11 março 2008

Afinal, o Musical veio para ficar



O mais recente inquérito realizado pela SARRON.COM leva-nos à conclusão bastante óbvia: num país em que se respira cultura e que a música é imperatriz, o género musical vai ser dos mais requisitados pelos amantes do teatro.
E claro está, a nossa companhia vai explorar sobremaneira este género. Depois de "Um Vez Soncente Era Sábe", vem aí "Biografia dum Criôl", já com sentido posto em "Blimundo" e "O Feiticeiro de Santo Antão".
E foi assim que os visitantes do nosso blog votaram:
Pergunta::: O que pensa que poderá levar a SARRON.COM ao Sucesso?
Resposta::: 1. A dinâmica da jovem equipa (10,8%); 2. A prioridade dada a temas que destacam a nossa cultura e raízes (45,9%); 3. O facto de trabalhar com elementos de outras companhias (0%); 4. Trabalhar musicais e teatro de revista (43,2%)
Isso revela a importância dada ao teatro musical e à nossa cultura.
SARRON.COM agradece por terem participado no inquérito.

Tambla: “O Cinema feito por cabo-verdianos está a viver um bom momento”

Entrevista por: Teresa Sofia Fortes
in:
http://www.asemana.cv/

Tambla faz parte de uma geração de cabo-verdianos que parece decidida a criar um cinema cabo-verdiano. Mentor da mostra anual de documentários cabo-verdianos - Oiá -, Tambla tece nesta entrevista críticas ao estado do cinema e às iniciativas relacionadas com ela, mas mostra-se optimista quanto ao futuro e augura um porvir risonho, graças ao espírito empreendedor do cabo-verdiano.
- Neste momento, está envolvido numa pesquisa sobre o cinema em Cabo Verde e/ou o cinema cabo-verdiano. Diga-me, o que descobriu até agora?

Tenho sido surpreendido por muitas revelações. A pesquisa que tenho feito envolve sobretudo a ilha de S. Vicente, mas gostaria também de pesquisar sobre o cinema nos outros concelhos do país. Acho que esta é uma questão tão importante quanto a questão de preservação de edifícios históricos, também é um património, neste caso um património humano e imaterial, de valor extraordinário.
É pena que nem os institutos culturais nem as câmaras municipais têm interesse por esta área. Mas alguém tem de fazer este trabalho e acredito que eu e todos aqueles que têm curiosidade por esta área, por exemplo o senhor Rui Machado, Dany Mariano, que tem procurado restaurar alguns documentos, pessoas que têm guardado em suas casas e que vêem nelas valor, podem fazer alguma coisa.

- Além de existir salas de cinema em Cabo Verde, que neste momento estão todas encerradas mas que em décadas passadas projectaram filmes de vários países, pode-se dizer que existe um cinema cabo-verdiano?


Não acredito que o cinema cabo-verdiano tenha existido em algum momento. Olha, ainda hoje se diz que o continente africano não tem uma cinematografia porque ainda há pouco material. Só recentemente, com a realização do Fespaco se passou a estimular a produção de um cinema de cunho africano. Mas é complicado definir um cinema africano porque a própria África é muito plural, o que dificulta as coisas. Algo parecido acontece em Cabo Verde: não temos produção suficiente para ter uma cinematografia cabo-verdiana.
Mas acredito (e esta é uma visão muito positivista das coisas) que faço parte de uma geração que pode vir a construir uma cinematografia cabo-verdiana. Outras pessoas tentaram fazer isso noutros momentos, mas por diversas razões desistiram. Essas pessoas, que participaram nos filmes dos anos 50 (pelo menos que eu tenho conhecimento), por exemplo António Ponchinha e Gabriel Borges, são hoje praticamente desconhecidas e não se tem acesso ao material que produziram e nem se sabe ao certo se este ainda existe.


- Por que terão desistido: limitações financeiras? Inexistência de políticas para o sector?

Foram várias as razões. Alguns desistiram devido a desmotivação. É aquela velha história: não faças nada porque em Cabo Verde a actividade artística não dá nada. Temos provas que apontam no sentido contrário, exemplos heróicos de pessoas que decidiram se assumir plenamente como músicos, bailarinos, actores. Falta isso em relação ao cinema, neste momento. Eu me identifico como cineasta com toda a afirmação e atitude e justifico porquê.

- Assim, aproveitando a deixa, pergunto-lhe: porquê se identifica como cineasta?
Identifico-me como cineasta porque etimologicamente cineasta é todo o indivíduo que trabalha na área de cinema. A uma determinada época do cinema, o termo cineasta passou a referir-se apenas ao realizador e, nalguns casos, ao produtor, quando este tem grande influência dentro da obra. Mas, felizmente, neste momento, a nível internacional está a ser colocada a ideia de que cineasta tanto é o realizador, o produtor, como o maquinista e o fotógrafo de cinema, o assistente de produção. Precisamos criar condições para que as pessoas trabalhem aqui em Cabo Verde. Tem se aberto o território cabo-verdiano para projectos estrangeiros e pergunto: que benefícios têm trazido para Cabo Verde? Nada. Fazem-se acordos com essas produtoras estrangeiras, em que estas se comprometem em dar formação aos cabo-verdianos, mas a verdade é que isso nunca acontece.
Por isso, nós que somos cabo-verdianos temos que assumir esta área e continuar a trabalhar, com teimosia como é o caso de Mário Benvindo, Paulo Cabral, Júlio Silvão, Boss, Jean Gomes, que fazem os seus documentários aqui no território nacional, Ana Lisboa, Guenny Pires, que estão fora do país mas continuam a fazer um trabalho focado no país. Não são os filmes como Fintar o Destino, O Testamento do Senhor Napumoceno ou outros filmes feitos por estrangeiros que vão contribuir para o aparecimento de uma cinematografia cabo-verdiana.

- Afirmou num artigo que foi recentemente publicado no Suplemento Kriolidadi, do jornal A Semana, que, e passo a citar, “se o filme da história da exibição em salas é do género cómico-dramático com um final estupidamente trágico, a história da produção faz o caminho exactamente inverso”. O que quis dizer com isso?

