento para o príncipe Edward (James Marsden), que decide também deixar o mundo mágico para reencontrar sua amada.

Título Original: Enchanted
Género: Comédia Romântica
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Estúdio: Walt Disney Pictures/Steiner Studios/Andalasia Productions/James Baxter Animation
Distribuição: Buena Vista Pictures
Realização: Kevin Lima
Argumento: Bill Kelly
Produção: Barry Josephson e Barry Sonnenfeld
Música: Alan Menken e Stephen Schwartz
Interpretação: Amy Adams, James Marsden, Timothy Spall, Rachel Covey, Susan Sarandon, Idina Menzel, Michaela Conlin, Paige O'Hara, Isiah Whitlock Jr., John Rothman, Matt Servitto, Joseph Siravo, Elizabeth Mathis e Julie Andrews (Narradora-voz)