Eu tenho como grande referência o Henrique Pereira porque ele foi um grande apaixonado por cinema, um sonhador, que pôs o seu filme às costas para poder mostrá-lo a todos os seus conterrâneos. Mas a história dele acabou em tragédia: o seu material foi confiscado e ele desiludiu-se e desanimou, pois não era fácil (e continua a não ser) a montagem de uma grande produção para fazer um filme aqui em Cabo Verde. Sabe, aquela casa velha que fica bem ao lado da Mediateca, que está bastante degradada, serviu de cenário de alguns filmes. O Clube de Ténis de São Vicente era o centro de produção. Mas, todos esses esforços foram apunhalados. E nem é preciso ir tão longe para ver que as condições não mudaram muito desde então. Vejamos o caso de Leão Lopes, que fez o filme “Ilhéu de Contenda com vontade e esforço extraordinários e que acabou por ter uma relação estranha com o próprio cabo-verdiano. Não foi dada autorização para o filme ser exibido nas salas de cinema de Cabo Verde por questões de produção, e consequentemente a maioria dos cabo-verdianos não viu o filme.
Entretanto, posso dizer que agora estamos a viver um bom momento. Embora sem salas de cinema, as pessoas estão a procurar espaços alternativos para exibir os filmes. Temos neste momento casos de várias pessoas que estão a filmar, a realizar, a fazer cinema, mesmo com orçamentos muito apertados. E o seu trabalho está a ser reconhecido. Por exemplo, o documentário de Júlio Silvão “Batuque: a alma de um povo” é espectacular tanto como filme como material antropológico. O filme de Mário Benvindo - Rua Banana - tem um início que é o melhor que já vi em filmes feitos por cabo-verdianos, espectacular. “O Percurso do Outro”, de Guenny Pires é tecnicamente muito bem trabalhado, o que indicia que ele está muito bem preparado e tem grande maturidade. Eu estou a fazer um trabalho experimental, uma espécie de versos em forma de cinema, com a ideia de fazer uma homenagem a todos os meus ídolos como os mestres Charlie Chaplin, Brad Cash, Glauber Rocha, Alexander Sokurov, Sergei Einsensteins e Artazvad Pelechian.Curiosamente, apesar desta vaga de produção cabo-verdiana, não há uma aposta, não há uma política estatal para a área. A quem podemos recorrer para conseguir apoios e angariar recursos? O que temos feito é apoiar uns aos outros, funcionando como uma espécie de cooperativa. Ou seja, está no ar uma boa esperança e acredito que mais cedo ou mais tarde vai aparecer alguém que investirá no cinema, que dará um passo à frente e apostará no cinema feito por cabo-verdianos.
Se os empresários nacionais apostam em festivais de música, em que o seu nome aparece uma só vez, porque não apostam num filme ou documentário que vai ser projectado várias vezes e, logo, todas as vezes o seu nome vai aparecer? Mas o problema não é apenas falta de ajuda financeira, falta também apoio institucional do Ministério da Cultura. Não imagina as dores de cabeça que os cineastas cabo-verdianos sofrem quando saem para o exterior só pelo facto de não termos um instituto de cinema e de não sermos acompanhados por nenhum representante do Ministério da Cultura. Eu quero crer que isso é porque o MC não está a conseguir acompanhar a nossa dinâmica. Mas não é só isso, o MC precisa ser mais atencioso para com os artistas, nomeadamente os cineastas.
Muitas vezes, tratam-nos como párias, nem se dignam a responder sim ou não aos nossos projectos. Por exemplo, as mostras de cinema que temos organizado, em que mostramos o nosso trabalho. Não é como aqueles encontros de cinema que têm sido organizados em Cabo Verde, mas a partir do estrangeiro. Ou seja, nesses casos apenas damos casa pa boi. Há tempos, em conversa com a D. Maria Luísa, uma das proprietárias do Éden Park, que tudo fez para evitar o encerramento e a venda, já quase concretizada daquele espaço, perguntei-lhe: qual a solução para o cinema em Cabo Verde? Ela disse-me: a partir do momento que Cabo Verde tiver produção cinematográfica própria, passaremos a viver um momento inverso a este, em que todas as salas de cinema estão fechadas. Às vezes, encontro-me na rua com pessoas que se mostram indignadas com o facto de não estar a funcionar sequer uma sala de cinema.

- Qual a solução para este problema de falta de salas de cinema a funcionar?

Uma das alternativas é a criação de cine-clubes que, reunidos, podem no futuro, ser uma grande projecto. É um trabalho como o da formiga, leva tempo mas dá bons resultados. É pena que não tenhamos tido capacidade para dar conta do perigo que corria o Éden Park. No entanto, há que ressalvar que o Éden Park é um património desta cidade, nacional, mas também é um património de uma família. Ouvi dizer que o projecto que o futuro novo dono tem, que será uma espécie de centro comercial, inclui salas de cinema. Bem, espero que sim. Mas o problema não é só esse.

- É a história que se fez no Éden Park que está também em causa, não é?

Sim. Infelizmente, não vi a Câmara Municipal de São Vicente a fazer muitos esforços para impedir a venda nem o Ministério da Cultura e o governo nacional em geral a tomarem qualquer iniciativa para que se conservasse o Éden Park. A D. Maria Luísa aguentou o quanto pode essa situação de crise, que era bastante complicada. Ela é uma apaixonada pelo cinema, fala disso sempre com emoção e é com muita pena que está a desfazer-se do Éden Park, uma sala que ela ama. Em suma, creio que faltou um bocadinho de esforço também da nossa parte, nós os cidadãos e entidades públicas. Espero que a pessoa que vai comprar o Éden Park seja sensível à importância que o edifício tem para a história da cultura cabo-verdiana.

- Segundo sei, a Câmara de São Vicente projecta criar uma cinemateca, para tentar minimizar a perda do Éden Park. O que acha disso?

É uma boa ideia, mas uma cinemateca não vai nem pode substituir o Éden Park ou outras salas de cinema. A cinemateca é uma instituição cuja missão é cuidar da cinematografia de um país. Na minha opinião, está se a tratar do assunto com uma certa leviandade. Imagine, trouxeram a Fátima Antunes a S. Vicente para falar de cinemateca e a primeira questão que se discutiu é onde vai ser instalada a cinemateca. Porquê, se ainda nem temos um conteúdo para rechear essa futura cinemateca? Uma cinemateca é bem diferente de uma sala de cinema, pode funcionar em qualquer sala mas tem que ter produtos cinematográficos. Mas queria dizer uma coisa: as pessoas falam muito do Éden Park mas esquecem-se do Parque Miramar. Ninguém se lembra que foi comprado pela Igreja Universal do Reino de Deus, na altura não foi levado em conta o seu valor patrimonial. Depois a IURD mudou-se para um edifício construído de raiz e o Parque Miramar foi fechado e continua assim e em avançado estado de degradação. É uma imagem dolorosa.

- E a outra ideia de criar um museu do cinema? Neu Lopes escreveu recentemente no blog da sarron teatro que a D. Maria Luísa está disponível a ceder todo o material que tem.
Sim, de facto o Éden Park tem um bom acervo. Sabe, nunca deitaram fora nenhuma das máquinas de projecção que adquiriram desde o início da sua fundação, desde a época em que usavam filamentos de carvão para pôs a máquina a funcionar até o último equipamento de tecnologia de ponta que adquiriram. Mas quanto um museu, acho que as pessoas falam rápido demais e estão a ser muito ambiciosas. O que vamos mostrar nesse museu? Penso que não temos material. Talvez o material que se reunir pode ser inserido num Museu de S. Vicente ou da cidade, em que haveria diversos departamentos sobre diferentes áreas, carnaval, teatro, cinema, rádio, etc, etc.

- Em que deve apostar os cineastas cabo-verdianos: ficção ou documentário?

É indiferente. Ficção ou documentário, o que importa é que seja um projecto credível, que consegue convencer o mercado e as pessoas que podem financiar o mesmo. Quer seja documentário, ficção, animação, experimental, tudo é cinema. À partida, parece mais fácil fazer um documentário, pois basta ter uma camera, mesmo aquelas embutidas nas máquinas fotográficas, e ir fazendo o meu filme, e com qualidade.

- Você é o director do Oiá, ciclo de documentários anual. Mas, também, tens projectos pessoais de documentários. Pode nos dizer quais?

Quando eu decidi que queria ser cineasta e comecei a investir na minha formação, quis fazer tudo com muita pressa, esquecendo-me que tudo tem o seu ritmo. Tem feito pesquisa sobre cinema, tenho estado envolvido na organização de mostras de cinema, cineclubes, mas também tenho as minhas produções. O pessoal do cinema que me conhece, tanto nacional como internacional, me chama “Tambla Rabidante” porque tenho um projecto de um documentário intitulado “Rabidante”, que já deve estar cansado de estar na gaveta e amarelado. Mas, a verdade é que quero fazê-lo com calma e bem, pois é uma grande homenagem que quero fazer ao povo da ilha de Santiago, que é o meu povo, a ilha onde nasci e pela qual tenho um sentimento especial. Estou neste momento a criar estruturas e reunir meios para fazê-lo. Fora isso, estou a fazer os meus filmes poéticos, a série Poeira & Poesia. Deveria já estar a filmar Blimund, mas eu e o Boss tivemos alguns contratempos, por isso estamos atrasados.

Portugal ratifica Acordo Ortográfico

O Governo português aprovou a proposta do segundo protocolo modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, de 1991, comprometendo-se a adoptar as medidas adequadas para "garantir o necessário processo de transição, no prazo de seis anos".


A decisão, que ainda terá de ser sujeita à apreciação do Parlamento e do Presidente da República, Cavaco Silva, foi anunciada pelo ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, no final do Conselho de Ministros.
"O Estado português adoptará as medidas adequadas para garantir o necessário processo de transição, no prazo de seis anos, nomeadamente ao nível da validação da ortografia constante dos actos, normas, orientações ou documentos provenientes de entidades públicas, bem como de bens culturais, incluindo manuais escolares, com valor oficial ou legalmente sujeitos a reconhecimento, validação ou certificação", lê-se no comunicado do CM.

Candidatura da Cidade Velha: Aspecto técnico do dossier já foi aprovado pela Unesco

O dossier de candidatura da Cidade Velha a património mundial teve a sua apresentação técnica aprovada pelos comité de avaliação da UNESCO. A informação foi avançada pelo Ministro da Cultura, Manuel Veiga, em entrevista ao Asemanaonline.


Manuel Veiga explicou que, com a resposta positiva ao aspecto técnico do dossier, começa agora uma segunda fase que consiste em preparar a visita, em Outubro, de uma comissão enviada pela UNESCO para avaliar in loco os argumentos apresentados e comprovar a existência de condições para sustentar o título, caso ele venha a ser atribuído.

Interpelado quanto à existência de um plano B, caso o pior venha a acontecer, o ministro revelou a intenção de nesse caso Cabo Verde avançar para uma candidatura a património natural. “Temos várias opções com possibilidades de concorrer a património natural como, por exemplo, as salinas do Sal, a cratera do vulcão do Fogo, os vales de Santo Antão... Mas tudo isso ainda está a ser estudado”, esclareceu Veiga antes de garantir que, mesmo que a Cidade Velha não receba o titulo da UNESCO, o Governo vai continuar a investir no local e, sobretudo, no património humano, tendo em vista o turismo cultural e não só. “ Mas nós não temos dúvidas que Cidade Velha é património”, concluiu.

Ainda na corrida a Património Mundial, brevemente, terão início obras de requalificação do bairro de S. Sebastião, junto a Sé Catedral, também vai ser criado um centro de apoio à produção agro-pecuária local.

Poesia cabo-verdiana nas bancas, por uma boa causa

Um conjunto de trabalhos inéditos de um grupo de poetas cabo-verdianos e portugueses figura no livro "Amar com Amor", que foi lançado em Fevereiro pela organização não-governamental portuguesa Associação Saúde em Português.

Poucos dias depois de estar nas bancas, a aceitação "tem sido óptima" menciona Rosa Costa, médica que coadjuvada pelo jornalista Francisco Fontes, é responsável pela organização e coordenação de um projecto que terá a duração de três anos e cujos fundamentos se baseiam na recolha de fundos para beneficência na área da saúde, principalmente centrados na ajuda à região de Bafatá, no leste da Guiné-Bissau.
O livro, com desenhos do português António Alves e do cabo-verdiano Tchalé Figueira, reúne a colaboração de seis autores portugueses e nove cabo-verdianos: Alluos Sollau, Rosa Costa, Pintor Abrunheiro, Duarte Klut, Joana Patrício Pereira e Fernando Gomes (Portugal) e Vasco Martins, Lay Lobo, Chissana Magalhães, Eileen Barbosa, Tchalé Figueira, Margarida Fontes, Elisa Schneble, Edmir Ferreira e J.H. Brito Pereira (Cabo Verde).
A obra foi lançada no decorrer de um recital de poesia, intercalado por música de Portugal e de Cabo Verde, e pela projecção de imagens da Guiné-Bissau.

10 março 2008

GTCCPM-IC Apresenta "A Última Ceia"





A Úlitma Ceia
A partir do romance «Apocalipse Nau» de Rui Zink
40ª Produção do GTCCP - IC


Peça a estrear-se no próximo fim-de-semana, 14 de Março.
Estará em cena nos dias 14 e 15 às 21h30 e no dia 16 às 20h30.

Sinopse
É o último dia do milénio: três homens e duas mulheres apostam tudo. As probabilidades não são muitas. Se não tiverem sorte, perdem. Se tiverem sorte, perdem. Porque o mundo vai acabar ao bater da meia-noite. É o próprio Diabo quem o diz. E o Diabo, como todos sabemos, nunca mente.


Ficha Artística

Encenação, Direcção Artística e Cenografia
João Branco

Adaptação Dramatúrgica
João Branco
(Adaptação do romance «Apocalipse Nau», de Rui Zink)

Direcção Plástica e Figurinos
Elisabete Gonçalves

Iluminação e Assistente de Encenação
Edson Fortes

Peça Cenográfica
Manuel Estevão

Interpretação
Arlindo Rocha
Elisabete Gonçalves
Elisio Leite
João Branco
Manuel Estevão
Silvia Lima

Mário Lucio Sousa assina o segundo volume da Colecção Dramaturgia Nacional



Na passada Sexta-feira, 7 de Março, deu-se o início oficial do Março Mês do Teatro 2008 com o lançamento do segundo volume da Colecção Dramaturgia Nacional, com cinco peças de Mário Lúcio Sousa, em que quatro já foram levadas ao palco: "Adão e as Sete Pretas de Fuligem", "Salon", "Sozinha no Palco" e "Vinte e Quatro Horas na Vida de um Morto". A outra peça intitula-se "Diálogos com Satanás". Trata-se de mais uma acção conjunta da Associação Mindelact e do Instituto Nacional da Biblioteca e do Livro. Recorda-se que já havia sido lançado um primeiro volume com peças escritas por Espírito Santo da Silva.

Março Mês do Teatro 2008 em marcha

Fala-se muito no escasso programa que se preparou para o Março Mês do Teatro 2008 aqui no Mindelo. Dos programas usuais já foi cumprido o lançamento de um livro, o segundo volume da colecção Dramaturgia Nacional, e está marcada uma Assembleia Geral da Associação Mindelact, para o próximo dia 15 de Março, em que será decidido a quem será atribuido o prémio de mérito teatral para este ano.

Em relação aos espectáculos, pouco há para falar. Três companhias de teatro mindelenses não participam no certame, a saber, Atelier Teatrakácia, Companhia de Teatro Solaris e Sarron.com - Companhia de Teatro. Razões de vária ordem estiveram nessa decisão. Porém pode-se ver essa decisão de uma forma positiva, uma vez que será a oportunidade dos mindelenses verem teatro em épocas diversas, não ficando à espera de dois certames por ano: o Março Mês do Teatro e o Festival Mindelact.

A abrir o programa de espectáculos, o Grupo de teatro santantonense Juventude em Marcha apresentou, em reposição, a peça Jazid d'Bóca de Pistola, com sucesso garantido e sala cheia. Foram momentos de incontestável humor, num espectáculo que retrata a vida de pescadores e dos que os rodeiam na pequena vila piscatória da Ponta do Sol. Um espectáculo que também serviu para homenagear a mulher cabo-verdiana e santantonense na pessoa da Sra. Ana d'Aninha.

No próximo fim desemana será a vez do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português - Instituto Camões apresentar a sua 40ª Produção Teatral, A Última Ceia, baseada na obra de Rui Zink, "Apocalipse Nau".

03 março 2008

Sarron.com estará ao vivo na TCV no próximo Domingo

Numa proposta que visa o incentivo ao Teatro Nacional, a TCV levará a cabo todos os Domingos a partir das 21h30 um talkshow com a duração de cerca de 45 minutos, incidindo sobre as mais diversas áreas do teatro, os grupos de São Vicente, e não só, seus projectos, suas experiências, suas dificuldades e os bastidores desse género cultural que, após anos de insistência, acabou por conquistar um público cada vez mais exigente. O programa é realizado por Carlos Freitas, apresentado por Filomena Alves e a primeira edição estará no ar no próximo dia 9 de Março, Domingo. Para cada edição estará representada uma companhia teatral mindelense. E para o pontapé-de-saída foi convidada a Sarron.com - Companhia de Teatro. Uma oportunidade dos telespectadores e do público nacional partilhar imagens e experiências com a mais jovem companhia teatral de São Vicente que, no ano em que completará três anos de vida já conta com três produções e está a preparar mais duas para ainda este ano. O programa terá seu término numa edição com o grupo teatral Juventude em Marcha e com a colaboração de entidades culturais, agentes e representantes de outras companhias. Conta-se ainda com a importante colaboração de Sua Excelência, o Ministro da Cultura. Durante os vários programas também estarão em linha representantes de grupos de Santiago, entre os quais César Scohfield, Grupo de Teatro OTACA e Fladu Fla.

28 fevereiro 2008

A Música de Manuel d'Novas (7)

GÓTE PINTÓDE
(1978)











Hoje tud gót pintód
Ê um compositor na nôs terra
Jás proveitá viração d’história
Jás formá campanha
Pa bem sassiná nôs música
Co melodia robód
Na gente de porli
Na gente de porlá

Si música ê spedjo
Di cultura di um povo
Ca nôs fusilá nôs morna e coladêra
Ca nô sassiná cultura dêss povo
Ca nô contrariá
Espírito di Tavares e B.Leza

Si morna morrê
Nôs ligria já cabá
Ronco di violão, nôs luar nôs serenata
Ta fca sepultado na noites di história
Si cretcheu morrê
Cabo-Verde tambê já morrê



Direitos Reservados
(Editing/Publishing)

Manuel de Jesus Lopes (Manuel d'Novas)
SPA
SACEM
Africa Nostra
Harmonia

CARTAZ (3)

La Vie En Rose


Sinopse
A vida de Edith Piaf (Marion Cottilard, oscarizada como Melhor Actriz) foi sempre uma batalha. Abandonada pela mãe, foi criada pela avó, dona de um bordel na Normandia. Dos 3 aos 7 anos de idade fica cega, recuperando-se milagrosamente. Mais tarde vive com o pai alcoólatra, a quem abandona aos 15 anos para cantar nas ruas de Paris. Em 1935 é descoberta por um dono de um clube nocturno e neste mesmo ano grava seu primeiro disco. A vida sofrida é coroada com o sucesso internacional. Fama, dinheiro, amizades, mas também a constante vigilância da opinião pública.
Título Original: La Vie En Rose
Género: Drama
Duração: 140 minutos
Ano de Lançamento (França/Inglaterra): 2007
Realização: Olivier Dahan
Argumento: Isabelle Sobelman e Olivier Dahan
Produção: Alain Goldman
Música: Christopher Gunning
Fotografia: Tetsuo Nagata
Dessign de Produção: Olivier Raoux
Direcção Artística: Mick Lanaro, Beata Brendtnerovà, Laure Lepelley e Stanislas Reydellet Guarda-roupa: Marit Allen
Montagem: Richard Marizy
Efeitos Especiais: Rainmaker
Marion Cotillard (Edith Piaf), Sylvie Testud (Mômone), Pascal Greggory (Louis Barrier), Emmanuelle Seigner (Titine), Jean-Paul Rouve (Louis Gassion), Gérard Depardieu (Louis Leplée), Clotilde Courau (Anetta), Jean-Pierre Martins (Marcel Cerdan), Catherine Allégret (Louise), Marc Barbé (Raymond Asso), Caroline Sihol (Marlene Dietrich), Manon Chevallier (Edith Piaf - 5 anos), Pauline Burlet (Edith Piaf - 10 anos), Elisabeth Commelin (Danielle Bonel), Marc Gannot (Marc Bonel), Marie-Armelle Deguy (Marguerite Monnot), Alban Casterman (Charles Aznavour), Jil Aigrot (Edith Piaf - voz de canto)
Site Oficial: www.edithpiaf.com.br

Fim-de-semana em Concerto no MindelHotel

O Pub Alta Lua no MindelHotel recebe esta semana três nomes mindelenses para dois concertos; Diva actuará nesta Sexta-feira, 29 de Fevereiro às 23h30, juntamente com Biús, acompanhados por Jimmy (Baixo), Jorge (Bateria), Ivan (Guitarra), Brasa (Cavaquinho) e Cali (Teclado).
Já no Sábado, 1 de Março, sempre às 23h30, Biús volta a subir ao palco do Alta Lua, desta com Ilo Ferreira. Para acompanhar essas duas vozes do Mindelo estarão em palco Jimmy (Baixo), Jorge (Bateria), Ivan (Guitarra), Djessa (Cavaquinho) e Tchenta (Teclas).

27 fevereiro 2008

CARTAZ (2)


RAMBO IV

Sinopse

Uma guerra civil acontece há quase 60 anos na fronteira com a Birmânia, envolvendo os birmaneses e a tribo karen. John Rambo (Sylvester Stallone) vive no norte da Tailândia, onde pilota um barco no rio Salween. Cansado de lutar, Rambo leva uma vida simples e solitária, apenas acompanhando o fluxo de rebeldes e refugiados. Até que surgem Sarah Miller (Julie Benz) e Michael Burnett (Paul Schulze), dois missionários, que explicam que os birmaneses colocaram minas terrestres na estrada e que, por isso, precisam que Rambo os leve pelo rio. Inicialmente relutante, Rambo aceita a proposta. Mas duas semanas depois o pastor Artur Marsh (Ken Howard) procura-o, dizendo que os missionários foram capturados e que havia recolhido dinheiro para contratar mercenários para resgatá-los. O pastor agora quer que Rambo treine os mercenários, para que a missão deles possa ter sucesso.

Título Original: John Rambo

Género: Aventura/Acção

Duração: 91 minutos

Ano de Lançamento (EUA): 2008

Realização: Sylvester Stallone

Argumento: Art Monterastelli e Sylvester Stallone, baseado no personagem criado por David Morrell

Produção: Kevin King, Avi Lerner, Sylvester Stallone, Kevin King Templeton e John Thompson

Música: Brian Tyler

Fotografia: Glen MacPherson Desenho de Produção: Franco-Giacomo Carbone

Direcção Artística: Suchartanun "Kai" Kuladee Guarda-roupa: Lizz Wolf

Montagem: Sean Albertson

Elenco: Sylvester Stallone(John Rambo), Julie Benz (Sarah Miller), Graham McTavish (Lewis), Reynaldo Gallegos (Diaz), Jake La Botz (Reese), Tim Kang (En-Joo), Maung Maung Khin (Tint), Paul Schulze (Michael Burnett), Cameron Pearson (Jeff), Ken Howard (Pastor Arthur Marsh), Matthew Marsden.

Site Oficial: www.ramboiv.com.br

CARTAZ (1)


Este País Não É Para Velhos

Texas, década de 80. Um traficante de drogas é encontrado no deserto por um caçador pouco esperto, Llewelyn Moss (Josh Brolin), que rouba uma mala cheia de dinheiro mesmo sabendo que em breve alguém irá procurá-lo. Logo Anton Chigurh (Javier Bardem), um assassino psicótico sem senso de humor e piedade, é enviado em seu encalço. Porém para alcançar Moss ele precisará passar pelo xerife local, Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones).

Título Original: No Country for Old Men
Género: Drama
Duração: 122 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Realização: Ethan Coen e Joel Cohen
Argumento: Ethan Coen e Joel Coen, baseado num livro de Cormac McCarthy
Produção: Ethan Coen, Joel Coen e Scott Rudin
Música: Carter Burwell
Fotografia: Roger Deakins
Direcção de Artística: John P. Goldsmith
Guarda-roupa: Mary Zophres
Montagem: Ethan Coen e Joel Coen
Efeitos Especiais: Luma Pictures / Tinsley Transfers

Elenco:
Tommy Lee Jones (Ed Tom Bell), Javier Bardem (Anton Chigurh), Josh Brolin (Llewelyn Moss), Woody Harelson (Carson Wells), Kelly Macdonald (Carla Jean Moss), Garrett Dillahunt (Wendell), Tess Harper (Loretta Bell), Barry Corbin (Ellis), Beth Grant (Agnes), Kit Gwin (Molly), Rodger Boyce (Xerife de El Paso)

Site Oficial: http://www.nocountryforoldmen.com

And The Oscar goes to...

Digno da classe, a noite dos óscars foi um fenómeno. Como sempre, muita cor, muita luz, muito glamour. Uma noite em que The Bourne Ultimatum levou as estatuetas das principais categorias técnicas e No Country for Old Men foi real imperador, levando os óscars para melhor filme, melhor realizador, melhor argumento adaptado e melhor actor secundário (o espanhol Javier Bardem). Um dado curioso é o facto de nehum actor norte-americano ter arrebatado alguma estatueta nas suas categorias. Para melhor actriz foi galardoada a francesa Marion Cotillard para La vie en rose, um filme que retrata a vida da cantora Édit Piaff.
Deixamos agora a lista dos galardoados da noite:
Melhor Actor Secundário
Javier Bardem - No Country fo Old Men
Efeitos Especiais
The golden Compass
Melhor filme de animação
Ratatouille
Melhor curta-metragem
Le Mozart des Pickpockets
Melhor curta-metragem de animação
Peter and The Wolf
Melhor Guarda-roupa
Elizabeth - The Golden Age
Melhor Maquilhagem
La Vie en Rose
Melhor Actriz Secundéria
Tilda Swinton
Melhor Documentário de Curta-metragem
Freeheld
Melhor Documentário
Taxi to the dark side
Melhor Direcção Artística
Sweeney Todd The Demon Barber of Fleet Street
Melhor Banda Sonora
Atonement
Melhores Efeitos Sonoros
The Bourne Ultimatum
Melhor Som
The Bourne Ultimatum
Melhor Montagem
The Bourne Ultimatum
Melhor Canção Original
Once
Melhor Filme em língua estrangeira
The Counterfeiters (Alemanha)
Melhor Actor
Daniel Day-Lewis - There Will Be Blood
Melhor Fotografia
There Will Be Blood
Melhor Actriz
Marion Cotillard - La Vie en Rose
Melhor Argumento Adaptado
No Country For Old Men
Melhor Argumento Original
Juno
Melhor Realizador
Joel Coen e Ethan Coen - No Country For Old Men
Melhor Filme
No Country For Old Men

Vigésima terceira Feira do Livro Português abre portas esta semana

O Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro e o Instituto Camões levam a cabo a XXIII Feira do Livro Português. A abertura terá lugar na tarde do dia 29, Sexta-feira. A feira estará patente no Centro Cultural do Mindelo. Mais uma ocasião para adquirir títulos importantes que vão desde o romance, literatura cabo-verdiana e portuguesa a títulos científicos e didáticos.
Uma semana depois, mais precisamente no dia 7 de Março, inserido nessa feira, será lançado o segundo volume da Colecção Teatro, uma obra dramatúrgica incluindo cinco peças de Mário Lúcio Sousa.
Recorda-se que o número de estreia apresentou peças do dramaturgo Espírito Santo.

Vasco Martins vai estar em concerto no CCM


Por ocasião da realização da XXIII Feira do Livro Português, o Centro Cultural Português - Instituto Camões apresenta um concerto com o músico Vasco Martins. no Centro Cultural do Mindelo no dia 29 às 21h30. Será um concerto para piano num ambiente íntimo com música de excelente qualidade.

26 fevereiro 2008

Corsino Fortes na antologia Palavra do Mundo

O poema “Não há fonte que não beba da fronte deste homem”, de Corsino Fortes acaba de ser publicado em Havana (Cuba), numa cerimónia que teve lugar na sede da União de Escritores e Artistas de Cuba (UNEAC), como parte da antologia de poesia Palavra do Mundo, um dos mais representativos da poesia vanguardista e contemporânea.

Conforme noticia a agência noticiosa AngolaPress, que cita os organizadores, o livro, editado sob a chancela da Colecção Sul, traz obras de poetas de diversas línguas, geografias e culturas, tendências estéticas e filosóficas, dinâmicas geracionais e maneira de assumir a poesia e o acto poético.
São os porta-vozes do mais genuíno pensamento literário contemporâneo em defesa da humanidade, tais como Ernesto Cardenal (Nicarágua), Thiago de Melo (Brasil) Miguel Barnet (Cuba)), Eugeni Entushenko (Rússia), Dario Alvisio (Itália) Elena L. Popescu (Roménia), Fernando Aguiar (Portugal), Benjamím Prado (Espanha), Tito Alvarado (Chile), António Gonçalves (Angola).
Corsino Fortes nasceu em São Vicente, em 1933. Formou-se em Direito em Lisboa em 1966. Ali, após a independência de Cabo Verde em 1975, tornou-se Embaixador por certo tempo. De 2003 a 2006 foi presidente da Associação dos Escritores de Cabo Verde.
Tem vários livros publicados: “Pão & Fonema”, “Árvore & Tambor”, “Pedras de Sol” e “Substância”, reunidos na trilogia “A Cabeça Calva de Deus”. Os seus textos fazem parte de várias outras antologias em língua inglesa, brasileira, francesa, italiana, holandesa, entre outras.
De acordo com o poeta português João Rasteiro, na poesia de Corsino Fortes “a insularidade de Cabo Verde aflora numa sintaxe fragmentária e em síncopes”. Nisso, continua Rasteiro, “há a expressão directa e o coloquialismo, ao lado, às vezes, de um tom alto, sempre contrastado por inflexão brutal, vigorosa”. E assim, conclui o poeta luso, Corsino Fortes consegue que nos seus poemas habitem “os arquipélagos por fora e por dentro”.

TSF
in: asemana online

A música de Manuel d'Novas (6)

APOCALIPSE
(1985)

Pa que tónte maldade nesse mundo
Se nô ta li sô pa um segundo

Pa que tónte inamizade
Pa gerá infelicidade


Pa que tónte industria de guerra
Se nô podê criá paz na terra (medjôr ê pensá)

Hôme ta cheio di malvadeza
Sem respeito pa natureza (ô deus valêno)

Tónte invento na planeta
Tónte coitóde pa maneta (sem sês hora tchegá)

Monopólio de um cambada
Ê distino di nôs vida

Cada hora um notícia
Cada minuto um malícia

Desarmamento ê conversa
Pa banquete e vice versa

Ê fartura num ponta
Ê miséria not ponta

Mundo ta pior q’um jogo de póca
Ca bô mandáme calá boca (um’ t’ta dzê verdade)

Nô ti ta vivê debóx d’ ameaça
Dum flagelo pa tud raça

Mundo podia ser ôte cosa
Vida podia ser côr de rosa

Si nôs tudo podia juntá môm
Co Deus e amor na coraçôm

Ma Bíblia ta flá
Na Apocalipse


Direitos Reservados
(Editing/Publishing)

Manuel de Jesus Lopes (Manuel d'Novas)
SPA
SACEM
Africa Nostra
Harmonia

A música de Manuel d'Novas (5)

TALIANINHA
(Coladeira - 1969)


Góstordia um’ encontá um flana
Que dam’ bonôte num linga estrónhe
Ela era um dês crióla italiana
Um’ sube pa bóca dum buldónhe

Nôs terra ta chei di estrangêra
Nô ta conchês na sês manêra
Di maquiagem e cabêl pustice
Pa bem pô criôl na rabolice

Talianinha marozinha
Bem exibí li na bô terra
Oiá cma bô ta madurinhaJá bô bem pô criôl na guerra


Direitos Reservados
(Editing/Publishing)

Manuel de Jesus Lopes (Manuel d'Novas)
SPA
SACEM
Africa Nostra
Harmonia

22 fevereiro 2008

Fim de Semana Musical no Pub Alta Lua


Este fim de semana o Mindelhotel e o Pub Alta Lua brinda-nos com dois grandes concertos. Hoje, 22 de Fevereiro, Sexta-feira, às 23h30 subirá ao palco o cantor salense Mirri Lobo acompanhado pelos músicos Bau, Nolito, Chico Serra, Djessa e Micau. Momentos inesquecíceis com música tradicional cabo-verdiana.
Amanhã, Sábado, será a vez dos instrumentistas Teck (Saxofone) e Tolas (Guitarra) apresentarem seu projecto conjunto Som das Ilhas, sempre à mesma hora. O músico convidado será Biús.
Razões fortes para preferir o Midelhotel para escutar música nacional de qualidade.

20 fevereiro 2008

HABIB KOITE estará em concerto no Mindelo

O Músico maliano Habib Koite estará em concerto no próximo Sábado, 23 de Fevereiro no largo da Praça Dom Luís, a convite da Alliance Française du Mindelo. Uma oportunidade dos mindelenses saborearem uma música e ritmo africanos cheia de expressividade.
Artista Maliano de renome internacional, Habib Koite nasceu em 1958 em Thiés, uma cidade senegalesa situada sobre o caminho-de-ferro que liga Dakar a Niger, cuja construção contou com a participação de seu pai. Seis meses após seu nascimento sua família deslocou-se a Kayes, Mali, capital regional do Oeste, após Bamako.
Originário de uma família de griots da etnia khassonké, Habib Koite cresceu entre desassete irmãos e irmãs.
Dono de uma voz e de uma mestria com a guitarra inconfundíveis, Habib e um símbolo da música africana, tendo efetuado diversos concertos no seu país natal e por terras africanas. Tem tido a oportunidade de atravessar o mundo, tendo já efectuado espectáculos na Europa em países como França e Bélgica e Estados Unidos.
Do seu curriculum constam quatro álbuns de originais, um duplo CD e participações e nos projectos Putomayo, tornando-o num dos nomes de referência da world music, valendo-lhe um segundo lugar no World Music Charts Europe em 1998. Participou em projectos com músicos como o bluesman Eric Bibb (na vasta descoberta das raízes africanas do blues pelo público americano), o Art Ensemble of Chicago, a diva do wassoulou Oumou Sangaré, Jackson Browne e ainda Bonnie Raitt que o convidaria para participar no seu álbum “Silver Lining”.
“Fôly”, um duplo CD gravado ao vivo e lançado em 2003 é o testemunho da força da música de Habib Koité imortalizado em mais de 1000 concertos em 13 anos de carreira (1994-2006).
E agora “Afriki” marca o grande regresso de Habib Koite & Bamada, conjugando maravilhosamente melodias místicas, raízes folk e ritmos embelezados, encontro perfeito da modernidade e da tradição.

18 fevereiro 2008

SARRON.COM recebe visita de Vítor Lima

Vítor Lima - Contratenor


O Ensaio da Sarron.com recebeu na passada semana a visita do cantor lírico Vítor Lima a convite da Professora Margarida Brito. Com a maior das humildades passou à troupe muitas de suas experiências, através de vários exercícios de voz, canto e dicção.

Vítor Lima nasceu em 1965, em Viana do Castelo.Iniciou os seus estudos como contratenor na Academia de Música de Viana do Castelo, com o professor Rui Taveira. Completou o Curso de Canto em 1991 e, actualmente, frequenta o Curso Livre. Em simultâneo, concluiu a Licenciatura em Ensino de Música na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo. Frequentou cursos de Pedagogia Musical com Jos Wuytack, Pierre van Hauwe e aperfeiçoamento em canto, com José Oliveira Lopes, Max van Egmond, Matthias Gerchen e Jill Feeldman. Tem realizado recitais de Música Barroca e Renascentista. Colaborou como solista com: a Orquestra da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, em Stabat Mater de Pergolesi; Orquestra de Câmara da Universidade de Vigo, nos Stabat Mater de Vivaldi e de Pergolesi, com a Orquestra ARTAVE sob a direcção de António Soares, em Glória de Vivaldi e O Messias de Haendel, com a Orquestra Sinfónica Norte Cultural, sob a direcção do maestro José Ferreira Lobo, em O Messias de Haendel.Integra habitualmente os grupos de música de câmara Ensemble 14 14 e Collegium MusicumActualmente é docente na Escola Preparatória de Vila Praia de ncora, Academia de Música de Viana do Castelo e Escola Superior de Educação de Viana e integra a equipa de docentes galardoados com o 1º Prémio do Concurso Nacional de Projectos de Inovação no Ensino, atribuído pelo Instituto de Inovação Educacional - Ministério da Educação de Portugal no ano de 1997.Possuidor de um timbre de voz raro - contratenor - é no momento uma das vozes mais promissoras ao nível dos jovens cantores nacionais. Com uma já vasta carreira no território nacional e em âmbito internacional, e muito embora colabore regularmente com projectos musicais de diversas áreas da música erudita, é, contudo, um especialista em música barroca.
O natureza da sua voz é de qualidade incontestável, reconhecido por Jill Feeldman, Max van Egmond e Matthias Gerchen - especialistas de renome mundial neste género musical
.

12 fevereiro 2008

Está aberta a corrida aos oscars



Atonement - Um dos nomeados para o óscar de melhor filme

O mais importante acontecimento cinematográfico do ano está prestes a acontecer. No dia 24 de Fevereiro de 2008, Domingo ficaremos a conhecer o veredito para todas as nomeações para a estatueta dourada naquela que será a sua 80.ª edição.

Esse espectáculo de estrelas e fashion será transmitido pela TVI e, é claro nós faremos de tudo para não faltar.

Fica aqui a lista dos nomeados.

Melhor Actor
George Clooney para "Michael Clayton" (Warner Bros.)
Daniel Day-Lewis para "There Will Be Blood" (Paramount Vantage e Miramax)
Johnny Depp para "Sweeney Todd The Demon Barber of Fleet Street" (DreamWorks e Warner Bros.)
Tommy Lee Jones para "In the Valley of Elah" (Warner Independent)
Viggo Mortensen para "Eastern Promises" (Focus Features)

Melhor Actor Secundário
Casey Affleck para "The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford" (Warner Bros.)
Javier Bardem para "No Country for Old Men" (Miramax e Paramount Vantage)
Philip Seymour Hoffman para "Charlie Wilson's War" (Universal)
Hal Holbrook para "Into the Wild" (Paramount Vantage e River Road Entertainment)
Tom Wilkinson para "Michael Clayton" (Warner Bros.)

Melhor Actriz
Cate Blanchett para "Elizabeth: The Golden Age" (Universal)
Julie Christie para "Away from Her" (Lionsgate)
Marion Cotillard para "La Vie en Rose" (Picturehouse)
Laura Linney para "The Savages" (Fox Searchlight)
Ellen Page para "Juno" (A Mandate Pictures/Mr. Mudd Production)

Melhor Actriz Secundária
Cate Blanchett para "I'm Not There" (The Weinstein Company)
Ruby Dee para "American Gangster" (Universal)
Saoirse Ronan para "Atonement" (Focus Features)
Amy Ryan para "Gone Baby Gone" (Miramax)
Tilda Swinton para "Michael Clayton" (Warner Bros.)

Direcção Artística
"American Gangster" (Universal)
"Atonement" (Focus Features)
"The Golden Compass" (New Line e Ingenious Film Partners)
"Sweeney Todd The Demon Barber of Fleet Street" (DreamWorks e Warner Bros.)
"There Will Be Blood" (Paramount Vantage e Miramax)

Cinematografia
"The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford"::: Roger Deakins
"Atonement"::: Seamus McGarvey
"The Diving Bell and the Butterfly"::: Janusz Kaminski
"No Country for Old Men"::: Roger Deakins
"There Will Be Blood"::: Robert Elswit

Guarda Roupa
"Across the Universe"::: Albert Wolsky
"Atonement"::: Jacqueline Durran
"Elizabeth: The Golden Age"::: Alexandra Byrne
"La Vie en Rose"::: Marit Allen
"Sweeney Todd The Demon Barber of Fleet Street"::: Colleen Atwood


Ratatouille - Um dos nomeados para o óscar de melhor filme de animação


Melhor Filme de Animação
"Persepolis" (Sony Pictures Classics)::: Marjane Satrapi and Vincent Paronnaud
"Ratatouille" (Walt Disney)::: Brad Bird
"Surf's Up" (Sony Pictures Releasing)::: Ash Brannon and Chris Buck


Melhor Realizador
"The Diving Bell and the Butterfly":::Julian Schnabel
"Juno"::: Jason Reitman
"Michael Clayton"::: Tony Gilroy
"No Country for Old Men"::: Joel Coen and Ethan Coen
"There Will Be Blood"::: Paul Thomas Anderson

Melhor Documentário

"No End in Sight"::: Charles Ferguson e Audrey Marrs
"Operation Homecoming: Writing the Wartime Experience"::: Richard E. Robbins
"Sicko"::: Michael Moore and Meghan O'Hara
"Taxi to the Dark Side"::: Alex Gibney and Eva Orner
"War/Dance"::: Andrea Nix Fine and Sean Fine

Melhor Documentário de Curta Metragem
"Freeheld"::: Cynthia Wade and Vanessa Roth
"La Corona (The Crown)"::: Amanda Micheli and Isabel Vega
"Salim Baba"::: Tim Sternberg and Francisco Bello
"Sari's Mother"::: James Longley

Montagem
"The Bourne Ultimatum"::: Christopher Rouse
"The Diving Bell and the Butterfly"::: Juliette Welfling
"Into the Wild"::: Jay Cassidy
"No Country for Old Men"::: Roderick Jaynes
"There Will Be Blood"::: Dylan Tichenor

Melhor Filme de Língua Estrangeira
"Beaufort"::: Israel
"The Counterfeiters"::: Áustria
"Katyn"::: Polónia
"Mongol"::: Cazaquistão
"12"::: Rússia

Caracterização
"La Vie en Rose"::: Didier Lavergne and Jan Archibald
"Norbit"::: Rick Baker and Kazuhiro Tsuji
"Pirates of the Caribbean: At World's End"::: Ve Neill and Martin Samuel

Melhor Banda Sonora Original
"Atonement"::: Dario Marianelli
"The Kite Runner"::: Alberto Iglesias
"Michael Clayton"::: James Newton Howard
"Ratatouille"::: Michael Giacchino
"3:10 to Yuma"::: Marco Beltrami

Melhor Canção
Falling Slowly por "Once"::: Música e Letra de Glen Hansard e Marketa Irglova
Happy Working Song por "Enchanted"::: Música de
Alan Menken, Letra de Stephen Schwartz
Raise It Up por "August Rush"::: Música e Letra de Jamal Joseph, Charles Mack e Tevin Thomas
So Close por "Enchanted"::: Música de Alan Menken, Letra de Stephen Schwartz
That's How You Know por "Enchanted"::: Música de Alan Menken, Letra Stephen Schwartz

Melhor Filme
"Atonement"::: Tim Bevan, Eric Fellner e Paul Webster
"Juno"::: Lianne Halfon, Mason Novick e Russell Smith
"Michael Clayton"::: Sydney Pollack, Jennifer Fox e Kerry Orent
"No Country for Old Men"::: Scott Rudin, Ethan Coen e Joel Coen
"There Will Be Blood"::: JoAnne Sellar, Paul Thomas Anderson e Daniel Lupi

Melhor Curta Metragem de Animação
"I Met the Walrus"::: Josh Raskin
"Madame Tutli-Putli"::: Chris Lavis e Maciek Szczerbowski
"Même les Pigeons Vont au Paradis (Even Pigeons Go to Heaven)"::: Samuel Tourneux e Simon Vanesse
"My Love (Moya Lyubov)"::: Alexander Petrov
"Peter & the Wolf"::: Suzie Templeton and Hugh Welchman

Melhor Filme de Curta Metragem
"At Night"::: Christian E. Christiansen e Louise Vesth
"Il Supplente (The Substitute)"::: Andrea Jublin
"Le Mozart des Pickpockets (The Mozart of Pickpockets)"::: Philippe Pollet-Villard
"Tanghi Argentini"::: Guido Thys and Anja Daelemans
"The Tonto Woman"::: Daniel Barber and Matthew Brown

Melhores Efeitos Sonoros
"The Bourne Ultimatum"::: Karen Baker Landers e Per Hallberg
"No Country for Old Men"::: Skip Lievsay
"Ratatouille"::: Randy Thom e Michael Silvers
"There Will Be Blood"::: Christopher Scarabosio e Matthew Wood
"Transformers"::: Ethan Van der Ryn e Mike Hopkins

Melhor Som
"The Bourne Ultimatum":: Scott Millan, David Parker e Kirk Francis
"No Country for Old Men"::: Skip Lievsay, Craig Berkey, Greg Orloff e Peter Kurland
"Ratatouille"::: Randy Thom, Michael Semanick e Doc Kane
"3:10 to Yuma"::: Paul Massey, David Giammarco e Jim Stuebe
"Transformers"::: Kevin O'Connell, Greg P. Russell e Peter J. Devlin

Melhores Efeitos Especiais
"The Golden Compass"::: Michael Fink, Bill Westenhofer, Ben Morris e Trevor Wood
"Pirates of the Caribbean: At World's End"::: John Knoll, Hal Hickel, Charles Gibson e John Frazier
"Transformers"::: Scott Farrar, Scott Benza, Russell Earl e John Frazier

Melhor Argumento Adaptado
"Atonement"::: Christopher Hampton
"Away from Her"::: Sarah Polley
"The Diving Bell and the Butterfly"::: Ronald Harwood
"No Country for Old Men"::: Joel Coen e Ethan Coen
"There Will Be Blood"::: Paul Thomas Anderson

Melhor Argumento Original
"Juno"::: Diablo Cody
"Lars and the Real Girl"::: Nancy Oliver
"Michael Clayton"::: Tony Gilroy
"Ratatouille"::: Brad Bird, Jan Pinkava, Jim Capobianco e Brad Bird
"The Savages"::: Tamara Jenkins


Faça agora as suas apostas!!

"Um Vez Soncente Era Sábe" à frente no inquérito proposto pela Sarron.com

No inquérito proposto pela Sarron.com - Companhia de Teatro que perguntava sobre a preferência dos espectadores sobre os espectáculos da companhia, a peça "Um Vez Soncente Era Sábe" ficou à frente das outras preferâncias. Segue-se "Um cinquintinha" e em último lugar "Upgrade (Bô) Democracia".

:::Resultados do inquérito:::

Upgrade (Bô) Democracia - 14,5%
Um Vez Soncente Era Sábe - 69,4%
Um Cinquintinha - 16,1%

Propomos agora um novo inquérito:
"O QUE PENSA QUE PODERÁ LEVAR A SARRON.COM AO SUCESSO?"
1. A dinâmica da jovem equipa
2. A prioridade dada a temas que destacam a nossa cultura e raízes
3. O facto de trabalhar com elementos de outras companhias
4. Trabalhar musicais e teatro de revista